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Eduardo Brock recebe equipes da TV TEM e ge para bate-papo sobre a temporada Ainda entre caixas e o frescor de casa nova, Eduardo Brock recebeu as equipes do ge e da TV TEM em sua casa, para onde se mudou recentemente, ainda com algumas caixas por desfazer e pedidos de "não reparem a bagunça". À vontade e muito bem-humorado, Brock falou de forma aberta sobre a escolha pelo projeto do Novorizontino, sobre ser um dos líderes do grupo e também da vida fora do futebol. Entre família, churrasco e chimarrão, mostrou um lado mais intimista do que a figura do capitão em campo. Veja também + Léo Naldi faz alerta para Novorizontino x Santos: "Jogo de erro zero” + Novorizontino "fura bolha" dos grandes ao liderar primeira fase do Paulistão + Novorizontino x Santos: ingressos à venda para jogo das quartas 1 de 8
Eduardo Brock, zagueiro do Novorizontino fala com ge — Foto: Gabriel Castro Eduardo Brock, zagueiro do Novorizontino fala com ge — Foto: Gabriel Castro No clube desde janeiro, escolheu o projeto pela seriedade que via de fora. Também trouxe um novo olhar para a questão do clube “bater na trave” em relação ao acesso à elite nacional. – Eu venho acompanhando já há alguns anos o Novorizontino, o trabalho, a seriedade do trabalho. O fato de estar batendo na trave pode ser visto como algo ruim, por não ter conseguido o acesso, mas também dá para olhar que o trabalho está sendo muito bem feito, que está num caminho correto. Saber que a gente vai brigar pelo que disputar, brigar pelo título, pelo acesso, ter essa condição competitiva, isso pesa muito na parte individual também. 2 de 8
Enderson Moreira fala com elenco do Novorizontino durante treino — Foto: Juan rodrigues / Novorizontino Enderson Moreira fala com elenco do Novorizontino durante treino — Foto: Juan rodrigues / Novorizontino Além de elogiar o clube, fez questão de destacar o técnico Enderson Moreira, responsável pelo convite e pela apresentação do projeto. – Eu tive o convite do Enderson, que é um cara importante na minha trajetória. Foi quem me convidou para ir para o Avaí, onde tivemos um título. Eu sei da capacidade, da qualidade do trabalho dele, do entendimento que ele tem do jogo. Ele ensina o atleta, quer aperfeiçoar, quer buscar a perfeição, ir ao limite para executar o que ele quer. E eu sei que, se a gente executar o que ele pede, nós vamos atingir os objetivos, as vitórias pessoais, de equipe e da instituição. Por onde passou, o zagueiro construiu um perfil de liderança. Em cada despedida, torcedores costumam demonstrar carinho pelo jogador. Já ambientado no interior paulista, participou de cinco das oito partidas da equipe, todas como titular, e em quatro delas como capitão. Eduardo encara a liderança como algo natural, resultado do crescimento e da maturidade ao longo da carreira. – Eu acho que liderança é algo natural, mas que vai aflorando durante a carreira, principalmente nas dificuldades. Eu aprendi que quando eu penso algo, eu preciso falar, eu preciso ajudar. Se eu estou com algo na cabeça que pode contribuir, mesmo que pareça bobagem, eu falo. Porque depois, quando acontece, eu penso: por que eu não falei antes? – Eu amadureci muito com as dificuldades que passei para chegar a ter uma carreira legal. Essa casca, esses momentos difíceis, me ajudam hoje a ter tranquilidade e sabedoria para usar a palavra no momento certo. Brock recebeu a equipe sozinho e lamentou que a esposa não pudesse estar presente e que o filho estivesse no colégio. A família chegou há pouco tempo a Catanduva, cidade a menos de uma hora de Novo Horizonte. Quando o assunto mudou para a vida pessoal, o zagueiro abriu um sorriso ao falar do lar como base de tudo. 3 de 8
Eduardo Brock e família em post natalino nas redes sociais — Foto: Reprodução/ Instagram Eduardo Brock e família em post natalino nas redes sociais — Foto: Reprodução/ Instagram – Eu aproveito muito o tempo livre para ficar com a família, porque a gente viaja muito, tem pouco tempo em casa. Então é aproveitar meu filho, sair com a minha esposa, porque o futebol é muito intenso, é muito constante, cobra muito também, e a gente abdica de muita coisa. – Confesso que cada vez que meu filho vai ficando maior fica mais difícil fazer essa mudança de cidade, porque ele vai se apegando às pessoas. Mas nós somos muito gratos pelo filho que a gente tem, porque ele tem uma facilidade de adaptação impressionante. Sempre quando a gente tem uma mudança eu acho que a gente sofre mais do que ele. É nesse contexto que ele resume a importância da família na própria trajetória. – É uma exigência que eu tenho a vida toda, mas minha esposa e meu filho não precisariam ter isso. Eles compram a ideia comigo, acompanham, apoiam. Então eu tenho certeza que, se eles não estivessem comigo, a carreira do Brock não teria sido o que foi. Nascido em Arroio do Meio, no Rio Grande do Sul, o atleta ensinou a equipe de reportagem a preparar um chimarrão, serviu na própria cuia e brincou: “Não é caipirinha, não se divide, toma tudo, tchê” . Além do mate, reforçou suas raízes com o tradicional “assado”, que para ele não tem dia certo. 4 de 8
Eduardo Brock ensina como fazer um verdadeiro Chimarrão Gaúcho — Foto: Gabriel Castro Eduardo Brock ensina como fazer um verdadeiro Chimarrão Gaúcho — Foto: Gabriel Castro – Eu acho que isso não é só do domingo. Um dia da semana a gente faz churrasco. Nós que somos do Sul comemos muita carne. Fazer um churrasco é sempre prazeroso, o ato de fazer, o ato de comer também, mas principalmente desfrutar em família. Meu filho chega do colégio e pergunta se vai ter churrasco hoje. Falando da cultura gaúcha, citou também a amizade com Rafael Sóbis, ex-atacante do Internacional e do Cruzeiro, hoje comentarista da Globo, que o ajudou na ida ao clube mineiro. – O Rafael Sóbis é um cara por quem eu tenho um carinho muito grande. Sempre me ajudou, sempre conversou comigo, procurou me orientar da melhor forma possível. Ele é muito experiente, viveu muita coisa no futebol, então eu procuro escutar bastante e aprender com o que ele fala. É uma amizade que eu valorizo muito, porque além do jogador que ele foi, ele é um ser humano muito especial. 5 de 8
Rafael Sóbis e Eduardo Brock em evento. — Foto: Reproduçãp / Instagram Rafael Sóbis e Eduardo Brock em evento. — Foto: Reproduçãp / Instagram Em casa, seja assando uma carne ou relaxando com a família, a caixa de som está sempre ligada. Brock foge do perfil comum e cita o rock, principalmente Beatles, como trilha dos momentos de lazer. – Eu gosto muito de música, escuto bastante no dia a dia, principalmente quando estou em casa mais tranquilo, porque me ajuda a relaxar e organizar os pensamentos. Eu gosto muito de Beatles, é uma banda que eu admiro pela história, pelas letras, pela forma como construíram a carreira. Também escuto outras bandas, gosto de variar, mas Beatles sempre está na minha playlist. A música faz parte da minha rotina, principalmente fora do campo, é uma forma de desligar um pouco da pressão. 6 de 8
Eduardo Brock, zagueiro do Novorizontino fala com ge — Foto: Gabriel Castro Eduardo Brock, zagueiro do Novorizontino fala com ge — Foto: Gabriel Castro Brock também mostrou o jet ski e falou da importância do contato com a natureza para manter o equilíbrio mental. Citou o Rio Tietê na região e revelou surpresa ao descobrir que ali o cenário é diferente da imagem que tinha. – Eu gosto muito de pescar, de aproveitar a vida fora de casa, da natureza. Gosto de ir ao rio, andar de jet ski. Acho que isso me ajuda demais psicologicamente, a espairecer a cabeça. São momentos importantes e necessários, que fazem tu esquecer um pouco do futebol e da cobrança. 7 de 8
Quando está de folga, Brock prefere pescar ou andar de jet ski — Foto: Reprodução/ Instagram Quando está de folga, Brock prefere pescar ou andar de jet ski — Foto: Reprodução/ Instagram – Já me falaram que tinha o Tietê aqui e que era muito bonito. Quem é de fora acha que é só sujeira, mas realmente aqui ele é muito bonito. Já fui duas vezes pescar, tinha um monte de piranha, comeram minhas linhas. Nunca tinha pescado piranha, mas agora estou vivendo e aprendendo. Aos 34 anos, o zagueiro garante que ainda tem lenha para queimar e reforça que veio para Novo Horizonte para contribuir dentro de campo. Sobre o futuro, imagina seguir no futebol, mas não como treinador neste momento. – Eu fiz o curso de treinador, estou entre aspas formado. Mas hoje, se tu me perguntar, eu não quero seguir como treinador. A vida do treinador é muito complicada. Se já falamos de mudança para jogador, imagina para o treinador. Hoje eu não acho justo para minha família continuar nessa vida de mudança. Vou buscar alguma área dentro do futebol, com certeza, porque não posso deixar de lado tudo o que aprendi durante a carreira. 8 de 8
Quando está de folga, Brock prefere pescar ou andar de jetski — Foto: Reprodução / TV TEM Quando está de folga, Brock prefere pescar ou andar de jetski — Foto: Reprodução / TV TEM