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Futebol 'Todos os dias recebemos alertas de terrorismo na Copa', diz FBI Mariana Sanches Colunista do UOL, enviada a Leesburg, Virgínia (EUA) 01/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Centro de Cooperação Policial Internacional conta com agentes de 46 países Imagem: Mariana Sanches/UOL Com cerca de metade do torneio transcorrido, Doug Olson, agente especial do FBI e coordenador sênior do Departamento de Investigação Federal para a Copa do Mundo da Fifa de 2026, diz que não houve um dia sequer em que a equipe de segurança não tenha recebido "denúncias" de potenciais ataques violentos visando os jogos ou os torcedores nos Estados Unidos. Até o momento, porém, nenhum incidente grave foi registrado. "Na semana passada, ultrapassamos a marca de 300 informes registrados — ou seja, o volume de informações repassadas. Nem tudo entra nessa contabilidade, estamos falando de coisas que são vistas como ameaças ou informações potencialmente sérias", disse Olson ao UOL . "Algumas dessas denúncias são fundamentadas, enquanto outras são apenas relatos de pessoas preocupadas com algo que decidem contatar o FBI", afirma Olson, que iniciou sua carreira na polícia federal norte-americana inspirado pelos ataques de 11 de setembro, os maiores eventos de terrorismo na história dos EUA. PVC México elimina Equador e espera Inglaterra ou Congo Narrativas em Disputa Jogo do Brasil vira disputa entre direita e esquerda Josias de Souza O símbolo do fracasso da direita alternativa Mariana Barbosa Novo Desenrola não reduz superendividamento Esse, no entanto, não é um episódio isolado nas últimas décadas no país. Em 1996, durante as Olimpíadas de Atlanta, na Geórgia, uma mochila com três bombas explodiu durante um show no Centennial Olympic Park, deixando dois mortos e mais de 110 feridos. A memória da tragédia segue viva para as equipes de segurança da Copa. Olson atua na coordenação do Centro de Cooperação Policial Internacional (IPCC, na sigla em inglês), um grupo que congrega agentes de 46 dos 48 países participantes do torneio (as exceções são Haiti e Irã) e que analisa e revisa informações de cada uma das partidas realizadas nos Estados Unidos junto a um ponto de contato das autoridades policiais locais. O UOL visitou a sala de comando do IPCC, em Leesburg, Virgínia, apenas algumas horas antes do jogo entre Brasil e Japão, no NRG Stadium, em Houston, Texas, e pôde acompanhar a configuração de segurança montada para o evento. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Em uma grande mesa conjugada, dois delegados da Polícia Federal e da Polícia Civil do Brasil se sentavam diante das contrapartes japonesas. Na cabeceira da mesa, um agente policial da cidade texana de Houston garantia o fluxo de informações entre as equipes de segurança no estádio e os policiais japoneses e brasileiros. Os agentes brasileiros não tinham autorização para conceder entrevistas, mas informalmente disseram à reportagem que a experiência deve ajudar no preparo para o esquema de segurança da Copa do Mundo Feminina, que acontecerá em menos de um ano, em 2027, no Brasil. "Como há uma Copa do Mundo acontecendo, temos diversos grandes eventos simultâneos. Por isso, mantemos um foco redobrado, dada a grande concentração tanto de torcedores internacionais quanto de cidadãos americanos que comparecem a eles", disse Olson. A atual edição da Copa do Mundo já superou por mais de 1 milhão o número de torcedores em estádios em relação ao recorde anterior. Continua após a publicidade Segundo o agente do FBI, há uma série de investigações em curso envolvendo, por exemplo, mais de 500 drones abatidos em áreas restritas para voo relacionadas à Copa. O agente, porém, se recusou a dar detalhes dos inquéritos. CV e PCC O UOL perguntou a Olson se a designação das facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como Organizações Terroristas Estrangeiras, feita pelo governo de Donald Trump apenas dias antes do início da Copa, as incluía em alguma lista especial de observação para o torneio e se a medida era boa no combate a esses grupos narcotraficantes. Segundo o agente do FBI, a designação ajuda no combate aos grupos quando consideramos "os recursos de que dispomos neste país para aplicar nessas investigações". "Não posso falar especificamente sobre esses grupos, mas posso afirmar que estamos, sem dúvida, compartilhando informações sobre grupos de crime organizado. Existem inúmeros procedimentos de triagem em vigor para tentar garantir que não permitamos a presença de pessoas que representem perigo para o evento — seja no ponto de entrada no país ou nos próprios estádios", disse Olson, que completou: "Portanto, a comunicação com as autoridades brasileiras sobre esses grupos é fundamental, pois trata-se de uma equipe que pode avançar bastante no torneio e que conta com uma enorme torcida aqui. Certamente queremos acompanhar isso de perto". Os agentes dos 46 países que atuam ou atuaram no IPCC precisam assistir aos jogos de suas mesas, enquanto trabalham na segurança. Seleções eliminadas enviam para casa também os agentes policiais de seus times. Continua após a publicidade Agora, há, portanto, menos de 30 países ainda atuando no policiamento em Leesburg. Olson disse que há um clima de "rivalidade saudável" entre as autoridades na sala, e que eventualmente alguém se exalta na comemoração, mas evitou revelar as nacionalidades dos policiais mais efusivos durante os jogos. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Casal é encontrado morto em BH; polícia busca mulher vista em prédio Delay na CazéTV: cabo submarino explica mais o atraso do que rixa com Globo México 2 x 0 Equador | Melhores momentos | Copa 2026 Duas pessoas morrem durante festa por classificação do México na Copa Victor Willis, vocalista do Village People, morre aos 74 anos