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Futebol Brasileirão chega a 200 jogos às 11h: quem mais jogou e venceu no horário? Igor Ribeiro Do UOL, em São Paulo 11/09/2026 20h19 Deixe seu comentário Neymar em atuação pelo Santos contra o Coritiba, às 11h Imagem: Raul Baretta/Santos FC Resumo O Brasileirão chegou a 200 jogos disputados às 11h no último domingo (6), na vitória do Mirassol por 2 a 1 sobre o Coritiba. A faixa de horário, criada em 2015, foi marcada por diferenças entre os clubes e mudanças ao longo dos anos. Quem mais jogou e mais venceu Foram 200 partidas disputadas às 11h pela Série A entre 2015 e 6 de setembro de 2026. A Chapecoense é o time que mais apareceu nesse horário, com 22 jogos. O Flamengo vem logo atrás, com 21, seguido pelo Atlético-MG, com 20, que fecha o top 3. Galo e Santos são os que mais venceram. Cada um ganhou 11 vezes. A Chapecoense, apesar de liderar em aparições, venceu apenas cinco dos 22 jogos disputados. Matheus Pichonelli Flávio tira Moraes da TV e ganha reforço de Michelle Julián Fuks O bolsonarismo agora é tão nocivo quanto antes PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Grêmio, Chapecoense e Flamengo tiveram mais mandos às 11h. Cada um apareceu 13 vezes como mandante. Grêmio, Internacional e Santos lideram em vitórias como mandantes, com oito cada. Classificação e jogos Brasileirão Bahia e Ceará, por sua vez, nunca foram mandantes às 11h no período. O Bahia disputou 12 partidas no horário e o Ceará, 11, sempre como visitantes. Remo é o único clube da Série A de 2026 que nunca jogou às 11h. Considerando todos os participantes da elite desde 2015, CSA e Criciúma também nunca apareceram no horário. Chapecoense lidera; Flamengo aparece logo atrás Chapecoense atuou contra o Bahia na Arena Condá, às 11h, em 2026. Imagem: Catarina Brandão/EC Bahia/Flickr Continua após a publicidade A Chapecoense disputou 22 partidas às 11h, uma a mais que o Flamengo. O Atlético-MG aparece em terceiro, com 20. Santos e Coritiba somam 19 cada. Veja o top 10: Chapecoense - 22 Flamengo - 21 Atlético-MG - 20 Santos - 19 Coritiba - 19 Grêmio - 18 Athletico-PR - 18 Botafogo - 18 Internacional - 16 Corinthians - 16 O número da Chapecoense chama atenção porque o clube nem sequer esteve na primeira divisão durante todo o período analisado. Das 12 edições entre 2015 e 2026, a equipe disputou sete. Metade dos jogos da Chape às 11h aconteceu somente nos três primeiros anos do horário. Foram cinco em 2015, quatro em 2016 e dois em 2017. Até o fim de 2019, ano de seu primeiro rebaixamento, já eram 17 partidas — 77% do total atual. O Flamengo chegou ao segundo lugar por outro caminho. Seus 21 jogos estão espalhados por dez temporadas consecutivas, de 2015 a 2024. Foram dois em 2015, quatro em 2016, dois em 2017, dois em 2018, três em 2019, um em 2020, dois em 2021, três em 2022, um em 2023 e um em 2024. O time não teve partidas às 11h em 2025 nem até agora em 2026. A Ponte Preta se destaca proporcionalmente. Foram 15 jogos em três temporadas na Série A, média de cinco por edição. Ela não atua na elite desde 2017. Continua após a publicidade Só três clubes nunca jogaram às 11h. Considerando todas as equipes que disputaram ao menos uma edição da Série A entre 2015 e 2026, CSA, Criciúma e Remo são os únicos que nunca entraram em campo nesse horário. Entre os participantes do Brasileirão de 2026, o Remo é o único. Horário era muito mais usado no início Só as duas primeiras edições concentraram 72 das 200 partidas, ou 36% de todo o levantamento. Foram 34 em 2015 e 38 em 2016. De 2015 a 2019 foram 130 partidas, equivalentes a 65% de tudo que foi disputado às 11h no período. A conferência das tabelas detalhadas da CBF mostra 18 jogos em 2018, 22 em 2019, seis em 2020, 14 em 2021 e 16 em 2022. Em 2023 foram 11, em 2024 nove e em 2025 seis. Até o instante, em 2026, são oito. Quem mais jogou não foi quem mais venceu Atlético-MG e Santos lideram em vitórias nas partidas das 11h, com 11 cada. O Grêmio aparece em seguida, com dez, enquanto Flamengo e Internacional somam nove. Continua após a publicidade A Chapecoense está no outro extremo entre os líderes de aparições. Última colocada na atual edição, ela ganhou apenas cinco dos 22 jogos e teve taxa de vitórias de 22,7%. O Sport tem um dado ainda mais curioso: jogou 12 vezes às 11h e não venceu nenhuma. São Paulo tem o melhor aproveitamento entre os times mais frequentes no horário. Considerando clubes com ao menos dez partidas às 11h, o Tricolor somou 26 dos 36 pontos possíveis: foram sete vitórias e cinco empates em 12 jogos, sem nenhuma derrota, aproveitamento de 72,2%. Grêmio aparece em seguida, com 64,8%, e Atlético-MG, com 61,7%. O Palmeiras, por outro lado, tem a maior proporção de vitórias. Venceu seis das dez partidas que disputou às 11h, ou 60%. Como perdeu as outras quatro, fica atrás no aproveitamento geral. Na outra ponta, o Sport tem o pior aproveitamento entre os clubes que disputaram ao menos dez partidas no horário. Foram quatro empates e oito derrotas em 12 jogos, sem nenhuma vitória: apenas 11,1% dos pontos possíveis. Ceará tem 18,2%, e Goiás, 30,3%. A Chapecoense, recordista de aparições, soma 31,8%. O 1 a 0 é o placar mais comum dos jogos das 11h. Das 200 partidas analisadas, 43 terminaram com vitória por esse marcador, 21,5% do total. O 2 a 1 apareceu 27 vezes, e o empate por 1 a 1, em 24. Grêmio, Chape e Flamengo tiveram mais jogos como mandantes Os três clubes foram mandantes em 13 partidas às 11h, maior número do levantamento. Atlético-MG aparece logo atrás, com 12. Continua após a publicidade Quando o critério é vitória como mandante, os líderes mudam. Grêmio, Internacional e Santos venceram oito vezes cada. Atlético-MG ganhou sete e Flamengo e Cruzeiro, seis. Mandantes venceram quase metade dos jogos No conjunto das 200 partidas, o mandante venceu 97 vezes (48,5%). Houve 57 empates (28,5%), e 46 vitórias dos visitantes (23%). A divisão dos mandos, porém, também foi bastante desigual. O Bahia disputou 12 partidas às 11h e foi visitante em todas elas. O mesmo ocorreu com o Ceará, que teve 11 jogos, e com o Cuiabá, que teve sete. O Sport foi mandante em somente uma de suas 12 partidas no horário. O Goiás teve dez jogos como visitante e apenas um como mandante. Quinta à noite, domingo de manhã Outra crítica recorrente à tabela está relacionada ao descanso. Desde 2015, houve 14 situações em que um clube jogou pelo próprio Campeonato Brasileiro em uma quinta-feira e voltou a campo três dias depois, no domingo, às 11h. Continua após a publicidade Coritiba, América-MG e Atlético-GO são os recordistas, com duas ocorrências cada. Internacional, Chapecoense, Joinville, Corinthians, Ponte Preta, Sport, Atlético-MG e Juventude passaram pela situação uma vez. Em 12 das 14 ocorrências, o clube ainda teve que mudar de cidade entre uma partida e outra. Um caso extremo aconteceu em 2016. Corinthians e Ponte Preta se enfrentaram às 11h de uma quinta-feira, 26 de maio, e os dois voltaram a atuar às 11h no domingo. A Ponte recebeu o Flamengo em Campinas, enquanto o Corinthians enfrentou o Sport no Recife. O Sport também havia atuado na quinta, contra o Internacional, em Porto Alegre. Em 2015, Internacional e Coritiba também entraram em campo na quinta, dia 4 de junho, e se enfrentaram às 11h do domingo seguinte, em Porto Alegre. Outro caso daquele ano envolveu o Joinville. O time recebeu a Chapecoense na quinta, 10 de setembro, e três dias depois enfrentou o Corinthians em São Paulo, às 11h. CBF quer ampliar uso estratégico das 11h Reunião da CBF com as federações Imagem: Samara Moumei / CBF Continua após a publicidade A CBF avalia ampliar o uso dos jogos às 11h. Em estudo apresentado aos clubes em uma reunião realizada em junho sobre a liga e a nova grade de horários, a entidade colocou entre as diretrizes "ampliar o uso estratégico da janela das 11h". Segundo a CBF, o horário tem bom desempenho em períodos climaticamente favoráveis e maior aderência ao mercado internacional. Os jogos de domingo às 11h tiveram público médio de 24.912 pessoas. O cálculo considera as temporadas de 2023 a 2025 e combinações de dia e horário com ao menos 25 partidas no período. A média ficou abaixo dos domingos às 16h, com 33.233 torcedores, mas próxima das faixas de domingo às 18h30, com 25.565, e às 20h30, com 24.184. Clima, calendário, transmissões e interesses dos clubes pesam na definição da tabela. A CBF cita entre os fatores as competições da Conmebol, segurança pública, condições climáticas, público nos estádios, limitações logísticas e a existência de diferentes detentores dos direitos de transmissão. O intervalo mínimo entre partidas também entra na conta. A entidade cita um período de 66 horas previsto em acordo com a Justiça do Trabalho. Entre os interesses dos clubes, aparecem recuperação física, tempo de treino, isonomia em relação ao adversário e realização de shows. A intenção de ampliar as 11h contrasta com a queda recente no uso do horário. Depois do pico de 38 partidas em 2016, foram apenas seis jogos às 11h em 2025. * O UOL levantou todas as partidas da Série A disputadas às 11h entre o início da utilização do horário, em 2015, e 6 de setembro de 2026. Continua após a publicidade ** Para o levantamento, foi considerado mandante o primeiro clube indicado na tabela da competição, mesmo quando a partida aconteceu fora de seu estádio habitual. *** O jogo entre Grêmio e Palmeiras, marcado para 20 de setembro, não entrou nas estatísticas porque ainda não havia sido realizado na data de corte. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Atobá: por que essa ave não quebra o pescoço ao mergulhar a 86 km/h? Temor de extinção humana por IA une Steve Bannon e Bernie Sanders Xuxa aciona Justiça contra Andréa Sorvetão por dívida em apartamento Polícia chega a políticos após 23 anos de cerco ao PCC no setor de ônibus CBF divulga áudio do VAR em gol anulado do Grêmio por 1 cm ante o Botafogo