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Zé Roberto alerta sobre renovação na posição de ponteira na seleção brasileira Começou a contagem regressiva para o início da Liga das Nações de Vôlei Feminino. Entre os dias 3 de junho e 26 de julho, a seleção brasileira disputa uma das principais competições do calendário internacional na temporada. Em entrevista exclusiva ao programa Hello LA, do sportv, o técnico José Roberto Guimarães afirmou que o Brasil está preparado para competir em alto nível contra as principais seleções do mundo, mas chamou atenção para os desafios de renovação na posição de ponteira no futuro, especialmente quando Gabi se aposentar. + CBV divulga lista de 30 jogadores inscritos na VNL; confira os escolhidos por Bernardinho + Campeã olímpica Fofão é anunciada como auxiliar técnica de José Roberto Guimarães + Bernardinho confirma Douglas Souza de volta à seleção e convoca outros seis atletas; confira lista 1 de 2
José Roberto Guimarães, Zé Roberto, vôlei Brasil — Foto: FIVB José Roberto Guimarães, Zé Roberto, vôlei Brasil — Foto: FIVB - A gente tem que pensar na altura para essa posição de Ponteira. A gente tem uma jogadora que é fora de série, que é a Gabi. Com1,80m, ela faz coisas que poucas jogadoras do mundo conseguem fazer. E a sorte é que ela é brasileira, mas a gente não tem jogadoras daquele tamanho e com aquela habilidade. Então isso a gente sofre. Então a gente precisa de jogadoras grandes. Como é o caso quando a gente sabe que vai jogar contra esses grandes times que a gente está citando aqui, Turquia, Itália, Sérvia, China, a gente sabe que a gente precisa desse biotipo de jogadoras para fazer a diferença - afirmou Zé Roberto. Gabi está confirmada na lista de jogadoras que representam o Brasil na estreia da Seleção no dia 3 de junho, contra a Holanda, pela Liga das Nações. Zé Roberto reconhece a qualidade do grupo atual, mas alerta para um cenário futuro. Segundo o treinador, quando a principal ponteira da equipe decidir se aposentar, o Brasil pode enfrentar dificuldades para encontrar substitutas do mesmo nível da estrela. - Eu fico preocupado e pensando muito. E quando a Gabi decidir não jogar mais pela Seleção Nacional? A gente vai sofrer. Tudo bem, a Ana está vindo, a Julia está melhorando, a Helena também está evoluindo, fez um bom final de Superliga, mas a gente precisa de mais. E essa é uma posição que a gente tá carente em termos de qualidade e também em altura - disse. 2 de 2
Gabi em Brasil x Itália no Mundial de vôlei feminino — Foto: Reuters Gabi em Brasil x Itália no Mundial de vôlei feminino — Foto: Reuters Apesar de ainda ter poucas ponteiras com grande estatura, Zé Roberto destacou que a seleção brasileira tem tido cada vez mais jogadoras altas em outras posições no elenco. Para o treinador, esse é um ponto crucial para bater de frente com as grandes equipes do mundo. Na entrevista para o Hello LA, o técnico brasileiro relembrou de uma situação que viveu recentemente e destacou uma curiosidade sobre a nova geração. - Eu peguei um avião em Veneza, e a seleção russa sub-17 estava embarcando naquele momento. E eu vi com um orgulho tão grande, porque eu conheço a nossa seleção sub-17, que está sendo preparada para disputar o Mundial. Nossa seleção é mais alta que a seleção russa. Não é legal isso? Eu fico impressionado. Realmente está acontecendo isso. A gente tem um contingente de jogadoras altas aparecendo, porque a altura a gente não consegue dar, mas ensinar a jogar a gente consegue. Então eu acho que o Brasil está caminhando bem nesse sentido - relembrou. Estreia do Brasil na Liga das Nações A Federação Internacional de Voleibol (FIVB) já divulgou a tabela da Liga das Nações, e a seleção brasileira estreia no dia 3 de junho, às 20h, contra a Holanda. Pelo quarto ano consecutivo, o Brasil será uma das sedes da competição. A capital Brasília será anfitriã das primeiras semanas de cada competição: feminina (3 e 7 de junho) e masculina (10 a 14 de junho). Zé Roberto lamenta erros, mas celebra campanha do Brasil na VNL: "Fiquei orgulhoso" Na primeira semana da competição, depois de encarar a Holanda, a equipe ainda enfrenta República Dominicana, Bulgária e Itália, com todos os jogos sendo disputados no Ginásio Nilson Nelson. Depois, o Brasil segue para Ankara, na Turquia, onde acontece a segunda semana da competição, antes de encerrar a fase classificatória em Kansai, no Japão. - A gente começa com a Holanda. O primeiro jogo é contra a Holanda, que é um time em ascensão. É um time muito preocupante. É um time que vai dar trabalho, principalmente sendo o primeiro jogo de estreia. Todos os times que estão classificados na VNL hoje vão dar trabalho, não tem ninguém bobo. Se você pegar o Canadá, o Canadá é um time muito, muito perigoso. A gente não joga contra eles, mas é um time perigosíssimo aqui. Você vai ver, o Canadá vai complicar a vida de muito time grande - completou Zé Roberto.