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Futebol Rivalidade Flamengo x Palmeiras deixa saldo de provocações e confusão Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 24/05/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O reencontro entre Flamengo e Palmeiras após a final da Libertadores 2025 reforçou o tom crescente da rivalidade entre os dois lados. Com provocações na arquibancada e em campo, o jogo no Maracanã, pelo Brasileirão, por pouco não descambou para a pancadaria em uma noite que terminou de forma mágica para o Palmeiras e amarga para o Flamengo: 3 a 0 para os visitantes. A torcida do Flamengo, de início, fez jus ao tamanho do jogo. Tanto pelo volume que trouxe à arquibancada, quanto pelo mosaico e faixa na entrada dos times. Juca Kfouri Palmeiras bota poeira na vida do Fla de Carrascal PVC Palmeiras grita Abel, Maracanã canta Palmeiras André Santana Família Bolsonaro virou problema até para a direita Paulo Camargo Minha mãe apareceu em tela e mudou uma empresa "Primeiro tetra" e a imagem do gol de cabeça de Danilo, que decidiu a quarta Libertadores para o rubro-negro. Andreas Pereira, vilão em Montevidéu em 2021, fez seu segundo jogo no Maracanã desde que virou palmeirense. Foi xingado e vaiado mais uma vez. Em campo, com menos de um minuto, deu uma chegada forte em Jorginho. Foi o primeiro empurra-empurra. A expulsão de Carrascal mudou o enredo do jogo, tirou o controle do Flamengo e abriu o caminho para o enredo perfeito para o Palmeiras — e mais provocações. Flaco López comemorou o primeiro gol e deu um tapa na bandeirinha de escanteio. A ira dos torcedores que estavam próximos foi imediata. No Fla, Varela foi quem veio tomar satisfação. Com o 2 a 0 do Palmeiras, parecia que a tensão do jogo tinha baixado. Só que Paulinho resolveu comemorar o 3 a 0 mandando a torcida do Fla se calar. E também fez uma comemoração efusiva mais na lateral, segundo ele, em direção ao camarote onde familiares estavam. Não chegou a haver agressões, pelas imagens. Tanto que ninguém foi expulso. Mas a confusão saiu de controle, a ponto de os policiais precisarem entrar em campo. Continua após a publicidade Tem um histórico: Paulinho já tinha feito o mesmo gesto em 2023, quando fez gol sobre o Flamengo no Maracanã pelo Atlético-MG. A insatisfação do Fla Nos bastidores, a comissão técnica do Flamengo ficou muito incomodada também com a postura do auxiliar palmeirense João Martins. O relato é que o português bateu palmas frente a frente ao zagueiro Léo Ortiz. "Isso mostra a imaturidade de alguns jogadores da equipe deles. A gente já venceu algumas vezes o Palmeiras, inclusive em finais, e a gente simplesmente comemorou e não provocou. Não tirou bandeirinha e nem pisou no escudo. A gente entende que do outro lado estão homens, pais de família, que trabalham e dão a vida pela família e pelo escudo. Acho que era o mínimo que eles poderiam fazer também. É claro que a atmosfera às vezes deixa que esses jogadores fiquem um pouco mais empolgados e tomem atitude nesse sentido. Mas deste lado vamos sempre respeitar, acho que é muito mais do que ganhar ou perder. Tem que ter o respeito entre atletas", disse Léo Pereira, zagueiro do Flamengo. 0:00 / 0:00 A visão do Palmeiras Anderas Pereira, principal alvo das vaias do Fla, tentou colocar panos quentes. Continua após a publicidade "A gente não tem esse perfil de entrar em confusão. Eles tomaram gol, não ficaram contentes. Tem essa rixa também entre o Flamengo e a gente. Mas a gente não provocou de forma alguma. Eu só vi que foram para cima do Paulinho e vamos defender nossos jogadores", disse ele, que completou: "Paulinho é um cara tranquilo. Tem tanta coisa em volta do campo, talvez ele nem viu quando passou por ali. Ele estava há 320 dias sem fazer gol. Ele não pensou em desrespeitar o Flamengo. Foi a emoção mesmo de fazer um gol, a gente sabe o quanto ele sofreu para treinar". Mas e a bandeirinha no gol de Flaco, Andreas? "Eu vi que ele passou do lado. É reação do gol. É normal. Depois eu vi o Giay pegando a bandeira e colocando de novo. A gente não faz isso para desrespeitar ninguém, senão teria feito algo pior." Sou contra qualquer ato provocatório que incentive violência, seja dos nossos torcedores ou adversários, isso posso dizer, mas do caso em questão eu não vi. Sei que essa rivalidade é muito grande, mas sou contra esse tipo de provocação. Abel Ferreira, técnico do Palmeiras O que o árbitro relatou? A súmula do árbitro Davi Lacerda pode gerar problemas para o Flamengo no STJD. Continua após a publicidade "Percebemos que seguranças e membros das equipes (staff) não relacionados invadiram o campo de jogo no momento do confronto das equipes após o terceiro gol do Palmeiras. Fato este aumentou os riscos de tumulto generalizado e provocou muito empurra-empurra entre jogadores, seguranças, staff e membros das comissões técnicas", descreveu ele. Em outro ponto, apontou ainda uma reclamação do massagista do Flamengo, Fernando Munhoz. "Durante o intervalo da partida, enquanto a equipe de arbitragem se destinava ao vestiário, fomos abordados na zona mista pelo Sr. Fernando Munhoz, não relacionado, porém vestido com o mesmo uniforme da comissão técnica do Flamengo, dizendo as seguintes palavras em minha direção: 'Você acha que está certo, hoje você não sai daqui vivo'". Longe dali, a presidente Leila Pereira postava para a própria torcida: "Estão mais calmos agora?" 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