Conteúdo Original
Esporte Abel abre 2026 falando em 'raiva' e criticando calendário do Palmeiras Do UOL, em São Paulo 06/01/2026 20h33 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, durante jogo contra o Bragantino Imagem: Marcello Zambrana/AGIF Abel Ferreira subiu o tom logo na primeira entrevista coletiva pelo Palmeiras em 2026. O treinador português criticou o calendário da equipe e citou a "raiva" pelos problemas em 2025. O comandante explicou que está orgulhoso de ter completado cinco anos no Verdão, mas que segue com objetivos no clube. Agora, é hora de dar a volta por cima nesta temporada. "Passou tão rápido. Mas a verdade é que, mais que tudo, é um orgulho, é uma honra poder representar um clube como o Palmeiras. Às vezes manter um casamento de cinco anos é difícil, quanto mais ser treinador de um clube. De qualquer maneira, gosto muito de estar aqui. Eu acho que já disse isto várias vezes. Se calhar sou mais bem tratado com aquilo que me mereço, mas também é fruto dessa relação que fomos criando", disse, antes de concluir: Sakamoto Se invadir a Groenlândia, Trump implode a Otan Casagrande Seleções africanas podem chegar longe na Copa PVC Novela Kaio Jorge foi recado do Cruzeiro ao Fla Edu Carvalho Precisamos superar os tempos de surdez coletiva Portanto, determino que as frustrações e as ilusões do ano passado, que se transformem em energia, em caráter, em orgulho e alguma raiva também, para que no próximo ano, ou neste ano que agora começa, possamos dar essas alegrias que estamos em dívida não só com vocês, mas também por nós próprios, porque sabemos o quanto nos dedicamos dentro do clube para chegar aos títulos que tanto queremos e que tanto trabalhamos para que isso aconteça Abel Ferreira O treinador português chegou ao Palmeiras em 2020 e fez história. São 395 jogos pelo Alviverde, com mais de 70% de aproveitamento e dez títulos. Veja outros pontos abordados por Abel Ferreira na coletiva Críticas a FPF "Olha, eu não posso deixar de fazer uma crítica construtiva à Federação Paulista de Futebol, tendo em conta algumas equipas e algumas não palmeiras até ficaram até mais tarde ainda a competir e não me parece sensato e que cuide da saúde dos jogadores, no final de uma semana, tu tens o primeiro jogo oficial, é quando tens outros clubes que estão a preparar-se desde novembro e dezembro. Não acho que seja justo, mas é algo que devemos pensar e refletir. Mas o Palmeiras também vai fazer como sempre faz, o treinador do Palmeiras vai fazer como sempre tem feito. Usar todos os recursos que tem para aproveitar esta parte, porque sabemos que os jogadores vêm num período de férias de sensivelmente 30 dias. Ao final de 30 dias, porque é tão importante os jogadores fazerem 11 meses de alta competição, de alta intensidade, de alto risco, de viagens, de cometer também um período que eles possam desligar para recuperar baterias e dedicar tempo a outra parte da nossa vida, que também é importante, a nossa família, a nossa outra parte, e ao final de uma semana, tu tens logo um jogo oficial, é algo que nós temos que rever, nos maiores campeonatos do mundo, normalmente temos três a quatro semanas para preparar o primeiro jogo oficial. De qualquer maneira, temos que meter isso, temos que nos adaptar, temos que arranjar soluções e temos que aproveitar este período para também carregar as baterias aos nossos jogadores, dar oportunidade a todos os jogadores também de poder jogar, porque vai ser humanamente impossível escolher uma equipa e começar já a estourar a equipa para aquilo que será uma época longa e desgastante. Mas eu acho que também o Palmeiras, nas últimas competições do Paulista, deu sempre provas daquilo que significa esta competição para nós. Aliás, dá o mesmo trabalho ganhar o Paulista como dá o trabalho ganhar uma Libertadores, na minha opinião. Claro que para quem é torcedor e para quem gosta possa pensar de forma diferente, mas a mim dá-me exatamente o mesmo trabalho. Portanto, encarar esta competição como sempre fazemos, prepará-la também no sentido de carregar as baterias aos nossos jogadores, E como sempre fazemos, entrar em todos os jogos com a mentalidade de jogar para ganhar até o último segundo" ; Continua após a publicidade Relacionadas FPF afasta árbitro e auxiliar que confirmaram gol irregular do Palmeiras Palmeiras faz consulta, mas ex-Botafogo negocia com o Grêmio para 2026 Coritiba recusa R$ 47 milhões por goleiro no radar de Bahia, Fla e Grêmio Temporada passada "Eu acho que os torcedores mais atentos e que seguem o clube foram percebendo que ao longo desses anos fomos construindo uma relação. Não só dos torcedores, mas também entre o treinador e a diretoria, entre o treinador e a comissão, entre o treinador e os jogadores. Falei-vos há dois, três anos que ser palmeirense era um estilo de vida. Se vocês prestarem atenção a muitas declarações que fomos fazendo, ou que fui fazendo, vocês conseguem constatar isso. Como disse neste mesmo local, que era um treinador de projeto, era um treinador de relações, portanto, em relação a isso, a coerência foi sempre mantida e não posso não deixar de dizer, para além daquilo que é a família Palmeiras, a vinda da minha família para o Brasil, há três anos, quando mais uma vez fomos criando relações e raízes, não só no Brasil, não só no São Paulo, mas na família Palmeiras. E depois, quando tu querias este tipo de relações, quando estás num clube onde te reconhece, onde te dá todas as condições, onde tu participas naquilo que é a dinâmica e naquilo que são as decisões para o futebol, e olhando para os dias de hoje, onde, por exemplo, a Inglaterra já parece mais Brasil naquilo que tem a ver com a demissão de treinadores, logicamente que isso é fundamental E para mim, como treinador e como disse, treinador de projeto, é fundamental perceber o clube onde estou, o projeto onde eu estou, as pessoas com quem eu trabalho, e vocês que estão aqui comigo diariamente, que me conhecem, e disse isso várias vezes, é muito difícil sair de um clube quando tu tens estas condições todas reunidas, e a principal de todas, que é aquilo que me mexe, aquilo que me move, é poder lutar por títulos. Esta equipa demonstrou em quase todas as competições, tirando a Copa do Brasil. Sei que é duro, sei que é frustrante ficar em vice três vezes, mas, ao mesmo tempo diz-me a mim, enquanto treinador, e dá-me sinais de que esta equipa está pronta, está preparada. E não é muito fácil tomar decisões quando tu tens uma equipe que é extremamente vencedora e durante um período onde a equipa é vencedora, fazes a reformulação que o Palmeiras fez ou que fizemos no ano anterior, 17 saídas e 11 entradas, e mesmo assim conseguires estar a competir na maioria das competições até o fim, mesmo vendendo jogadores importantes naquilo que era a dinâmica da equipa, mas percebendo também aquilo que é a nossa saúde financeira e um treinador atualmente tem que entender o futebol como um todo. Não podes olhar só para aquilo que é o aspecto esportivo, mas aquilo que é a dinâmica de um clube de futebol e a sua própria gestão. E, nisso, o Palmeiras é uma equipa absolutamente extraordinária porque é uma equipa que cumpre e honra todas as suas responsabilidades. E, logicamente, para um treinador como eu é um orgulho muito grande poder pertencer um clube com prestígio, um clube que luta por títulos, e acho que houve aqui um crescimento mútuo, eu como treinador, e juntamente com aquilo que é a grandeza do Palmeiras, e eu particularmente sinto-me muito honrado e prestigiado de poder representar um clube com esta dimensão, não só nacional, mas também internacional, E juntos, várias vezes, podemos dar muitas alegrias àquilo que é o nosso torcedor e é para isso que nós trabalhamos todos os dias" . Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Mulher é investigada por 'acampar' em aeroporto do RS à espera de Brad Pitt Jogador de futsal ex-Corinthians morre aos 32 anos em aeroporto na Rússia Novo presidente da Alerj demite mais de 200 funcionários da casa de uma vez Hulk pede rescisão ao Atlético-MG, mas clube dificulta liberação do ídolo Resumo novela 'Dona de Mim' da semana: confira capítulos de 7/1 a 10/1