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Análise dos Times

Ferrari

Principal

Motivo: O artigo descreve a Ferrari como favorita, detalha as razões técnicas para seu potencial sucesso em Mônaco e cita declarações de outros pilotos que a colocam como principal concorrente.

Viés da Menção (Score: 0.8)

Motivo: Mencionada como uma das rivais com bom desenvolvimento de chassi e aerodinâmica, mas o artigo foca nas dificuldades do seu motor em certas condições, o que a coloca em desvantagem para Mônaco.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Motivo: Citada em relação ao uso do motor Mercedes e com declarações de Lando Norris sobre o desempenho da Ferrari, mas sem um destaque específico sobre seu próprio potencial em Mônaco neste artigo.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Fórmula 1 Red Bull McLaren Mercedes Ferrari Lewis Hamilton Williams Carlos Sainz FIA Charles Leclerc Mônaco

Conteúdo Original

Confira os melhores momentos do GP do Canadá de Fórmula 1 Sem vencer há 33 corridas na Fórmula 1, a Ferrari chega ao GP de Mônaco de domingo (7) com uma chance de ouro para encerrar o jejum e ganhar pela primeira vez em 2026. A escuderia de Maranello é considerada favorita até pelas principais rivais, e o próprio time espera uma prova mais competitiva em relação ao GP do Canadá - em que o desempenho já foi decente, com Lewis Hamilton em segundo lugar. Acesse o canal de automobilismo do ge no WhatsApp O favoritismo da equipe italiana se dá especialmente pelas características do SF-26, carro utilizado pelo time para este ano, e pelas especificidades do circuito de rua de Monte Carlo, o mais curto do calendário. O ge explica abaixo. 1 de 4 Charles Leclerc corre em casa no GP de Mônaco e pode encerrar jejum da Ferrari — Foto: Kym Illman/Getty Images Charles Leclerc corre em casa no GP de Mônaco e pode encerrar jejum da Ferrari — Foto: Kym Illman/Getty Images Alguns circuitos do campeonato exigem grande sincronia de desempenho entre chassi, aerodinâmica e potência do motor – um exemplo claro é o de Barcelona, na Espanha, pista que inclusive foi utilizada para os testes de pré-temporada neste ano. Em Mônaco, o motor não é tão importante assim. Primeiro, pela distância total da pista – apenas 3,337km, valor abaixo dos 3,5km mínimos exigidos pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para circuitos de Fórmula 1, mas que é deixado de lado em Monte Carlo por se tratar de um grande prêmio de grande prestígio e tradição. Depois, pela própria característica do traçado, bastante estreito e com muitas curvas de baixa e média velocidade, em meio a poucas retas curtíssimas. O circuito de rua de Monte Carlo é tão peculiar que a FIA decidiu não permitir o uso do modo reta – recurso aerodinâmico introduzido em 2026 em que as duas asas do carro abrem, com o objetivo de reduzir a pressão aerodinâmica e aumentar a velocidade máxima. 2 de 4 Charles Leclerc disputa posição com Lewis Hamilton no GP da China da F1 em 2026 — Foto: Artur Widak/NurPhoto via Getty Images Charles Leclerc disputa posição com Lewis Hamilton no GP da China da F1 em 2026 — Foto: Artur Widak/NurPhoto via Getty Images A explicação dada pela FIA à reportagem do ge foi a de que a adoção do modo exige um trecho de reta de pelo menos três segundos, o que não acontece em Mônaco. Por todos esses motivos, o motor deixa de ser um fator tão crucial – e é justamente aí que a Ferrari, em teoria, leva vantagem sobre as rivais. Embora o W17 da Mercedes seja um projeto muito bem desenvolvido em termos de chassi e aerodinâmica, um grande diferencial para equipes como Ferrari e Red Bull é o motor desenvolvido pela empresa alemã, também utilizado pela McLaren. Os italianos, por outro lado, têm uma unidade de potência que proporciona um desempenho não tão forte nas retas e em curvas de alta velocidade – até por isso, o time aguarda com ansiedade a decisão da FIA sobre o auxílio a motores, que deve ser divulgada até o fim da próxima semana. A expectativa é de que os benefícios concedidos pela entidade aos motores deficitários ajudem a Ferrari a reduzir a diferença para as rivais. 3 de 4 A festa de Charles Leclerc com a Ferrari após vencer o GP de Mônaco de 2024 — Foto: Bryn Lennon - Formula 1/Formula 1 via Getty Images A festa de Charles Leclerc com a Ferrari após vencer o GP de Mônaco de 2024 — Foto: Bryn Lennon - Formula 1/Formula 1 via Getty Images Mas, no caso de Mônaco, a situação é diferente. O SF-26 é considerado o melhor carro do grid em curvas de baixa e média velocidade, até mesmo pelos rivais. Kimi Antonelli, da Mercedes, e Lando Norris, da McLaren, apontaram essa característica como fundamental no Principado. – Acho que a Ferrari será a equipe a ser batida em Mônaco. Vai ser muito interessante ver como vamos nos sair lá. Mas a Ferrari é claramente a favorita, porque naturalmente aquela asa traseira deles também gera muita carga aerodinâmica em baixa velocidade – disse Kimi Antonelli, logo após o GP do Canadá. Norris, por sua vez, acredita que a Ferrari vai conseguir cravar a pole position na pista monegasca: – Mônaco foi uma pista boa para nós no ano passado. Mas, honestamente, acho que a Ferrari vai fazer a pole na próxima etapa. O desempenho deles em baixa velocidade é muito melhor do que o de qualquer outra equipe – analisou. Fazer a pole position em Mônaco significa muito mais do que em qualquer outra pista do ano. Justamente pelo caráter estreito do circuito, as ultrapassagens são bastante raras no Principado, o que significa que quem larga em primeiro tem grande chance de terminar a prova como vencedor. 4 de 4 Largada do GP de Mônaco da F1 em 2025 — Foto: Stephanie Lecocq/Reuters Largada do GP de Mônaco da F1 em 2025 — Foto: Stephanie Lecocq/Reuters Para melhorar ainda mais o panorama da Ferrari, a equipe também tem a largada como um de seus pontos fortes, graças ao turbocompressor reduzido que permite ao carro alcançar a rotação ideal do motor com mais eficiência que as rivais. Carro à parte, o fator piloto também não pode ser desprezado para entender o contexto ferrarista em Monte Carlo. Afinal, Charles Leclerc corre em casa, de olho em repetir o triunfo de 2024. E Hamilton, otimista com o carro para Mônaco, espera repetir o bom desempenho que obteve no Canadá. – Essa é a pista em que a potência não é rainha. Eu acho que é a performance do carro, definitivamente. Acho que nosso carro pode ser realmente forte lá. Vou focar em assegurar que eu chegue com a mesma energia que tive neste fim de semana, estudar muito com os engenheiros para ter certeza de que teremos o carro do jeito certo desde o treino 1. E sim, se você tirar o déficit de potência, estamos na luta com esses caras – disse o heptacampeão, ainda em Montreal. Vice-líder da Fórmula 1 2026 com 147 pontos, a Ferrari não vence uma corrida principal na categoria desde o GP do México de 2024 , quando Carlos Sainz, agora na Williams, triunfou no Autódromo Hermanos Rodríguez.