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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Marquinhos revive trauma de 2022 e ataques nas redes para liderar a seleção Yara Fantoni Colunista do UOL 09/06/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Qual foi o momento mais difícil da sua carreira? Marquinhos, o capitão do Brasil na Copa do Mundo que começa no dia 11 de junho, volta quatro anos para responder: "Com certeza o pênalti que eu perdi na Copa do Mundo. Doeu muito, doeu muito." A cobrança do defensor bateu na trave esquerda do goleiro Livakovic, da Croácia, e definiu a eliminação brasileira nas quartas de final do Mundial do Qatar. "Foi o último, você vê o outro time celebrando, passando por você", conta Marquinhos em entrevista ao Fala Ai - Especial Copa, programa do Canal UOL. Hoje eu não olho mais minhas redes sociais, mas na época olhava um pouco, e machucou bastante. Eu tinha uma foto com meu filho e muita gente foi lá falar. O futebol é isso, é muita emoção, é saber lidar, altos e baixos. Você tá jogando, mas ao mesmo tempo tá jogando com a emoção das pessoas. Por isso que a gente tem muita responsabilidade naquilo que a gente faz dentro e fora de campo. Marquinhos, ao Fala Aí - Especial Copa Josias de Souza Donald Trump se afoga na própria saliva Casagrande Quero ter o prazer de ver o Brasil campeão de novo Alicia Klein É loucura achar que Neymar fará diferença Joildo Santos Cannes, prêmios e a ilusão da porta entreaberta Hoje, Marquinhos é um jogador diferente. O que aprendeu com os dois títulos da Champions League pelo PSG são o motor para reescrever aquele momento. Em entrevista a Yara Fantoni, em sua casa em Paris, o zagueiro de 31 anos falou sobre o peso de carregar a seleção e a chegada de Carlo Ancelotti. Marquinhos em entrevista ao 'Fala Aí - Especial de Copa', programa do Canal UOL Imagem: Reprodução/Canal UOL Sonho que pode se tornar realidade Pode ser considerado clichê quando os jogadores dizem que sonham em vencer uma Copa do Mundo. Para Marquinhos, isso é um passo para transformar em realidade: em 2016, na Olímpiada do Rio, um dia antes da final contra a Alemanha, ele sonhou que o Brasil seria campeão. Uma medalha de ouro até então inédita para o Brasil. Veio nas penalidades, com Neymar convertendo a última cobrança. "Desde criança a gente vive sonhando com ganhar Copa do Mundo. Até engraçado contar isso: eu já tive um sonho na época das Olimpíadas. Eu cheguei lá no café da manhã e falei para o Ney: 'Sonhei que a gente foi campeão. A gente sofria muito no jogo, mas acabamos sendo campeões'. E acabou acontecendo", contou. "Principalmente para esse ano, ganhar a Copa é o que me alimenta, me motiva. Para ir treinar todos os dias, para estar bem, para a recuperação que eu faço em casa, no clube, para jogar e no dia seguinte estar fazendo tudo aquilo que eu tenho que fazer para estar bem e não me lesionar. Essa é a minha grande inspiração. Ainda tenho muitos objetivos aqui no PSG. Mas esse ano de Copa é um ano realmente sempre muito especial". 0:00 / 0:00 Continua após a publicidade Relacionadas Marquinhos quer Neymar na Copa e não vê 'ciclo conturbado' impedindo título Marquinhos espera 'prever' título do Brasil e elege Neymar como 'completo' Marquinhos fala sobre vestir a 10 de Adriano Imperador e carinho pelo Timão Ancelotti tem o "caminho do sucesso" A chegada de Carlo Ancelotti ao comando da Seleção é vista pelo capitão como um divisor no ciclo. Marquinhos nunca foi treinado pelo italiano em clubes — eles cruzaram caminhos quando Ancelotti dirigia o Real Madrid e o brasileiro defendia o PSG. Agora, dividem o mesmo vestiário pela primeira vez. Carlo Ancelotti, técnico da seleção Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF Eu o vejo como um treinador que conhece o caminho do sucesso. Ganhou muito, ganhou de todos os jeitos, na Itália, na França, na Espanha. Tem muita coisa para entregar para a seleção brasileira. Por mais que o Brasil seja a primeira seleção dele como treinador, com a experiência que ele tem, está levando da melhor forma possível. A gente vê em algumas decisões, em alguns momentos que ele soube controlar, o quanto ele é um grande treinador realmente. A adaptação à cultura brasileira impressionou o vestiário. "Ele é gente boa demais, resenha, italiano, gosta de conversar, gosta de ter esse lado humano com o jogador. A gente vê o quanto ele está se adaptando muito bem na cultura brasileira. Aprendendo muita coisa, já está falando bem o português." "Queremos o Ney participando dessa Copa" Antes de Marquinhos entrar em campo para a final da Champions League da temporada 2024/25, que terminou com o título inédito do PSG, recebeu uma mensagem antes do jogo. Era de Neymar. "Ele me ligou. Falou comigo, desejou sorte. Disse que tinha chegado o momento. É uma pessoa muito especial na minha vida." Continua após a publicidade A amizade entre os dois atravessa quase uma década — passou por Olimpíada, Copa do Mundo, vestiário do PSG e também da seleção. Marquinhos e Neymar comemoram o título da Supercopa da França em julho de 2022 Imagem: Amir Levy/Getty Images Hoje, os dois estão juntos mais uma vez para representar o Brasil na tentativa do hexa, mas em contextos diferentes. Enquanto Marquinhos é titular absoluto, Neymar vem enfrentando problemas físicos e busca se recuperar para estar 100% durante o torneio. Eu acredito muito que vai dar certo. Pelo que falo com ele, ele tem uma vontade muito grande também de que dê certo. Quer voltar bem, estar bem, e a gente, como parceiro, brasileiro e torcedor, também queremos ele participando dessa Copa. "Ele é o atacante mais complicado que já enfrentei. É muito chato marcar. Ele tem muito recurso de esquerda, direita, finaliza, passa. Faz tudo. Você fecha a direita, ele vai pra esquerda. Você fecha a esquerda, ele vai pra direita. A hora que você acha que ele não tem como sair de uma jogada, ele faz uma ginga e consegue." 0:00 / 0:00 Continua após a publicidade Só volta ao Corinthians se não estiver "caindo aos pedaços" Muito antes de brilhar no PSG e disputar três Copas com a seleção brasileira, Marquinhos surgiu no terrão do Parque São Jorge. No Corinthians desde os oito anos, subiu ao profissional ainda adolescente e fez parte do grupo campeão da Libertadores, em 2012. O detalhe que chama atenção é que o jovem zagueiro, que nem chegou a jogar durante a campanha do título, foi o camisa 10, que era o único número disponível após a saída de Adriano Imperador. Eu fui escolhido para substituir o Adriano e tinha que pegar o número que estava disponível. E acabei sendo a 10 da nossa Libertadores. Primeira Libertadores do Corinthians. Sem jogar. Um menino que vinha da base ganhar com a número 10. É uma história que eu levo e que todo corintiano sabe. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por UOL Esporte (@uolesporte) No ano seguinte à conquista, ainda aos 18, foi vendido à Roma. Seis meses depois, ao PSG. Após treze temporadas e dez títulos franceses no clube de Paris, fala da volta ao Brasil com cuidado — e com o Corinthians no horizonte. Continua após a publicidade Tenho mais dois anos de contrato com o PSG, até 2028, depois vamos ver os interesses. Se eu voltar para o Brasil algum dia, quero voltar bem. A pressão lá é muito grande, se o cara não estiver bem, ele não aguenta. Principalmente no clube que eu gostaria de voltar, que é o Corinthians, meu clube do coração desde menino. Fui nascido e criado no Parque São Jorge. Ali você tem que estar bem, não dá para voltar caindo aos pedaços. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Yara Fantoni por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Fifa confirma que árbitro barrado de entrar nos EUA não apitará na Copa Resumo da novela 'Coração Acelerado' da semana: capítulos de 9/6 a 20/6 Quatro apostas de GO, MA, RJ e BA acertam Lotofácil e levam R$ 1,1 mi cada Wilton Pereira Sampaio é escalado para apitar jogo de abertura da Copa 2026 Só ajudaram após eu gritar fogo, diz vizinha de mulher que fugiu de estupro