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Gabriela Queiroz conquistou com antecedência sua classificação para a estreia da Fit Model no Mr. Olympia 2026. A brasileira radicada nos EUA venceu neste sábado (18) a disputa da categoria no Wasatch Warrior, em Utah, e carimbou vaga direta ao torneio que é considerado a "Copa do Mundo" do fisiculturismo. Ela virou a terceira atleta da história, sendo a primeira brasileira, a garantir participação no evento que será sediado no final de setembro, em Las Vegas. As outras duas que também já se classificaram foram a sul-coreana Seojin Cheong e a estadunidense Emily Chanel, campeã do primeiro campeonato profissional da categoria —e do qual Gabriela foi vice. 1 de 1
Brasileira Gabriela Queiroz (de vermelho, ao centro), foi campeã da Fit Model no Wasatch Warrior, nos EUA — Foto: Reprodução/Redes sociais Brasileira Gabriela Queiroz (de vermelho, ao centro), foi campeã da Fit Model no Wasatch Warrior, nos EUA — Foto: Reprodução/Redes sociais Gabi Queiroz encantou em suas apresentações e terminou no centro do palco para as comparações em grupo, ao lado da estadunidense Faithlyn Derla, sua colega de equipe. Na avaliação dos juízes, o físico da brasileira se destacou, ela conquistou o título e embolsou um cheque de US$ 2,5 mil (R$ 12,4 mil, na cotação atual). O Wasatch Warrior foi o terceiro evento que contou com disputa profissional da Fit Model. Ao todo, 35 atletas participaram da prova, que foi o primeiro show na América do Card valendo vaga no Olympia 2026. A também brasileira Malu Duarte participou da disputa e ficou em sétimo lugar. A nova categoria do Olympia A Fit Model teve suas disputas amadoras iniciadas em 2025 e as profissionais neste ano. Criada como porta de entrada para o fisiculturismo feminino, a nova divisão propõe um padrão físico menos extremo em comparação a outras modalidades do bodybuilding. A ideia é valorizar um corpo atlético, equilibrado e harmonioso, com desenvolvimento simétrico, mas sem volume muscular excessivo ou definição acentuada. Entre os critérios técnicos avaliados estão glúteos cheios e arredondados, ombros levemente arredondados e abdômen em forma, porém sem aparência muito seca. O nível de condicionamento exigido é inferior ao da Bikini —uma das categorias já consolidadas entre as mulheres— e não há ênfase em separações musculares evidentes. Seguindo a Federação Internacional de Fisiculturismo & Fitness (IFBB), as atletas também são avaliadas pela presença de palco. Além do físico, os árbitros consideram aspectos como condição e tonalidade da pele, cabelo e a capacidade de se apresentar com confiança e elegância. A entidade descreve o padrão como um "visual semelhante ao de uma capa de revista fitness comercial".