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O retrato do Corinthians no dia foi o de um ataque à espera de seu protagonista. Yuri Alberto, tratado por Walter Casagrande como “Pelé” em comparação com as opções atuais, ainda tenta retomar a forma após a lesão; sem ele, o time soma apenas 29 gols no Brasileirão, e até o zagueiro Gustavo Henrique aparece entre os principais artilheiros. Casagrande também lamentou o futebol recente sob Fernando Diniz: a crítica veio em meio a seis derrotas seguidas na competição. [ , ] A tabela não oferece muito espaço para respirar: restam dez jogos, com clássicos fora de casa contra Palmeiras e São Paulo e confrontos diretos contra rivais ameaçados. Na 14ª colocação, a três pontos da zona de rebaixamento, o Corinthians tenta se agarrar ao retrospecto do primeiro turno — quando somou 17 pontos contra esses dez adversários —, embora a sequência recente transforme cada rodada em decisão. [ , ] Nos tribunais, duas contas pesaram no noticiário: a condenação de cerca de R$ 3,5 milhões ligada à lesão que encerrou a carreira de Daniel Marcos, e o cálculo de R$ 404 mil a pagar ao atacante Leo Natel por valores de FGTS e honorários. São números que fazem a crise parecer ainda menos abstrata: a temporada também se disputa no caixa e nos processos. [ , ] O Corinthians também levou a Brasília a tentativa de renegociar com a Caixa Econômica Federal a dívida da Neo Química Arena, buscando trocar o CDI pela Taxa de Longo Prazo. E, antes de partidas decisivas, antecipou receitas da Esportes da Sorte para pagar salários do elenco masculino e direitos de imagem do feminino; a equipe masculina acabou eliminada pelo Estudiantes na Libertadores, enquanto as mulheres venceram o Bahia. [ , ] O dinheiro trouxe outra inquietação: Juca Kfouri reuniu em sua coluna investigações envolvendo Esportes da Sorte, Bet Nacional, Pix Bet e Vai de Bet, empresas citadas em apurações sobre possíveis irregularidades. Já a discussão sobre limitar estrangeiros dividiu comentaristas: Walter Casagrande defendeu um teto menor, enquanto vozes contrárias apontaram a formação de atletas e a gestão dos clubes como questões centrais. [ , ] Entre a pressão da torcida, a eliminação e os atrasos financeiros, a folga de quatro dias foi apresentada como uma pausa planejada para aliviar o desgaste mental e evitar excesso de treinos — não como resposta improvisada aos tropeços. Enquanto o grupo se prepara para voltar ao trabalho, Yuri Alberto segue em recuperação para tentar reencontrar o ataque. O descanso pode esfriar a cabeça; a tabela, porém, continuará cobrando. [ , ]