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Opinião Futebol 'Desconexão com o povo': Colunistas debatem Neymar no pôquer Do UOL, em São Paulo 12/07/2026 12h11 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A participação de Neymar em um evento de pôquer em Las Vegas logo após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo expõe uma "desconexão" com o sentimento torcedor, avaliou Arnaldo Ribeiro no Posse de Bola , do Canal UOL. O comentarista destacou que a imagem pesa quando a torcida ainda está "machucada" com a queda precoce no Mundial e criticou a falta de comprometimento do camisa 10, inclusive com o Santos. Não precisa ser só o Neymar. Falando do Neymar primeiro. O Neymar hoje joga futebol, pôquer... Ele joga pôquer habitualmente. Ele joga futebol, pôquer, Kings League e algumas outras coisas. Então assim, o foco dele no futebol é uma das coisas que ele faz, né? Ele é ainda jogador de futebol profissional, pelo menos por enquanto, e o time dele joga na quinta. Quinta-feira, Nilton Santos, Santos e Botafogo, o Santos com poucos pontos acima da zona de rebaixamento. Agora, não é só a atitude dele. Eu acho que essa Copa pode ser normal os caras terem folga, claro, cada um ir para o seu lugar, mas aquilo vai juntando tudo num pacote, à medida em que o Mundial ainda está em disputa com essa coisa visceral dos sobreviventes na Copa. Arnaldo Ribeiro Mauro Cezar Expulsão que ajudou a Argentina foi correta Ricardo Kotscho Acabou essa história de que temos o melhor futebol Rodrigo Ratier Como a prorrogação derrete seleções PVC CBF comete ato falho em vídeo sobre Copa de 2030 Arnaldo disse que o incômodo se amplia devido ao simbolismo dos gestos no pós-eliminação da seleção, quando o torcedor ainda procura explicações e sinais de reação da CBF. O Ancelotti para o Canadá pode ser normal sempre, não é normal agora. O Vinícius Júnior ir para a Ibiza pode ser normal sempre, não é normal agora. O capitão não dar entrevista na volta ao Brasil e o avião voltar vazio pode ser normal, não é normal agora. O Neymar ir para a Vegas jogar pôquer durante a Copa do Mundo pode ser normal, mas não é normal agora. Arnaldo Ribeiro José Trajano foi na mesma linha e se disse chateado pela ostentação e pela mensagem que isso passa em um país desigual. Ele citou episódios recentes e questionou o comportamento de Neymar. Me chateia tanto falar do Neymar, porque essa ostentação, essa falta de compromisso em relação à profissão dele. Primeiro foi aquela ostentação de comprar o relógio, no dia de folga, em Nova York, a ostentação de comprar um relógio de 5 milhões de reais. Pode comprar 20 relógios daqueles, 200. Mas você tirar foto com o sujeito que vender, orgulhosamente mostrar o relógio... Ostentação num país de tanta desigualdade como o nosso, sabe? É uma provocação. José Trajano Pedro Lopes ponderou que a folga não tem nada de errado, mas que o conjunto de sinais após a eliminação aumentou a tensão em torno de Neymar. Eu acho que é o conjunto mesmo. No papel não tem nada de errado. Ele está de volta como todos os outros jogadores, ele está fazendo o que ele gosta de fazer na volta como todos os outros jogadores, mas nesse conjunto mesmo da gente não ter tido essa entrevista mesmo do antelote, do capitão para lavar a alma, para responder aos questionamentos, para se posicionar depois de uma eliminação, de ter cada um ido para um lado. Pedro Lopes Continua após a publicidade O colunista do UOL finalizou comparando com a sensação de comprometido que passam os jogadores argentinos em relação à sua torcida. Eu acho que existe uma tensão muito grande em cima do Neymar. Eu não acho que ele está fazendo nada de muito diferente do que os outros jogadores estão fazendo, mas como ele é o símbolo do futebol brasileiro nos últimos 15 anos ele também acaba sendo símbolo dessa desconexão da seleção brasileira com o momento, com a torcida, com as pessoas. Essa força mental, a fonte dela para a torcida argentina é nessa conexão com o país, com as pessoas, com a torcida que a gente perdeu, na minha visão, há muito tempo. Pedro Lopes Durante a cobertura do UOL para a Copa do Mundo de 2026, o Posse de Bola vai ao ar todos os dias, às 8h30. E, sempre que o Brasil jogar, teremos uma edição extra do programa após as partidas. Além disso, depois dos jogos das principais seleções, teremos edições especiais do Fim de Papo e do UOL News Esporte . Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Absolvição de Thiago Brennand desencoraja mulheres a denunciar, diz vítima França rebate ex-premiê da Espanha após fala sobre imigrantes na seleção CBF comete ato falho em vídeo institucional sobre seleção na Copa 2030 Infantino admite que Fifa vai estudar aumento da Copa para 64 seleções Arnaldo: Inglaterra virou um time visceral; raçudo no nível da Argentina