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Futebol Alemanha abraça papel de coadjuvante para acabar com maldição pós-2014 Thiago Arantes Colunista do UOL, em Barcelona 14/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Julian Nagelsmann, ao lado de jogadores da Alemanha Imagem: KIRILL KUDRYAVTSEV / AFP Quando a Alemanha conquistou a Copa de 2014, vencendo a Argentina na prorrogação diante de um Maracanã lotado, o futebol mundial parecia condenado a uma dinastia. O país de Thomas Muller, Toni Kroos e Bastian Schweinsteiger havia transformado um projeto de várias camadas esportivas e sociais em um título, com direito a golear o Brasil por 7 a 1 no meio do caminho; Pep Guardiola estava treinando o Bayern de Munique, e a revolução estava a pleno vapor. Doze anos depois, os alemães estreiam na Copa do Mundo diante de Curaçao, neste domingo, às 14h (horário de Brasília) com os mesmos quatro títulos de 2014, e com duas decepções históricas. Rodrigo Mattos A incompreensível opção de Ancelotti por Igor Thiago Milly Lacombe Que jogo horroroso e covarde fez o Brasil Mauro Cezar Vini salva Brasil e participa de sete gols em Copas Tostão Marrocos foi coletivamente melhor no jogo de estreia A Mannschaft caiu na na fase de grupos em 2018 e 2022, perdendo para México, Coreia do Sul e Japão. Foram as duas piores campanhas da história alemã no Mundial. Desde o título no Brasil, só ganhou de Suécia e Costa Rica, somadas as duas edições. As decepções recentes colocam a seleção alemã em um papel de coadjuvante — uma posição que foi abraçada pelos jogadores, pelo treinador e por personagens importantes do futebol no país. "Se analisarmos as duas últimas Copas do Mundo, não fomos bem. Então é natural que não sejamos considerados favoritos para esta Copa. Nosso trabalho é fazer uma grande Copa do Mundo agora. Se fizermos isso, chegaremos à próxima edição como favoritos", disse o técnico Julian Nagelsmann, na véspera da estreia. Dentre os 26 convocados pelo treinador alemão, apenas um estava na conquista de 12 anos atrás: o goleiro Manuel Neuer, de 40 anos, que saiu da aposentadoria pela seleção para atender a um chamado de emergência, devido à falta de opções. O lateral Philipp Lahm, capitão daquela seleção de 2014, também não coloca os alemães na primeira prateleira. "Há outras seleções à frente. O futebol alemão perdeu a capacidade de formar jogadores especialistas. Há talentos, como Florian Wirtz e Jamal Musiala, eles precisam estar muito bem", disse, em conversa com jornalistas, da qual o UOL participou. A Alemanha está no Grupo E da Copa do Mundo, ao lado de Curaçao, Costa do Marfim e Equador. A tradição e a qualidade de jogadores como Joshua Kimmich, Kai Havertz e Leon Goretzka — além da dupla citada por Lahm —, colocam os tetracampeões mundiais como possíveis primeiros colocados. Continua após a publicidade Só que, olhando mais adiante, a mensagem geral é de prudência. "Há pelo menos três ou quatro seleções à nossa frente", afirmou recentemente Rudi Völler, ex-atacante e hoje diretor técnico da federação alemão. Jurgen Klinsmann, artilheiro da Alemanha no título mundial de 1990, foi mais incisivo que o ex-colega de ataque. "Eu brinco com meus amigos italianos que é melhor não ir para Copa, como a Itália, do que ir pra fazer o que a Alemanha fez nas duas últimas, que nem passou da fase de grupos", disse, em entrevista à Gazzetta dello Sport. A modéstia também chegou ao elenco: o volante, lateral e capitão Joshua Kimmich tirou a seleção alemã da primeira fila de candidatas ao título. "Provavelmente não estamos entres os maiores favoritos, porque não fomos bem nos últimos campeonatos. Mas, quando a bola rolar, ninguém mais se lembra do que aconteceu a quatro ou oito anos atrás", analisou. O modelo faliu? A decadência da seleção alemã nas duas últimas Copas — logo depois de um título que parecia pavimentar um modelo de sucesso —, é um assunto recorrente no país. "Foi o nosso sistema de futebol de base que nos levou ao título de 2014. Temos que olhar para as entranhas deste futebol e fazer mudanças, tentar implementar uma nova filosofia alemã de jogar. Ainda temos uma seleção forte, mas já não está no primeiríssimo nível como em 2014, quando éramos os melhores do mundo", disse Simon Rolfes, diretor de futebol do Bayer Leverkusen, em entrevista ao UOL . Continua após a publicidade Ex-jogador da seleção alemã, Rolfes acredita que ter entrado como favorita, especialmente na Copa de 2018, fez mal para os campeões de 2014. "Acho que essa queda de rendimento é uma combinação entre a saída de jogadores experientes, como Schweinsteiger, Lahm, Kroos, Khedira e Ozil, e a expectativa gerada por chegar como favoritos. Chegamos a 2018 como favoritos pelo que tínhamos quatro anos antes. Mas quatro anos no futebol é muito tempo", concluiu. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Armador do Knicks encerra jejum na NBA com 'vingança' familiar contra Spurs Haiti 0 x 1 Escócia | Melhores Momentos | Copa 2026 Novo Hyundai i20 x VW Tera: qual é a melhor opção entre SUVs de R$ 140 mil? Virginia de barriga de fora, Biancardi com decote: vote no seu look favorito das famosas Trajano: 'Neymar vai procurar lugar nesse time; ele toma a vaga do Paquetá'