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Análise dos Times

Albânia

Principal

Motivo: A matéria foca na trajetória da Albânia rumo à Copa do Mundo e no papel de Sylvinho como técnico do país. O tom é de apoio e valorização de seu trabalho.

Viés da Menção (Score: 0.7)

Motivo: O Brasil é mencionado como parte da tradição que Sylvinho pode manter. Há um orgulho implícito na possibilidade de um técnico brasileiro estar no Mundial.

Viés da Menção (Score: 0.5)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Barcelona Corinthians Brasil Carlo Ancelotti Copa do Mundo Espanha Arsenal Inglaterra Suécia Polônia Ucrânia Lyon Tite Itália Sylvinho Croácia Albânia Sérvia Andorra

Conteúdo Original

Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Sylvinho encara '600 kg nas costas' para manter tradição do Brasil em Copas Thiago Arantes e Igor Siqueira Do UOL, em Barcelona e no Rio 07/01/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Carregando player de áudio Ler resumo da notícia "Você acabou de jogar 600 quilos nas minhas costas". A frase de Sylvinho, treinador da seleção da Albânia, foi dita a um amigo, em tom de brincadeira, após a classificação para os playoffs das eliminatórias europeias da Copa do Mundo. Do outro lado da tela, a mensagem era clara: o ex-lateral de Corinthians, Arsenal e Barcelona é a grande esperança de que um técnico brasileiro chegue ao Mundial, que começa em junho. Os "600 quilos" são o peso de uma tradição de 96 anos, tão antiga quanto o próprio Mundial. Desde 1930, nas 22 edições do torneio, sempre houve pelo menos um treinador nascido no Brasil. Sakamoto Se invadir a Groenlândia, Trump implode a Otan Casagrande Seleções africanas podem chegar longe na Copa PVC Novela Kaio Jorge foi recado do Cruzeiro ao Fla Edu Carvalho Precisamos superar os tempos de surdez coletiva Em 2026, a sequência está em risco. Com Carlo Ancelotti no comando da seleção brasileira e nenhum outro treinador do país pentacampeão espalhado pelas equipes classificadas, restou uma última chance: a Albânia, de Sylvinho, que disputará um lugar no Mundial em março, contra Polônia, Ucrânia e Suécia. "É um orgulho. Depois da classificação para os playoffs, me mandaram uma mensagem falando disso. Eu respondi brincando: tirei 400 quilos das costas e tu tá colocando mais 600", conta o treinador, entre risadas, em entrevista ao UOL . "Eu me orgulho primeiro pela Albânia, pelo trabalho, pelos atletas". E, se acontecer essa pontinha de "treinador brasileiro", também levo com orgulho", acrescenta. Sylvinho celebra classificação da Albânia à Eurocopa de 2024 Imagem: Elena Covalenco/AFP Brasileiro, sim Nascido em São Paulo, há 51 anos, Sylvinho construiu grande parte da carreira de jogador na Europa. Como treinador, essa conexão internacional é ainda mais forte: a formação foi toda feita com certificados da Uefa, além da prestigiada escola de técnicos de Coverciano, na Itália. Continua após a publicidade O próprio Sylvinho se define como um treinador "globalizado", com influências de Roberto Mancini, Pep Guardiola, Arsène Wenger e Tite, dentre outros. "Está tudo aberto: tecnologia, material, conceitos, metodologia. Você estuda e aplica. Claro que a cultura do país pesa, mas a corrida está aberta. Eu vejo de tudo: posse espanhola e 'como chega' nela; ritmo da Premier League; tática italiana; contra-ataque alemão construído. Eu estudo tudo", afirmou. O perfil internacional, contudo, não afasta Sylvinho de suas origens. O treinador que já levou a Albânia à Eurocopa e faz o país sonhar com sua primeira Copa do Mundo se anima com a possibilidade — ainda que, por enquanto, distante — de um confronto com o Brasil. "Depois do sorteio já me falaram que, se nos classificarmos, podemos ter um cruzamento com o Brasil. Pra nós é um sonho, mas o caminho ainda é longo, com pedras grandes. Imagina um treinador brasileiro contra o Brasil? Seria extraordinário", diz. Sylvinho, sempre prudente em suas respostas, até abre uma exceção ao falar de como seria a emoção de ouvir o hino brasileiro, mesmo que do lado adversário. "Eu sou brasileiro. O hino é bonito demais. Eu prefiro nem cantar, gosto de ficar em silêncio e sentir o hino. É uma particularidade minha", conta. Sylvinho foi auxiliar-técnico de Tite na seleção brasileira e esteve na Copa da Rússia Imagem: Lucas Figueiredo/CBF Lições de 2018 No caminho para levar a Albânia à Copa do Mundo, Sylvinho carrega lições aprendidas há oito anos: em 2018, na Rússia, o ex-lateral era auxiliar técnico de Tite na seleção brasileira. Continua após a publicidade "Sempre se aprende. Mas são cenários diferentes. O Brasil entra pra chegar numa final e ser campeão. A Albânia entra pra ir ao Mundial. Mas não tira o peso, o estresse e a importância dos jogos, mas cada um no seu nível", afirma. Sylvinho tem a seu lado o argentino Pablo Zabaleta e o brasileiro Doriva. Os dois auxiliares também já viveram a experiência de disputar a Copa do Mundo, mas como jogadores. O trio soma suas vivências e passa para os atletas albaneses, que nunca disputaram um evento tão importante. "Nós extraímos das nossas experiências e levamos sinais e mensagens importantes pro grupo: a importância do Mundial, o que ele tem de diferente da Eurocopa, o cenário extraordinário. E se a gente passar dos playoffs e disputar a Copa, aí dá pra levar ainda mais coisas dentro da competição", lista o treinador. Sylvinho, após derrota da Albânia para a Espanha na Eurocopa Imagem: Ian MacNicol/Getty Images O jogo que não chega Passar pelos playoffs não será uma tarefa fácil. A Albânia escapou da Itália, mas caiu num caminho complicado: primeiro, enfrenta a Polônia em Varsóvia, no dia 26 de março. Se vencer, jogará contra Suécia ou Ucrânia, também fora de casa. Continua após a publicidade Passada a dificuldade de chegar aos playoffs — a seleção albanesa foi segunda colocada no grupo da Inglaterra, superando a seleção da Sérvia —, Sylvinho agora convive com outro desafio: o tempo. "O grande desgaste é esse: o jogo não chega. Você prepara, estuda, monitora nossos atletas e os deles, trabalha o jogo da Polônia; uma outra equipe já trabalha possíveis adversários se a gente passar. Assiste jogo, visita atleta e o jogo não chega", afirma Sylvinho. A entrevista ao UOL foi no meio de dezembro. Três semanas depois, ainda faltam dois meses e meio para o duelo contra os poloneses. A partir de agora, cada dia é crítico na preparação: "Você pode perder dois jogadores importantes por lesão e isso muda tudo. Aí entra improvisação: muda sistema, muda função, muda tudo. A cabeça não para. Você dorme e acorda pensando: Polônia, Polônia, Polônia". A dança do 'moleque' Sylvinho já fez história no futebol albanês. O treinador, que vinha de passagens pelo Lyon e pelo Corinthians, chegou ao país com a missão de levar a seleção de volta a uma Eurocopa (havia disputado a de 2016). Conseguiu. Continua após a publicidade No torneio europeu, mesmo caindo no grupo da morte, a Albânia não fez feio: perdeu por 2 a 1 para a Itália, por 1 a 0 para a Espanha, e empatou por 2 a 2 com a Croácia. Uma participação digna, que fez Sylvinho continuar no cargo e mirar a Copa do Mundo. Nas Eliminatórias, o sorteio não ajudou: colocou a seleção albanesa no caminho da Inglaterra e da Sérvia. O desafio, desde o início, era tentar superar os sérvios e ficar na segunda posição, já que os ingleses estavam em outro nível. O jogo que colocou os albaneses nos playoffs foi a vitória por 1 a 0 sobre Andorra, em 13 de novembro. No vestiário, em meio à festa dos jogadores, o mister celebrava com uma dança bem particular, que chamou a atenção: "Eu sabia que você ia falar da dança! Eu sou aquilo. Como treinador eu me seguro muito, mas tem hora que não dá: é construção de trabalho longo, três anos para um objetivo. A emoção sai. Daí eu viro aquele 'moleque'". Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Porto de Galinhas: Após polêmicas, Prefeitura suspende barraca e empregados Resumo novela 'Três Graças' da semana: confira capítulos de 7/1 a 17/1 Trump diz que ativistas pró-Venezuela são 'pessoas mais feias' que já viu Aposta de PE acerta Quina e fatura quase R$ 13 milhões; confira dezenas Sexo com olhos vendados: realizei um fetiche e gozei antes do esperado