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Futebol Às vésperas da Copa, Ancelotti esquece lado manager e encarna gritaria Danilo Lavieri , Pedro Lopes e Paulo Vinicius Coelho (PVC) Do UOL, em Nova Jersey (EUA) 06/06/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Às vésperas da estreia na Copa do Mundo, o técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, tem mostrado um lado pouco comum até para quem acompanha de perto seu trabalho. Conhecido por ser um gestor de pessoas acima de tudo, capaz de administrar egos, criar ambientes positivos e delegar atividades de campo aos auxiliares, o treinador italiano apareceu nos últimos dias muito mais ativo e vocal nos treinamentos da seleção nos Estados Unidos. O UOL ouviu integrantes do staff de jogadores e profissionais que trabalham no dia a dia da seleção e encontrou uma percepção semelhante entre eles: Ancelotti está mais participativo do que o habitual quando a bola começa a rolar. Wálter Maierovitch Chance de Eduardo ser condenado é alta; há prova PVC Ancelotti é um camaleão e vai testar até achar o time Fabiola Andrade Neymar é o 12º jogador; ele muda a história do jogo Ronilso Pacheco Cooperação entre Brasil e EUA não acontecerá A mudança ficou evidente principalmente na atividade de quarta-feira. Durante mais de uma hora, o treinador corrigiu posicionamentos aos berros e manteve o tom nas orientações constantes aos atletas, especialmente a Igor Thiago, novato que será testado no jogo deste sábado, contra o Egito, no último amistoso antes da Copa do Mundo. Esse comportamento surpreendeu profissionais acostumados a acompanhar de perto o trabalho do italiano. Um profissional que acompanha a rotina da seleção desde a chegada do treinador disse ao UOL que, em um ano, deve ter visto esse comportamento de Ancelotti em três treinos. "Duas dessas vezes foram aqui nos Estados Unidos", completou. A cena contrasta com a imagem construída por Ancelotti ao longo de décadas em clubes como Milan, Chelsea, PSG, Real Madrid e Bayern de Munique. Em praticamente todos eles, o italiano ficou marcado menos pela figura do técnico que vive à beira do campo distribuindo instruções e mais pelo papel de líder capaz de administrar grupos estrelados e criar ambientes favoráveis. Esporte Muitas vezes, inclusive, ele abriu a discussão sobre questões táticas a seus jogadores. O Ancelotti gosta de ouvir seus principais líderes para tomar decisões e manteve esse procedimento na seleção. Continua após a publicidade Agora, a poucos dias do primeiro jogo do Mundial, em 13 de junho, contra o Marrocos, o lado "manager" parece ter cedido espaço temporariamente ao treinador detalhista e exigente, preocupado em ajustar os últimos movimentos de uma equipe que ainda busca entrosamento. Publicamente, porém, Ancelotti mantém a tranquilidade habitual. Nas entrevistas concedidas desde a chegada aos EUA, o técnico tem repetido que não sente ansiedade pela estreia. Sempre bem-humorado, argumenta que está acostumado a disputar competições de enorme pressão, mesmo que esta seja sua primeira experiência à frente de uma seleção nacional. Nos bastidores, o ambiente também ajuda a explicar o bom humor do comandante. Ancelotti tem feito elogios à estrutura colocada à disposição pela CBF durante a preparação. O treinador demonstrou satisfação tanto com o hotel escolhido para hospedar a delegação quanto com o centro de treinamento cedido pela Red Bull para os trabalhos nos Estados Unidos. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Irã ataca bases militares no Golfo após bombardeio dos Estados Unidos Knicks fazem 2 a 0 nos Spurs e podem definir titulo da NBA em Nova York Paraguaio se lesiona em amistoso e deve perder dois jogos na Copa, diz site Ponte que custou mais de R$ 36 milhões desaba e deixa 4 feridos no Acre Pai 'escondeu' teste de joia do Santos que hoje ouve dicas de Neymar