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Futebol Cuti Romero, o líder transgressor que a Argentina não esperava ter Do UOL, em São Paulo 19/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Romero, da Argentina, em duelo contra a Suíça na Copa Imagem: Charly Triballeau/AFP Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Já não havia dúvidas, antes mesmo da Copa do Mundo, de que quando o jogo fica apertado para a Argentina, é Lionel Messi quem chama a responsabilidade e decide a partida. O que o Mundial exibiu também é que no elenco há uma liderança que personifica a Scaloneta e vários dos estereótipos que há décadas sustentam o futebol argentino. Líder do sistema defensivo e titular desde 2021, quando se iniciou a trajetória vitoriosa de Lionel Scaloni, Cristian Romero traz em si o perfil que se espera do jogador argentino. Aguerrido, resiliente, agressivo e oportunamente "desobediente", o zagueiro é um dos nomes que elevam o estado anímico da equipe, e foi decisivo em dois confrontos do mata-mata nesta Copa. Janaína Figueiredo História e geopolítica entram em campo na final PVC Espanha pode ser campeã masculina e feminina Casagrande Mbbapé e Olise salvam fim melancólico da França Michelle Prazeres A Copa mexeu com a minha esperança Desobediente, mas na hora certa Lionel Scaoli, técnico da argentina na Copa do Mundo de 2026 Imagem: Alex Pantling - FIFA/FIFA via Getty Images Junho de 2024. A Argentina estava perto de estrear pela Copa América, na qual conquistaria o bicampeonato. Em um amistoso contra o Equador, Romero ganhou do atacante adversário uma dividida pelo alto e disparou do meio de campo à entrada da área adversária. De costas para o goleiro, recebeu e ajeitou com precisão para o gol de Di María aos 39 do primeiro tempo, que definiu a vitória por 1 a 0. "O Cuti tem dessas coisas. Às vezes dizemos para não avançar, mas vai mesmo assim. Tem uma garra impressionante e um desejo incrível de subir ao ataque. Às vezes, no banco, levamos as mãos à cabeça porque ele deixa um espaço vazio nas costas, mas sua intuição o impulsiona a ir", descreveu Scaloni, após a vitória. Dois anos depois, o que se vê é que pouca coisa mudou. Romero já havia decidido na segunda fase, no segundo tempo da prorrogação, quando subiu mais alto que a defesa e desviou de cabeça para marcar o gol da vitória agônica por 3 a 2, registrado como contra de Diney Borges. Continua após a publicidade Nas oitavas de final, o placar era de 2 a 0 para o Egito aos 29 da etapa final. Romero sabia do risco que seria um defensor subir para acompanhar os atacantes, uma vez que o segundo gol adversário foi justamente explorando o contra-ataque. Mesmo assim, avançou. Foi a cabeça dele que a bola de Messi alcançou. E, dela, ainda esbarrou nas mãos do goleiro Shobeir antes de morrer na rede. A tal desobediência daquele amistoso se repetia, dando início à histórica virada argentina: 3 a 2, no placar final. Com a classificação assegurada, ele comentou o lance e reconheceu o perfil transgressor novamente: "[A decisão] nunca saiu do corpo técnico. Se vou [de centroavante] de novo, me matam. São coisas que saem de nós. O impulso. De ir perdendo de 2 a 0, saber que não estava dando certo, faltando pouco pra terminar, e então fui. E serviu", afirmou Romero. Liderança e força anímica do elenco Também após a vitória épica contra o Egito, Cuti Romero comentou a influência que recebe da liderança e da resiliência de Messi no elenco, e como tenta replicá-las para apoiar a seleção. "Se há que morrer, que se morra em campo. O melhor exemplo que temos no campo é o Leo [Messi], que sofreu tantas vezes e sempre se levantou. Então não tem outra [coisa] para nós da defesa, senão nos levantarmos e seguirmos", disse o zagueiro. Continua após a publicidade Quando a albiceleste venceu a Inglaterra de virada e confirmou sua vaga na final, Romero aproveitou para brincar com Messi e tentar chantageá-lo a seguir na seleção: "Se ganhamos a Copa, você fica um par de anos mais?." Romero já soma quatro títulos pela Argentina: a Copa do Mundo de 2022, a Finalíssima de 2022 e os dois sul-americanos em 2021 e 2024. Hoje (19), caso vença a Espanha, será parte do ciclo mais vitorioso da história da Argentina. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Deschamps diz que 'ambiente era insuportável' na seleção da França Rabiot detona companheiros após derrota da França: 'Atitudes inaceitáveis' Trump, as tarifas e a decadência do império Americano 'Muita dor de cabeça': o desafio de Abel e Palmeiras que levou Flaco à Copa Equilíbrio? Últimos duelos Argentina x Espanha terminaram em goleada