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O gol sofrido após uma tentativa de domínio dentro da própria área sintetiza, em poucos segundos, tudo o que a Ponte Preta vive hoje. Falta de concentração, abalo emocional e desorganização. A derrota por 2 a 0 para o Capivariano , no último sábado, não foi apenas mais um resultado negativo no Campeonato Paulista, mas também um retrato de um time em queda livre, tentando se equilibrar enquanto o colapso já se anuncia. + ge Ponte Preta no WhatsApp; clique aqui para seguir! O Paulistão escancara a dureza do agora campeonato curto. Das oito rodadas da primeira fase, três já ficaram para trás. E os números da Ponte assustam: nenhum ponto conquistado, nenhum gol marcado e nenhuma resposta . Mais do que uma campanha ruim, o que se vê é um time que se perdeu em meio aos desmandos fora de campo e já não consegue se sustentar dentro dele. 1 de 2
Capivariano x Ponte; Paulistão 2026 — Foto: Alexandre Battibugli/FPF Capivariano x Ponte; Paulistão 2026 — Foto: Alexandre Battibugli/FPF Hoje, talvez a maior angústia do torcedor alvinegro nem seja o desempenho da equipe, mas o próprio clube. A falta de perspectiva machuca tanto quanto as derrotas. O futuro é nebuloso. São salários atrasados, transfer ban, jogadores deixando o elenco, promessas não cumpridas e desabafos que se repetem a cada rodada. Em meio ao caos, a única constante tem sido a ausência de soluções práticas por parte da diretoria . LEIA TAMBÉM: + Marcelo rebate discurso da diretoria: “Do jeito que está, não tem condição” Dentro de campo, o cenário é igualmente cruel. Marcelo Fernandes tem conteúdo, experiência e mostrou no ano passado capacidade para liderar um grupo em meio à adversidade. Mas, agora, trabalha de mãos atadas. Sem reforços inscritos, com elenco reduzido e recorrendo à base por necessidade, o treinador tenta montar uma estrutura mínima para competir em um cenário que exige muito mais do que entrega e boa vontade. 2 de 2
Capivariano x Ponte; Paulistão 2026 — Foto: Alexandre Battibugli/FPF Capivariano x Ponte; Paulistão 2026 — Foto: Alexandre Battibugli/FPF E entrega não falta. Os que estão em campo são, de fato, guerreiros. Rodrigo Souza, envolvido no lance do gol do Capivariano, havia sido o melhor em campo no meio da semana e jogou novamente no sacrifício, física e taticamente, para ajudar como pôde. Jovens da base entram sem rede de proteção, se doam, sentem o peso e carregam uma responsabilidade que não deveria ser deles. O próprio Marcelo Fernandes revelou jogadores chorando no vestiário . O desgaste emocional é evidente. A Ponte vive um ambiente pesado, sufocante, onde a pressão extrapola o campo e invade a casa de cada um. + CLIQUE AQUI e leia mais sobre a Ponte Em meio a tantas dificuldades, resta ao torcedor acompanhar um clube que pede tempo, mas já não dispõe dele. A Ponte precisa agir para estancar a crise. Do contrário, o sentimento que hoje é de apreensão pode, em breve, se transformar apenas em resignação.