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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Abertura da Copa no México mostra o que ela poderia ter sido Alicia Klein Colunista do UOL 11/06/2026 15h26 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Danny Ocean durante a cerimônia de abertura da Copa do Mundo 2026 Imagem: REUTERS/Kai Pfaffenbach Ainda bem que a Copa do Mundo começou no México . Assim, a frase proferida na abertura pela belíssima Lila Downs não soou hipócrita como teria soado nos Estados Unidos: o futebol nos une. O contraste com o tratamento dado pelos outros anfitriões aos seus visitantes é gritante. Tudo sobre o México convida ao afeto. A cultura, a história, a música, as cores, as roupas, o idioma, as pessoas, a comida. A estética e a vibe latina são irresistíveis. Maná, J Balvin, Salma Hayek, Shakira (em sua quinta Copa). Temos o molho. Gostamos de futebol de verdade. Torcemos. Não chutamos nossos irmãos de continente. Josias de Souza Trump virou uma espécie de 'juiz ladrão' da Copa Wálter Maierovitch O que Trump esconde da guerra contra o Irã Carla Araújo Tática de Alcolumbre com Lula é 'jogar parado' Natalia Timerman A literatura entre o eu e o outro A abertura no icônico Azteca foi um lembrete de tudo que o evento poderia ser, e já não está sendo há semanas, graças à política eugenista de um governo que parece esquecer que seu país foi construído sobre os ombros de escravizados e imigrantes. Um governo que odeia e bombardeia. Mehdi Taremi, estrela da seleção iraniana, definiu bem: "Eu já estive em três Copas do Mundo e sempre dizem que, assim que você desce do avião e entra no país anfitrião, há uma atmosfera única de amizade e de globalidade. Infelizmente, não estou sentindo isso agora. Há muita tensão neste momento nesta Copa do Mundo. Você sente isso no ar e, infelizmente, é por causa de ações como [as negações de vistos]. Talvez seja apenas o meu sentimento pessoal." Mas não é, Taremi. Depois de Rússia e Qatar, um Mundial 100% mexicano teria sido uma boa maneira de recuperar a imagem do evento e da Fifa. De lembrar que este não é apenas um veículo para encher os cofres da entidade. Que é também uma grande festa de futebol, supostamente inclusiva, feliz e amável. Tudo que Trump, BFF de Infantino, jamais será. Viva México. Viva os Bafana Bafana. Pena que a Copa masculina de 2026 tem outros protagonistas, bem menos encantadores. Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Qual é o significado das letras AA e AAA nas pilhas? Por que uma praia na Itália vetou guarda-sol para quem tem de 10 a 65 anos Funcionário morre durante manutenção em parque de neve de Gramado (RS) Shakira, hit da Copa e taça gigante: como foi a abertura da Copa do Mundo Só hoje: figurinha da Copa do Mundo sai a R$ 0,71 em kit com 12 pacotinhos