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Análise dos Times

Palmeiras

Principal

Motivo: Retratado como time sólido, eficiente e o mais difícil de bater; elogios à estratégia de Abel Ferreira e à vantagem gigante na semifinal.

Viés da Menção (Score: 0.7)

Flamengo

Principal

Motivo: Plano tático elogiado como bem-sucedido, mas exibição criticada como apagada, com poucas finalizações e risco real na volta.

Viés da Menção (Score: 0.2)

Fluminense

Principal

Motivo: Críticas diretas: posse de bola vira estatística de luxo, não soube o que fazer com ela, criação ineficaz e missão ingrata.

Viés da Menção (Score: -0.4)

Motivo: Descrição neutra e respeitosa do adversário argentino, destacando o ferrolho tático e a força na bola aérea.

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

libertadores palmeiras abel ferreira flamengo maracana bruno henrique fluminense estudiantes martinelli carrillo jorginho alex sandro carrascal pedro ganso samuel lino leo pereira flaco lopez estadio uno

Conteúdo Original

Os jogos de ida das semifinais da Libertadores deixaram uma hierarquia nítida entre os três brasileiros. O Palmeiras saiu de campo com a vitória mais valiosa , o Flamengo garantiu o cenário que queria e o Fluminense terminou a rodada com a missão mais ingrata. A ordem de forças do futebol sul-americano, hoje, fala português. E o que cada um precisa fazer para chegar ao Centenário em novembro, parece bastante claro. ➡️ Análise tática do Guffo: leia todas as colunas O Palmeiras provou mais uma vez por que é o time mais difícil de ser batido nessas fases. Abel Ferreira armou uma linha de cinco defensores, bloqueou o corredor central e esperou o vacilo do Fluminense para dar o bote. O Tricolor teve 70% de posse, rondou o campo de ataque, mas finalizou pouco e criou quase nada, com 0,28 de gols esperados (xG) no primeiro tempo. A primeira finalização do Verdão, aos 44 minutos, foi o gol de Flaco López. Ciente e eficiente, o time de Abel converteu em resultado o que o adversário não soube transformar em perigo. ➡️ Siga o Lance! no WhatsApp e acompanhe em tempo real as principais notícias do esporte O Fluminense teve a bola, mas não soube o que fazer com ela. Ganso fez um jogaço, circulou nas costas dos volantes do Palmeiras e encontrou passes entre linhas. Porém, o time não preencheu a área e não teve poder de fogo. O gol nos acréscimos, com cinco jogadores dentro da área, foi o único momento em que o Tricolor fez o que deveria ter feito o jogo inteiro. A perda de Martinelli no intervalo tirou a principal via de construção, e o segundo gol do Palmeiras nasceu de uma bola longa que encontrou a defesa desprotegida. O Flamengo escolheu esfriar o jogo em La Plata, e o plano funcionou. Com 59% de posse, o rubro-negro segurou a atmosfera do Estádio Uno e levou a decisão para o Maracanã, onde se sente dono do próprio destino. Mas o preço foi alto: cinco finalizações, nenhuma no gol, contra 18 dos argentinos. Bruno Henrique e Samuel Lino apagados, Carrascal como única produção ofensiva, e Léo Pereira e Alex Sandro salvando o que a defesa deixou passar. O 0 a 0 é um bom resultado, mas esconde um risco real. O Estudiantes vai armar o ferrolho no Maracanã e tem na bola aérea a principal arma, com Carrillo incomodando os zagueiros rubro-negros. A volta de Jorginho ajuda na criação, e Pedro entra como a peça decisiva que faltou na Argentina. Se o Flamengo recuperar a produção ofensiva, tem tudo para avançar. Se repetir a exibição apagada, vai depender de um lance para não reviver o sufoco do ano passado. Quem está mais perto da final? O Palmeiras. A vantagem de um gol é gigante para um time tão sólido, e a volta em casa só aumenta o conforto. O Flamengo vem logo atrás, porque o 0 a 0 fora de casa com mando na volta é o cenário que qualquer técnico assinaria antes do jogo. O Fluminense é o caso mais delicado: precisa vencer por dois gols de diferença em São Paulo para avançar no tempo normal, ou por um para levar a decisão aos pênaltis. Cada um tem sua conta a ajustar, mas sabe o que fazer. O Palmeiras precisa corrigir a perda das segundas bolas, que em alguns momentos deixou o Fluminense vivo no campo de ataque. O Flamengo precisa recuperar a criação e blindar a área contra as bolas alçadas, o ponto mais frágil da noite de La Plata. O Fluminense precisa de poder de fogo e preenchimento de área, além de consertar as desconexões defensivas que entregaram os dois gols. Sem isso, a posse de bola vira estatística de luxo. O cenário mais provável aponta para mais uma final entre Palmeiras e Flamengo, mas a Libertadores tem o hábito de punir quem se acomoda. O gol do Fluminense nos acréscimos manteve o Tricolor vivo, e o ferrolho do Estudiantes pode transformar o Maracanã em um campo minado. A condição para os três é a mesma: transformar domínio em gol e atenção em segurança. A Glória Eterna está a um passo de ser alcançada por mais um time brasileiro.