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Só para assinantes Assine UOL Reportagem 7 desafios que a Copa-2026 terá de superar para ser a 'maior da história' Rafael Reis Colunista do UOL 11/06/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Copa do Mundo nunca foi tão grandiosa, mas agora precisa provar que também será boa Imagem: REUTERS/Ricardo Moraes A Copa do Mundo que começa hoje, com a partida entre as seleções mexicana e sul-africana, a partir das 16h (de Brasília), tem números jamais antes vistos em 96 anos de história da competição da Fifa. Pela primeira vez na história, o torneio está dividido entre três países-sedes: Canadá, Estados Unidos e México. A quantidade de equipes participantes também é recorde (48, nada menos que 16 a mais do que no Qatar-2022), assim como os jogadores inscritos (1.248) e as partidas programadas (104). Estamos diante, então, da maior Copa de todos os tempos? Em termos quantitativos, sem dúvida. Mas, para realmente merecer esse rótulo, ela precisa superar várias desconfianças que estão grudadas na cabeça do torcedor. Juca Kfouri Não será 1ª vez que Brasil estreará sem time pronto Julio Gomes Veja como está o Azteca para a abertura da Copa Tatiana Farah A boa e a má notícia da Quaest para Flávio José Fucs A guinada woke da Justiça vai além do caso Borel O "Blog do Rafael Reis" elenca abaixo sete desafios que o Mundial-2026 tem pela frente para ser, de fato, o maior da história do futebol. Nível das novatas preocupa Curaçao, Jordânia, Haiti, Uzbequistão, Cabo Verde, Iraque. A ampliação no número de vagas jogou na Copa muitas seleções que não são lá reconhecidas por praticar um futebol de excelência. É inegável que essas "caras novas" aumentam a diversidade e dão uma oxigenada no torneio, o que é muito bom. Mas será que essas equipes serão capazes de segurar a bronca de enfrentar os melhores jogadores do planeta? Ou vamos acabar presenciando vários jogos, especialmente na fase de grupos, com resultados previsíveis (goleadas, até) e nível técnico aquém do esperado para um Mundial? Formato problemático A volta do formato com grupos de quatro seleções com até três classificados (dependendo do índice técnico), solução encontrada para abrigar o aumento no número de participantes, pode trazer de volta problemas que haviam sido sepultados na expansão anterior da Copa (França-1998, quando o modelo com 32 times estreou). O primeiro é um certo desinteresse das seleções mais fortes pela fase de grupos, já que é pouco provável que elas não consigam sobreviver a uma nota de corte mais baixo. O segundo é o risco de a última rodada ter aqueles tradicionais "jogos de compadres", quando um empate classifica ambas as equipes e, por conta disso, nenhuma delas faz muita questão de vencer. Para dar aquela bagunçada As zebras têm uma certa "função social" nas Copas. São elas que dão uma movimentada no torneio, tiram-no daquele caminho esperado e conseguem mobilizar torcedores que, em situações típicas, não estariam alinhados. Mas quais são os candidatos a repetir o papel que a Croácia desempenhou tão bem nos últimos Mundiais (e que teve o Marrocos como companhia em 2022)? Desta vez, as expectativas mais fortes estão concentradas em Colômbia, Equador, Costa do Marfim, Noruega e Áustria. Continua após a publicidade Relacionadas Espanha vai à Copa com maior invencibilidade; Brasil tem 16ª melhor série Grandes seleções mudam perfil, e Copa terá guerra de técnicos de ponta Copa tem quase 300 jogadores 'estrangeiros' e França com mais de 3 seleções Campo ou forno? A Copa-2026 promete ser disputada sob um calor intenso. De acordo com estudos do Climate Central, a expectativa é que até 97 partidas do Mundial sejam disputadas com temperaturas suficientemente altas para prejudicar o desempenho dos atletas. Ciente dessa mudança, a FIFA determinou que todos os jogos da competição tenham uma parada de três minutos para hidratação no primeiro tempo e outro na etapa final. Resta saber se esse descanso será suficiente para os jogadores retomarem o fôlego e praticarem um futebol de alta intensidade. Nova geração ainda não chegou lá Nos últimos 20 anos, assistir a jogos da Copa significava também ver Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Pois bem, os dois maiores astros do futebol neste século devem se despedir da competição nesta edição e, assim, deixar uma lacuna sem candidatos reais para preenchê-la de imediato. Kylian Mbappé já brilhou bastante em Mundiais (tem um título e um vice-campeonato no currículo), mas ainda não é aquele jogador que o "planeta para ver" como são Messi e CR7. Será que o Mundial-2026 será capaz de (começar a produzir) produzir algum fenômeno com tanto poder midiático assim? Excesso de jogos Acompanhar a Copa será bem mais difícil neste ano. Com o novo formato, dias com quatro partidas deixarão de ser uma exceção reservada para algumas poucas datas e virará regra, pelo menos durante a fase de grupos. O problema é que, com exceção de poucos abençoados que trabalham com futebol ou resolveram tirar férias, ninguém conseguirá manter uma rotina com tantas horas assim dedicadas a ver os jogos do Mundial. No fim das contas, o excesso de partidas pode acabar sendo? excessivo e ter como efeito colateral uma redução no interesse pela competição. Continua após a publicidade Campo vai 'resolver'? O pré-Copa não tem sido nada simpático fora de campo. Notícias sobre restrições à entrada da seleção do Irã no território dos EUA, vistos negados para integrantes de comissão técnica, árbitro barrado na imigração e confisco de ingressos de torcedores considerados "inimigos" pelo governo Donald Trump têm aparecido diariamente e lançado dúvidas sobre o poder de mobilização popular que o Mundial pode ter. Será que a bola rolando será capaz de "resolver" todos esses problemas e fazer os torcedores apenas curtirem a competição, sem se importar com o que rolou nos bastidores? Essa é uma dúvida que ninguém ainda é capaz de responder. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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