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Análise dos Times

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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Sinto dizer, mas ouço os pavorosos ecos de 2014 Milly Lacombe Colunista do UOL 07/06/2026 10h52 Deixe seu comentário Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira Imagem: Kirk Irwin/Getty Images Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O Brasil não está bem. Vence, mas não joga. Problemas na defesa, ausência de meio campo, atacantes demais. Ancelotti fez uma convocação desequilibrada e estranha. O time consegue ser bom quando marca alto e morde a saída de bola do adversário. Ou seja: quando os trezentos atacantes atuam na recuperação antes de a bola chegar à nossa defesa. É isso. Vence-se assim uma Copa? Não. Mas esse é aquele momento em que as transmissões das partidas ficam insuportáveis e as vozes que nos contam as histórias do jogo brigam com o que estamos vendo com nossos olhos. A euforia, o ufanismo, o pachequismo não permitem a crítica, sequer a análise mais coerente. Nós não estamos bem. Essa é a realidade. Mas falar que não estamos bem é uma ofensa. Eu ganho para usar meu conhecimento para analisar o que vejo. É o que estou fazendo aqui. Por que trazer os ventos trágicos de 2014 nessa análise? Porque acho que nunca encaramos 2014 de frente. Varremos para debaixo do tapete. Como se um acidente fosse. O acaso. Um dia ruim. E não foi nada disso. Sakamoto Com as bets, Brasil já entra derrotado na Copa Wálter Maierovitch Carta de Zelensky a Putin é arte da guerra na veia Juca Kfouri Que dó que dá não ter Estêvao na Copa Michelle Prazeres Vamos continuar chegando ao 2º semestre exaustos? Dois mil e quatorze estava sendo construído desde 1986. Resolvemos tão mal esse negócio de 2014 que Felipão, o treinador do maior vexame da história futebolística, foi chamado para fazer uma palestra à seleção brasileira antes do embarque. Felipão é um treinador vitorioso e pode, evidentemente, palestrar para times e seleções. Mas me parece estranho que o treinador que estava no comando em 2014 tenha sido a voz escolhida para dizer "vão com Deus" a esse elenco. Me diz que realmente não entendemos, e muito menos superamos, 2014. Não acho que o Brasil vá sair dos Estados Unidos depois de ser goleado vexatoriamente como em 2014. Mas acho que sairemos cedo, e isso seria um constrangimento semelhante ao de 2014. O que vai definir nossa posição no grupo é o jogo inaugural contra o Marrocos: se vencermos, seremos os primeiros e tudo pode ser mais fácil. Se perdermos, o destino complica nossa vida. O Brasil de Ancelotti é, até aqui, um time em testes. E os testes não estão lá essas coisas apesar dos resultados finais. Há mais de uma dezenas de times jogando mais futebol do que o Brasil hoje. Não há um com a camisa mais pesada, mas se camisa ganhasse jogo, a Copa poderia ser disputada estendendo-se camisas em um varal. O Brasil pode se encontrar na Copa e um time pode nascer jogo a jogo. Já vimos acontecer com outras seleções. Mas preciso fazer a análise com o que vejo agora, e o que vejo agora é bastante ruim, frágil, confuso, feio, amedrontado, pouco criativo. Por isso meu palpite é tão pessimista. Temos jogadores excelentes, um treinador vitorioso e sabemos que um campo de futebol é a arena dos milagres; sonhar sempre vai ser permitido. Mas o que eu acho é que enquanto não encararmos 2014 de frente, enquanto não chafurdarmos nessa lama para executar um diagnóstico honesto e corajoso a respeito do que fizemos com nosso futebol, não voltaremos a levantar essa taça. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Por que vender seu carro na troca por outro veículo é uma grande roubada Ex-BBB desabafa sobre ganhar mais como motorista: 'Valores invertidos' Se perder Wesley, Ancelotti terá que recorrer a plano C ou mudar estratégia Que dó que dá não ter Estêvao na Copa Possível corte de Wesley mostra Ancelotti na linha tênue entre opção e erro