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Esporte Futebol Copa do Mundo Copa pode ter adeus da grande geração belga que só brilhou contra o Brasil Valentin Furlan Do UOL, em São Paulo 01/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× De Bruyne, após marcar o terceiro gol da Bélgica sobre a Nova Zelândia, pela Copa do Mundo de 2026 Imagem: Jared C. Tilton - FIFA/FIFA via Getty Images O relógio da geração de ouro da Bélgica está cada vez mais perto de zerar. A Bélgica entra em campo contra Senegal hoje às 17h, no Lumen Field, em Seattle, carregando mais do que a pressão de um mata-mata de Copa do Mundo, mas também o peso do que pode acabar sendo o último capítulo de uma geração repleta de entusiasmo, mas que pouco entregou no maior palco do futebol. Algoz brasileiro Por quase uma década, a chamada "geração de ouro" belga foi tratada como uma das seleções mais talentosas do futebol mundial. Nomes como Kevin De Bruyne, Romelu Lukaku, Eden Hazard e Thibaut Courtois colocaram o país em um patamar raramente visto em sua história. PVC México elimina Equador e espera Inglaterra ou Congo Narrativas em Disputa Jogo do Brasil vira disputa entre direita e esquerda Josias de Souza O símbolo do fracasso da direita alternativa Mariana Barbosa Novo Desenrola não reduz superendividamento Era um elenco técnico, experiente e profundo — capaz de competir de igual para igual com qualquer potência. O auge veio na Rússia, em 2018. Aquela Bélgica encantou. Após uma campanha sólida na fase de grupos, protagonizou uma virada histórica sobre o Japão nas oitavas, vencendo por 3 a 2 depois de estar perdendo por dois gols. E nas quartas, veio a atuação que marcou a geração — especialmente para o torcedor brasileiro. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Kevin De Bruyne marca o segundo gol da Bélgica contra o Brasil na Copa do Mundo de 2018 Imagem: Simon Stacpoole/Offside/Getty Images Contra o Brasil, os belgas fizeram uma partida de altíssimo nível. Neutralizaram os pontos fortes da seleção de Tite, foram letais nos contra-ataques e venceram por 2 a 1, eliminando a seleção brasileira e se credenciando como candidatos reais ao título. O gol contra de Fernandinho e o golaço de De Bruyne simbolizaram uma noite em que a Bélgica finalmente admitiu o rótulo de candidata para conquistar o mundo. Continua após a publicidade Mas o sonho parou na semifinal. Diante da França, futura campeã, a Bélgica perdeu por 1 a 0 em um jogo equilibrado e viu escapar talvez a maior chance de sua história. Ainda terminou com o terceiro lugar — a melhor campanha belga em Copas —, mas a sensação era de que aquele elenco merecia mais. Desde então , porém, a curva foi descendente. "Estamos muito velhos" No Qatar, quatro anos depois, a queda foi abrupta. A Bélgica chegou cercada por dúvidas, conflitos internos e sinais claros de desgaste físico e técnico de seus principais nomes. O resultado foi desastroso: eliminação ainda na fase de grupos. Havia relatos de desgaste entre veteranos da geração de ouro e os mais jovens , desde discussões internas entre lideranças do elenco até contradições públicas diante das câmeras. Talvez um dos momentos mais marcantes à época tenha vindo ainda antes da Copa, quando De Bruyne afirmou que a Bélgica não tinha chances reais de ser campeã por estar "muito velha". A declaração repercutiu, por óbvio, e virou símbolo do declínio da geração. Continua após a publicidade Sem chances. Estamos muito velhos Kevin De Bruyne, ao 'The Guardian', sobre chances da seleção belga ser campeã no Qatar Roberto Martínez, então técnico da Bélgica, consola Kevin De Bruyne após eliminação precoce no Qatar Imagem: James Williamson - AMA/Getty Images E De Bruyne, no final das contas, estava certo. Os belgas praticamente não tiveram chances. Chance de ouro E o 2026 da Bélgica, até aqui , também não inspira confiança. Os Diabos Vermelhos estrearam empatando em 1 a 1 com o Egito e voltaram a tropeçar ao ficar no 0 a 0 com o Irã, nas duas primeiras rodadas — dois resultados bem decepcionantes. A classificação em primeiro lugar veio só na rodada final, ao vencer a modesta Nova Zelândia por 5 a 1. Classificação confirmada — mas sem convencer. Continua após a publicidade De Bruyne segue sendo o cérebro da seleção e, tecnicamente, ainda é o símbolo máximo da geração, mas longe do auge físico de anos anteriores. Lukaku, por sua vez, continua sendo referência ofensiva, mas também convive com desgaste, lesões, oscilações e sequer é titular absoluto atualmente. Outros pilares de 2018, ainda, ou ficaram pelo caminho ou perderam protagonismo. Elenco belga, logo após o apito final da goleada por 5 a 1 sobre a Nova Zelândia Imagem: Jared C. Tilton - FIFA/FIFA via Getty Images Por isso, o duelo contra Senegal ganha contornos ainda maiores. Uma eliminação hoje pode simbolizar o fim do sonho para De Bruyne, Lukaku e companhia. Mesmo que alguns nomes sigam no ciclo, a espinha dorsal que sustentou a melhor Bélgica da história dificilmente estará mantida em 2030. Por anos, o rótulo da Bélgica foi dourado — mas o ouro da taça do mundo, até agora, não veio. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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