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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Precisamos mesmo brigar para saber quem foi o melhor jogador da história? Milly Lacombe Colunista do UOL 18/06/2026 12h24 Deixe seu comentário Maradona conversa com Messi na seleção da Argentina Imagem: Gabriel Bouys/AFP Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Com a atuação encantada de Messi e de Mbappé no primeiro jogo de suas seleções, voltamos aos debates sobre quem é melhor. Trazem Pelé e Maradona para o centro do tablado e dá-lhe discussão. Como estamos dentro do terreno das subjetividades, não há como estabelecer critérios objetivos universais e o debate, por isso, já nasce morto. Mas alguns insistem e espernear pelo seu escolhido. Meu argumento é o de que quando paramos nessa superfície deixamos de compreender - e de sentir - o que o jogo pode oferecer. A escolha do melhor ou do maior vai sempre ser definida pelo que aquele jogador ou jogadora fez a gente sentir. Por isso os mortos largam um pouco atrás. O que sentimos não pode ser medido. Um corintiano ou corintiana pode perfeitamente dizer que Sócrates é o maior de todos, e não haverá como contra-argumentar. O são-paulino pode ficar com Ceni, o botafoguense com Garrincha, o torcedor do Boca com Riquelme. É mesmo importante que gastemos nosso tempo com rankings quando o futebol tem tanto mais a oferecer? A leitura ranqueada é uma leitura masculina. Isso não quer dizer que mulheres deixem de gostar ou que haja homens que concordem com minha leitura de que o futebol existe no subjetivo e não no objetivo. Todos e todas nós contemos uma dimensão do masculino e outra do feminino. São comportamentos construídos desde que nascemos e, especialmente o masculino - que é também uma estrutura de poder -, está em todas nós. Mas quando as mulheres entram para olhar o jogo de dentro para fora elas trazem questionamentos que dizem com mais força, por exemplo, que o ranqueamento é uma bobagem. A individualização é uma bobagem. A escolha do melhor é uma bobagem. José Paulo Kupfer Decisão do Copom deixa mercados confusos Casagrande Seleção tem tudo para sair bem na foto contra o Haiti Wálter Maierovitch STF está sem GPS, e os Bolsonaros tiram proveito Alexandre Borges Por que Lula negou ser de esquerda É um outro ponto de vista, uma nova maneira de enxergar. Haverá quem analise o jogo apenas com números e aquelas que, como eu, não acreditam nos números do futebol. O ambiente fica mais rico, mais alargado, mais interessante. Messi, Maradona, Pelé, Ronaldo, Di Stefano, Ziane, Cruyff, Marta, Sissi, Mia Hamm. Todos e todas nos fizeram sentir coisas que nem sabíamos que podíamos sentir. Não basta? Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora PF apreende US$ 49 mil na casa de Jaques Wagner em Brasília Neymar volta a campo, mas nem viaja para jogo da seleção diante do Haiti Ala do Planalto vê Jaques sem condições de ser líder e prevê corte de Lula Anvisa manda recolher antibiótico após pedaço de vidro ser achado em frasco Liga das Nações: Brasil sofre, mas bate Bélgica no tie-break e mantém 100%