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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte 'Vai tomar no c..., biscate': futebol dá exemplo didático de misoginia Alicia Klein Colunista do UOL 20/05/2026 22h02 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo O times masculino e feminino sub-20 do São Paulo entraram em campo praticamente ao mesmo tempo, hoje (20), pelos respectivos Brasileirões. Os garotos para tentar se descolar dos últimos lugares da tabela. As jovens para buscar a classificação à final (o que conseguiram). A principal diferença, no entanto, não foi o momento vivido pelas equipes dentro de campo. A principal diferença foi um "vai tomar no cu, biscate". Os Made In Cotia lidavam apenas com as cobranças da pequena torcida presente no CT, as faltas do Criciúma, o crivo do técnico Júlio Baptista. Juca Kfouri Flamengo ganha bem, e Palmeiras perde mal Alicia Klein Futebol dá exemplo didático de misoginia Letícia Casado PSDB dificilmente terá espaço para ser 3ª via Tony Marlon Procura-se um ídolo como foi Ronaldo Fenômeno Na Fonte Luminosa, o desafio das companheiras de clube foi muito maior. Não pela qualidade da Ferroviária, como já era esperado. Ao sair de campo para receber atendimento médico, Sarah Aysha foi xingada pelo maqueiro da Ferrinha. No seu trabalho. Em uma competição oficial da CBF. Ao vivo, com cobertura da imprensa. A árbitra ativou o protocolo de racismo e misoginia previsto no regulamento, paralisou a partida e perguntou à zagueira se ela conseguiria continuar jogando. Sarah ficou, mas passou mal antes de voltar ao gramado. Quando o duelo terminou, a corajosa defensora desabafou chorando: "A gente está numa categoria de base. A gente está aqui para aprender e, num momento daquele, o cara me mandar tomar no cu e me chamar de biscate, é inadmissível. A gente está treinando todo dia, o ano inteiro treinando longe da família para chegar um cara e me chamar de biscate fora do campo. É inadmissível." "Vai tomar no cu, biscate." Uma atleta de um grande clube, na maca, em uma semifinal de campeonato brasileiro. Uma atrocidade. Um horror. Uma barbaridade. E, ainda assim, terrivelmente familiar. Um exemplo didático da realidade diária das mulheres: nunca ter um minuto de paz e precisar sempre superar o insuperável para simplesmente existir. Tudo mais difícil, o tempo inteiro. Para azar dessa escória que não suporta mulheres, a base vem forte. Muito forte. 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Continua após a publicidade Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Palmeiras perde para Cerro em casa e joga vida na Liberta na última rodada Flamengo ganha bem e Palmeiras perde mal Agenda cheia e cabeça na Copa: o desabafo de Abel após derrota do Palmeiras São Paulo: Dória discute rescisão após ameaças nas redes sociais Técnico do Flamengo quer 'bom senso' da CBF para adiar jogo do Brasileiro