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Só para assinantes Assine UOL Opinião O Brasil precisa de protagonistas Yara Fantoni Colunista do UOL 06/07/2026 10h52 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Vinicius Júnior lamenta após eliminação do Brasil para a Noruega na Copa Imagem: Jose Breton/Pics Action/NurPhoto via Getty Images Durante décadas, o Brasil teve uma identidade clara. Todos sabiam quem era a referência técnica, emocional e competitiva da equipe. Houve o time de Pelé, depois o de Romário, o de Ronaldo Nazário e, mais recentemente, o de Neymar. Havia uma hierarquia natural. Nos momentos decisivos, todos sabiam quem chamaria a responsabilidade. O BO estava ali, é ele quem resolve! Bate no peito e vai! Hoje, a sensação é diferente. Quem é a cara da seleção? Quem assume o jogo quando ele pesa? Quem pede a bola para decidir? Essa falta de identidade se reflete em pequenas decisões, como a ordem das cobranças de pênaltis, mas também na maneira como o time se comporta em campo. O futebol é feito de ambiguidades. A entrada de Neymar poderia significar ter o principal jogador cobrando um pênalti decisivo aos 20 minutos. Ao mesmo tempo, taticamente, a equipe perdeu a intensidade de marcação que Rayan oferecia. Uma decisão resolve um problema e cria outro. Milly Lacombe Vini, Raphinha, Casemiro: a geração sem personalidade Mauro Cezar Vini bate pênalti mal e não deveria ter cobrado Alicia Klein A Copa do Mundo de Neymar foi um sucesso Alexandre Borges Os riscos de promover provocadores políticos O mesmo acontece com Endrick. Há poucos meses era o nome mais pedido pela torcida e pela imprensa. Hoje, já é alvo de críticas. O futebol muda rápido, mas princípios não deveriam mudar. É a seleção de Ancelotti? Que bancou o Rayan por toda Copa, mas o tira pra colocar Endrick e Neymar e jogar pra torcida? Qual é a cara e o que podemos esperar? E o Luiz Henrique, o cara que bagunçava o adversário durante todo o ciclo, ficou esquecido? O Brasil precisa recuperar sua identidade. Precisa voltar a formar protagonistas. Não apenas jogadores talentosos, mas líderes que assumam a responsabilidade quando o jogo exige coragem. Porque seleções campeãs não são construídas apenas com qualidade técnica. São construídas com hierarquia, personalidade e protagonistas que querem decidir. Foi assim com Pelé, Romário e Ronaldo Nazário. Eles entendiam que ser o melhor jogador significava também carregar o peso das decisões. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês O erro não foi de Bruno Guimarães por bater o pênalti. Só erra quem assume a responsabilidade. A questão é que o principal jogador da seleção precisa querer esse momento. A Copa era do Vini, o melhor disparado desse Mundial com a camisa da seleção. O melhor não estar na lista dos 5 batedores é loucura. Futebol é momento, e protagonismo não é um título: é uma atitude. O Brasil precisa de jogadores que peçam a bola quando ela mais pesa, porque é assim que se constroem grandes histórias e grandes seleções. Haaland decidiu ontem nas duas oportunidades que teve, o Messi decide ora Argentina. O CR7 com mais de 40 anos está peitando em campo e em coletiva. E no Brasil? Quem fala? Me dá que isso é meu! E isso vale pra vida, só vence quem todo dia acorda pronto pra assumir o protagonismo de suas escolhas e não apenas deixar o acaso ditar as regras. Ontem, Noruega ditou o jogou, e, diante de uma camisa como a do Brasil, não deveria ser assim! Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Yara Fantoni por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Meia inglês vai passar por cirurgia e deve perder resto da Copa, diz NYT Mauro Cezar: Eliminação era esperada; trabalho de Ancelotti é ruim Hamas anuncia saída do governo de Gaza após quase 20 anos Uefa detona Fifa por anulação de cartão de Balogun: 'Cruzou linha vermelha' Jornais detonam seleção no dia após eliminação: 'Brasil é um mito distante'