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Análise dos Times

Siderúrgica

Principal

Motivo: Tom empático e esperançoso: destaca história gloriosa, sonho de retorno à elite e superação das dificuldades financeiras

Viés da Menção (Score: 0.4)

Motivo: Mencionado apenas como adversário na derrota por 5 a 0, relato factual

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mencionado apenas como adversário na derrota por 1 a 0, relato factual

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Citação histórica da última vitória do Siderúrgica em 1997, sem tom avaliativo

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mencionado como próximo adversário, relato neutro

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mencionado como próximo adversário, relato neutro

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Mencionado como próximo adversário, relato neutro

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Campeonato Mineiro Taça Brasil Betim Siderúrgica Sabará Paracatu Maycon Amaro Estádio Eli Seabra Filho Esportivo de Passos Araxá Funorte São João Del Rei

Conteúdo Original

Siderúrgica, de Sabará, retorna ao futebol mineiro após 10 anos Bicampeão mineiro da elite e um dos clubes mais tradicionais do estado, o Siderúrgica tenta mais um recomeço no futebol profissional. A equipe retomou as atividades nesta temporada e disputa a terceira divisão estadual tentando interromper um jejum de 29 anos sem vitória. O presente e futuro, no entanto, esbarram em uma realidade complicada. + Estádio raiz com acesso por ponte sobre rio volta a receber jogo oficial depois de 20 anos Fundado em 1930, na cidade de Sabará, Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Esporte Clube Siderúrgica teve ascensão meteórica. Com sete anos de existência, conquistou o Mineiro logo no início da fase profissional do torneio. Voltou a erguer o troféu em 1964 e, no ano seguinte, disputou a Taça Brasil, principal torneio nacional da época. O cenário parecia promissor, mas marcou o início de um calvário que persiste. Os últimos 60 anos foram marcados por períodos de inatividade e distância da elite do Mineiro, que não é disputada desde 1966. Mas, até mesmo a presença no terceiro escalão estadual tem sido rara. 1 de 3 Elenco do Siderúrgica para a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro 2026 — Foto: Cerix Ramon Elenco do Siderúrgica para a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro 2026 — Foto: Cerix Ramon E foi exatamente essa distância recente que fez com que o time de Sabará voltasse a disputar a competição neste ano, atropelando o planejamento para seguir existindo como clube profissional. Maycon Amaro, diretor do clube, explicou a situação em conversa com a Globo. – Existe uma regra na federação que o clube não pode ficar mais de 10 anos sem disputar uma competição adulta profissional, se não ela perde o registro. Nós fizemos todo esse trabalho ao longo de cinco anos. Ainda não era para (jogar o Mineiro) 2026, mas esbarrou nessa regra. "Ou a gente disputava, ou o Siderúrgica viraria amador mudaria toda a história." Conheça o estádio da Praia do Ó, em Sabará, casa do Siderúrgica na última divisão de MG O Siderúrgica contou com ajuda de alguns empresários locais e até de agentes de jogadores para montar a equipe para o Campeonato Mineiro. Hoje, a folha salarial é de R$ 6 mil mensais. Mesmo que o regulamento permita jogadores até 23 anos, o clube tem boa parte dos atletas com idade Sub-20 e sem contratos profissionais. – A gente não tem condições, neste momento, de trazer aquela quantidade de jogadores pagando, de ter uma folha muito alta. Como falo com a minha comissão e minha direção: eu só vou dar um passo onde estou enxergando onde vou pisar. 2 de 3 Estádio Eli Seabra Filho, do Siderúrgica, em Sabará — Foto: Cerix Ramon Estádio Eli Seabra Filho, do Siderúrgica, em Sabará — Foto: Cerix Ramon O início no Mineiro é difícil. O time perdeu para o Paracatu (5 a 0) e para o Betim (1 a 0) nas duas primeiras rodadas, aumentando o jejum de vitórias em competições profissionais. Diante de idas e na atividade da equipe principal, o Siderúrgica não vence um jogo oficial desde 1997, quando bateu o Esportivo de Passos, por 4 a 2, na Segunda Divisão do Estadual. Situação que fica em segundo plano para o clube, neste momento. – A vitória vai chegar. A gente quer que chegue, mas a gente não tem essa pressão junto aos atletas e à comissão técnica. A gente sabe o que a gente tem em mãos para fazer. "A vitória é o time ter voltado. Como a gente falou, foi a nossa cereja do bolo voltar para casa, estar em casa." Nesse período, o Siderúrgica interrompeu as atividades em dois momentos: entre 1998 e 2006 e de 2017 a 2025. Desde a vitória em 1997, a equipe disputou 38 jogos, com 28 derrotas e dez empates. 3 de 3 Estádio Eli Seabra Filho, do Siderúrgica, em Sabará — Foto: Cerix Ramon Estádio Eli Seabra Filho, do Siderúrgica, em Sabará — Foto: Cerix Ramon Mesmo com as dificuldades recentes, o clube tem planejamento para também disputar o Campeonato Mineiro em 2027. O objetivo é manter uma sequência de atividade da equipe profissional com intuito de retornar à elite, mas sem estabelecer prazo. – O principal desafio é financeiro. O sonho de resgatar vem lá de trás, porque meu pai foi campeão mineiro com o Siderúrgica, em 1964. A gente veio resgatar isso junto ao clube, mas falta apoio. Independentemente, este ano vai disputar, vai disputar o ano que vem. Nós fizemos todo um trabalho para que a gente possa dar uma sequência. "Em algum momento o cenário vai virar, e o sonho é de voltar à primeira divisão depois de mais de 60 anos." O boletim financeiro da partida, que terminou com derrota do Siderúrgica por 1 a 0, evidencia um pouco das dificuldades pelas quais passam o clube. Mesmo com mais de 60% de ocupação do estádio, o clube teve renda líquida de R$ 197. A equipe ainda terá pela frente três partidas na fase classificatória do Mineiro, diante de Araxá, Funorte e São João Del Rei, mantendo a possibilidade de avançar ao hexagonal final.