Conteúdo Original
Futebol Tática de Ancelotti fez zagueiro superar marca de Dunga que durava 32 anos Thiago Arantes Colunista do UOL, em Barcelona 01/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Gabriel Magalhães, zagueiro da seleção brasileira, comemora após vitória sobre o Japão na Copa do Mundo Imagem: Michael Regan - FIFA/FIFA via Getty Images Um pedido de Carlo Ancelotti no intervalo do duelo contra o Japão fez o Brasil ter um novo recordista na história das Copas do Mundo. O zagueiro Gabriel Magalhães acertou 130 passes nos 90 minutos da vitória por 2 a 1, em Houston, na segunda-feira (29). A marca iguala a de Dunga, na decisão da Copa do Mundo de 1994 — o feito do capitão do tetra, contudo, aconteceu em 120 minutos de bola rolando, já que aquela final teve prorrogação. Agora, os dois dividem o recorde de mais passes certos por um jogador brasileiro, com o zagueiro levando vantagem por ter jogado menos tempo. Os dados são da plataforma Sofascore e levam em conta todas as Copas do Mundo desde 1966, quando a Fifa passou a ter registros de todas as partidas. PVC México elimina Equador e espera Inglaterra ou Congo Narrativas em Disputa Jogo do Brasil vira disputa entre direita e esquerda Josias de Souza O símbolo do fracasso da direita alternativa Mariana Barbosa Novo Desenrola não reduz superendividamento A marca de Magalhães é mais que apenas um número: ela é o retrato da mudança de estratégia que ajudou a seleção brasileira a virar o jogo diante dos japoneses. Uma história que começou no vestiário do estádio de Houston, durante o confronto da segunda fase da Copa do Mundo. Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, durante partida de segunda fase contra o Japão Imagem: Annegret Hilse/REUTERS A conversa que levou ao recorde Depois de um primeiro tempo complicado para a seleção, Carlo Ancelotti começou a falar com os jogadores no intervalo pedindo calma: o treinador italiano disse que tinha um plano para tentar virar o jogo, que era vencido pelos asiáticos por 1 a 0 após 45 minutos. Aquele resultado eliminava a seleção brasileira. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês A ideia do técnico era povoar a área adversária e tentar furar as duas linhas defensivas japonesas (uma de cinco, outra de quatro homens) com bolas pelo alto. Foram 28 cruzamentos durante toda a segunda etapa — 40 no total do jogo. O que poderia parecer desespero era, na verdade, estratégia. "Mudamos o plano no intervalo, para fazer mais cruzamentos na área e começou a dar certo", disse o treinador na entrevista coletiva pós-jogo. Continua após a publicidade Como o Brasil tinha uma ampla vantagem na posse de bola, e os últimos metros do ataque estavam congestionados, Ancelotti mandou o time avançar metros: quando o time tinha a bola, os meio-campistas entravam na área. Já os zagueiros passaram a atuar na intermediária de ataque, distribuindo a bola e tentando cruzamentos na área. Foi num desses cruzamentos que saiu o primeiro gol: Gabriel Magalhães colocou a bola na área e Casemiro, o mais adiantado dos brasileiros, tocou de cabeça na segunda trave. A igualdade no placar transformou a partida em um exercício de paciência. E aí, com os zagueiros adiantados, Magalhães e Marquinhos ajudaram o time a circular a bola de uma lateral para outra, tentando achar espaços. Além do zagueiro do Arsenal — com seus 130 passes —, o defensor do PSG também entrou na lista de melhores passadores do Brasil em Mundiais: foram 108, quarta colocação no ranking histórico. Zion Suzuki, do Japão, em disputa com Gabriel Magalhães, da seleção brasileira Imagem: Alex Slitz/Getty Images Subindo no ranking O jogo contra o Japão colocou os dois zagueiros brasileiros entre os jogadores com mais passes certos dentre todas as seleções da Copa do Mundo. Continua após a publicidade Gabriel Magalhães chegou a 398, com uma média de 99,5 por partida, sendo o quinto na classificação. Marquinhos, com 87 passes certos por partida, é o 11º colocado no ranking, liderado pelo meio-campista espanhol Rodri (109,33). Vencedor da Bola de Ouro em 2024 e considerado o cérebro da seleção espanhola, Rodri não conseguiu superar em nenhuma partida a marca de passes certos de Gabriel contra os japoneses: em seu jogo com maior número, o volante do Manchester City chegou a 116. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora 'Ele está sedado', diz irmã de jogador que perdeu esposa e filhos em tremor Chefe de arbitragem da Fifa diz que medidas contra cera foram um 'grande sucesso' Brasil x Noruega: entenda a rivalidade entre Gabriel Magalhães e Haaland México 2 x 0 Equador | Melhores momentos | Copa 2026 México passeia sobre Equador e avança às oitavas com 100% e defesa intacta