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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Decisão sobre Balogun gera incômodo dentro da Fifa sobre isonomia na Copa Rodrigo Mattos Colunista do UOL, em Miami (EUA) 06/07/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A decisão da Fifa de suspender a punição do atacante Balogun gerou questionamentos sobre a isonomia na Copa dentro da própria entidade. É o que apurou o UOL . Balogun foi expulso no jogo diante da Bósnia por uma entrada de sola na primeira partida do mata-mata. Recebeu o cartão vermelho do árbitro Raphael Claus após revisão do VAR. O governo de Donald Trump entrou em contato com a cúpula da Fifa para tentar reverter a punição automática para as oitavas de final diante da Bélgica. E o Comitê Disciplinar da Fifa suspendeu a pena neste domingo, deixando o jogador sob condicional por um ano. Milly Lacombe Vini, Raphinha, Casemiro: a geração sem personalidade Mauro Cezar Vini bate pênalti mal e não deveria ter cobrado Alicia Klein A Copa do Mundo de Neymar foi um sucesso Alexandre Borges Os riscos de promover provocadores políticos Há questionamentos entre dirigentes da própria Fifa sobre a isonomia por conta da medida, vista como favorecimento aos EUA. É uma dúvida sobre comportamento do presidente da entidade, Gianni Infantino, que tem uma relação muito próxima com Trump. A decisão pegou muito mal para a Copa, no entendimento de cartolas de membros do Comitê Executivo da Fifa. Tanto que, nesta segunda-feira, a UEFA emitiu um comunicado dizendo que a decisão atravessou uma "linha vermelha". "Quando a certeza das regras não é mais garantida pelos guardiões, a integridade do jogo está em risco e a credibilidade da competição é minada" Não é só entre os europeus o incômodo. Assine UOL e ganhe acesso a conteúdos exclusivos + uma camiseta da loja de UOL Esporte para torcer na Copa. Primeiro, é uma medida sem precedentes dentro do Mundial. Sim, Cristiano Ronaldo também teve uma punição por vermelho suspensa e pôde jogar a Copa. Mas a expulsão ocorreu nas Eliminatórias não no próprio Mundial. Segundo, há o caso de Garrincha, que foi expulso, na semifinal da Copa de 1962 e pôde jogar a final. Mas, naquela época, não havia suspensão automática por cartão vermelho. O jogador era julgado e o resultado foi favorável a Garrincha, não foi uma reversão de punição. Na Copa-2026, não há recurso possível da federação nacional. Não houve revisão, por exemplo, do caso de Almirón, jogador do Paraguai expulso por tapar a boca ao falar. Continua após a publicidade O jogador do Qatar Assim Madibo foi suspenso pelo Comitê Disciplinar por cinco jogos após a expulsão por entrada dura no canadense Koné. Nenhum vermelho foi revertido. A Federação Belga de Futebol apontou que as regras da Copa, de suspensão automática por cartão vermelho, não foram cumpridas. A federação promete uma ação, sem especificar. Houve críticas também da parte da Noruega, país cuja federação já tinha criticado a relação entre Trump e Infantino. O contato da Casa Branca foi feito em ligação para Infantino, como confirmaram múltiplos veículos e o UOL . Em declaração, o governo dos EUA confirmou a jornalistas o contato e disse que apresentou o caso de Balogun à Fifa, que tomou decisão independente. Procurada, a Fifa não comentou o caso. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rodrigo Mattos por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Hamas anuncia saída do governo de Gaza após quase 20 anos Ligação de Trump e advogados: o esforço coordenado dos EUA no caso Balogun Vini, Raphinha, Casemiro: a geração sem personalidade e sem rumo Uefa detona Fifa por anulação de cartão de Balogun: 'Cruzou linha vermelha' Justiça condena Havan por se apropriar de voz de Paulo Vieira em propaganda