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Análise Tática: Coritiba mostra excelência defensiva contra o Corinthians A vitória fora de casa sobre o Corinthians na rodada passada (2 a 0) encerrou uma sequência de quatro jogos sem vitória do Coritiba (3 E, 1 D), que ao mesmo tempo começou o Brasileirão invicto fora de casa (2 V, 1 E, 0 D) e com duas derrotas como mandante. Desde o início da temporada, o Coritiba vem enfrentando problemas nos jogos em casa, tendo vencido apenas uma das sete partidas disputadas no ano (1 V, 2 E, 4 D, 24%). É o pior desempenho caseiro entre todos os times da Série A no ano. A desconexão com seu torcedor que vem desde a penúltima rodada da Série B do ano passado, quando empatou em casa com o Athletic em 0 a 0, impedindo sua torcida de comemorar no Couto Pereira o título de campeão da Série B, o que foi confirmado fora de casa, na rodada seguinte. O Remo está com o 12º aproveitamento de pontos quando visitante entre os 20 times da Série A, com aproveitamento de 38% (1 V, 6 E, 1 D). Após cinco jogos, o Remo ainda não venceu no Brasileirão (0 V, 3 E, 2 D, 20%), com um empate e uma derrota nos dois jogos fora de casa pelo nacional. 1 de 1
Favoritismos #6 - Coritiba x Remo — Foto: Gato Mestre Favoritismos #6 - Coritiba x Remo — Foto: Gato Mestre Não será surpresa se a partida for disputada pelas duas equipes fazendo transições rápidas para o ataque, buscando os contra-ataques: cada uma das equipes já fez dois gols assim neste Brasileirão, empatadas com as maiores marcas, o Remo com 14 finalizações (maior marca), e o Coritiba com nove finalizações (quinta maior marca). Nesse sentido, o Remo representa um perigo maior porque, assim como o Coritiba, fez seus dois gols em contragolpes quando atuava fora de casa. O Remo é o visitante com mais finalizações em contra-ataques (sete em dois jogos). Apesar das dificuldades em casa, no agregado dos mandos o Coritiba se destaca com a sexta maior eficiência ofensiva, com um gol a cada 7,6 finalizações, marca fundamental para a equipe, que é a terceira que menos concluiu jogadas nas primeiras rodadas, com média de 10,6 finalizações por jogo. O desempenho do ataque do Remo é diferente: é a quinta equipe que mais fez finalizações (13,8 por partida), com a sexta pior eficiência, um gol a cada 11,5 tentativas. Quando conseguem entrar entrar com a bola dentro da área adversária, as duas equipes são muito perigosas: o Coritiba tem um gol a cada 3,7 finalizações de dentro da área, e o Remo, um gol a cada 5,8 tentativas. Um dos problemas dos dois times, no entanto, é a ansiedade de seus atletas: são duas das quatro equipes com maior influência de finalizações de fora da área: o Coritiba fez 51% de suas finalizações de longe, segunda maior marca, e o Remo, 49%, quarta maior marca. O Coritiba não fez gol em 27 finalizações de fora da área, e o Remo também não colocou a bola na rede em 34 finalizações de longe. Defensivamente, são duas das quatro defesas que mais permitiram finalizações de adversários: o Remo é a terceira equipe que mais foi atacada (15,2), e o Coritiba, a quarta (16,4). O Coritiba está com a quinta maior resistência defensiva, um gol sofrido a cada 13,7 conclusões contrárias, e o Remo, com a 13ª, um gol sofrido a cada 7,6 conclusões. Conheça a análise dos outros jogos da rodada clicando nos links abaixo. Sábado 18h30 Vitória x Atlético-MG 20h30 Botafogo x Flamengo Domingo 16h Fluminense x Athletico-PR Santos x Corinthians Internacional x Bahia 18h30 Palmeiras x Mirassol Coritiba x Remo 20h30 Bragantino x São Paulo Cruzeiro x Vasco Segunda-feira 20h Chapecoense x Grêmio Saiba como funciona o cálculo por trás do percentual de chances da Série A *As probabilidades de ocorrência de cada resultado são calculadas pelo economista Bruno Imaizumi com a aplicação de modelos estatísticos sobre microdados coletados desde 2013 pela equipe do Gato Mestre, formada pelos jornalistas Agnes Rigas, Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Matheus Guimarães, MIllena Paes Leme (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.