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Futebol Paz e Diniz ajudam Memphis a vencer resistência por 'fico' no Corinthians Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo (SP) 05/08/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Primeiro contato entre Memphis Depay e Marcelo Paz no Corinthians Imagem: Rodrigo Coca/Agência Corinthians Marcelo Paz e Fernando Diniz tiveram participação decisiva no processo que levou o presidente Osmar Stabile a manter as negociações para renovar o contrato de Memphis Depay com o Corinthians, mesmo diante da resistência de aliados políticos . Agora vai? O novo contrato ainda não foi assinado. Clube e representantes do atacante discutem os últimos detalhes jurídicos, mas pessoas envolvidas na negociação disseram ao UOL que o acordo deve ser ser concluído nesta quarta-feira. Se confirmado, o vínculo terá duração de dois anos, até o meio de 2028. A negociação avançou depois de Memphis aceitar uma ampla redução financeira em relação ao contrato anterior, encerrado na última sexta-feira. O acordo também prevê uma solução para a dívida acumulada pelo Corinthians com o jogador, atualmente estimada em R$ 42 milhões. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Paz liderou a aproximação Marcelo Paz teve papel central desde o início das conversas. Pessoas ligadas ao Corinthians afirmam que o executivo de futebol construiu uma relação de proximidade com Memphis e seus representantes, além de apresentar as mudanças que pretende implementar na condução do departamento de futebol. O UOL apurou que essa aproximação ajudou o estafe do holandês a enxergar um novo modelo de gestão dentro do clube. Paralelamente, Paz trabalhou para conscientizar o jogador sobre a situação financeira do Corinthians e a necessidade de construir um contrato diferente do anterior. Enquanto negociava uma adequação contratual com Memphis, o executivo defendia internamente que a permanência do atacante deveria ser analisada também pelo impacto esportivo que exerce sobre o elenco. Pessoas próximas a Marcelo Paz afirmam que o dirigente considera Memphis uma referência técnica. Na avaliação dele, o atacante eleva o rendimento dos companheiros, concentra parte da exposição e da cobrança externa direcionadas ao time e participa dos processos internos de organização e melhoria da estrutura do futebol. Diniz deu respaldo esportivo Fernando Diniz deu respaldo técnico para a renovação de Memphis Imagem: Marcello Zambrana/AGIF Fernando Diniz também participou do processo ao defender esportivamente a permanência de Memphis. O treinador criou uma relação próxima com o atacante durante o período de recuperação da lesão muscular, entre março e maio, e manifestou à diretoria o desejo de trabalhar com o holandês. Continua após a publicidade A aproximação entre os dois está ligada, principalmente, às características de jogo. Pessoas próximas ao treinador entendem que, na visão de Diniz, Memphis reúne qualidades compatíveis com o modelo que pretende implementar e pode assumir um papel de referência técnica e hierárquica dentro da equipe. De acordo com a apuração do UOL, a comissão técnica acredita que essa relação pode ampliar a participação do atacante no funcionamento coletivo da equipe. A avaliação é de que Memphis precisará realizar ajustes de posicionamento e intensidade sem a bola, mas que a conexão com Diniz pode aumentar sua contribuição também na fase defensiva. Labyad fortaleceu a relação Memphis com memora com Zakaria gol marcado pelo marroquino sobre o Atlético-MG, no Brasileirão Imagem: Rodrigo Coca/Agência Corinthians O meia Zakaria Labyad também exerceu influência indireta na aproximação entre Memphis e a comissão técnica. Amigo do atacante desde os tempos de PSV Eindhoven, da Holanda, o marroquino chegou ao Corinthians por indicação do próprio camisa 10. A maneira como Fernando Diniz integrou Labyad ao elenco foi vista de forma positiva pelo núcleo próximo de Memphis. O meia passou a receber mais oportunidades após a chegada do treinador e conquistou espaço no projeto esportivo antes de sofrer uma grave lesão no joelho na última semana , que o afastará do restante da temporada. Continua após a publicidade Internamente, a avaliação é de que a evolução de Labyad ajudou Memphis a compreender como poderia ser utilizado pela comissão técnica. A presença do amigo também fortaleceu a relação de confiança entre o atacante e Diniz, embora a lesão tenha interrompido a possibilidade de aprofundar essa parceria dentro de campo. Concessões de Memphis destravaram o acordo Os argumentos apresentados pelo departamento de futebol ganharam força depois das concessões feitas por Memphis durante a negociação. O atacante aceitou uma drástica redução salarial e também reduziu de três para dois anos o prazo inicialmente pretendido para o novo contrato. A principal concessão envolve a dívida do vínculo anterior. Memphis acatou fixar o débito em R$ 42 milhões e abrir mão de multas, juros, correção monetária e demais encargos financeiros, que poderiam elevar a obrigação do Corinthians para um valor próximo de R$ 80 milhões. O pagamento será dividido em quatro parcelas. A primeira venceria em fevereiro de 2027, enquanto a última seria quitada no período de encerramento do novo contrato, previsto para o meio de 2028. O intervalo até o início dos pagamentos foi solicitado para dar ao Corinthians mais fôlego financeiro antes de iniciar a quitação da dívida. O clube enfrenta problemas de caixa e outras pendências que limitam sua capacidade de investimento. Continua após a publicidade As informações obtidas pelo UOL indicam que o acordo prevê vencimentos próximos de R$ 2 milhões mensais. Cerca de 75% desse valor seria pago pelo orçamento do futebol, enquanto os outros 25% dependeriam de ações comerciais e de marketing vinculadas ao jogador. Resistência partiu do Parque São Jorge Osmar Stabile recebeu pressão de aliados para não renovar com Memphis Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF A principal resistência à renovação surgiu entre setores políticos ligados ao Parque São Jorge. Conselheiros, aliados de Osmar Stabile e integrantes de diferentes grupos pressionaram o presidente para encerrar a relação contratual com Memphis. Em contato com o UOL, diversos aliados do presidente afirmaram ser contrários à permanência do atacante por causa da situação financeira delicada do clube, do histórico recente de lesões e do nível de influência exercido pelo jogador no departamento de futebol. Parte desse grupo defendia que os recursos fossem direcionados ao pagamento de dívidas e à valorização de atletas que já integravam o elenco. Durante as negociações, Osmar Stabile chegou a reavaliar pontos que haviam sido discutidos anteriormente. As mudanças de posição ao longo da troca das minutas provocaram novos impasses e aumentaram a desconfiança entre a diretoria e os representantes de Memphis. Continua após a publicidade Mesmo assim, o departamento de futebol manteve posição favorável à renovação. A Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do Corinthians, também manifestou apoio à permanência do atacante, desde que o novo contrato tivesse valores inferiores aos do vínculo anterior e fosse compatível com a capacidade financeira do clube. As concessões feitas por Memphis, somadas ao trabalho de Marcelo Paz e ao respaldo esportivo de Fernando Diniz, ajudaram a convencer Osmar Stabile a manter as negociações. Ainda assim, a conclusão do acordo depende do entendimento sobre as últimas cláusulas contratuais. A expectativa é de que os ajustes finais sejam concluídos nesta quarta-feira. Até a assinatura dos documentos, Corinthians e Memphis tratam a renovação como encaminhada, mas ainda não finalizada. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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