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Rodrigo Coutinho traz análise de Argentina e Egito, que duelam pelas oitavas de final Após a classificação inédita do Egito para as oitavas de final da Copa do Mundo, o técnico da seleção egípcia Hossam Hassan chamou a atenção ao comemorar com uma bandeira da Palestina no estádio de Dallas, nos Estados Unidos. + Veja a tabela das oitavas de final da Copa Nesta segunda-feira, na coletiva da véspera da partida contra a Argentina, o treinador voltou a falar sobre o gesto. E mais uma vez saiu em defesa do povo palestino. "Se alguém não sentiu o sofrimento do povo palestino, não tem humanidade", disse. 1 de 1
Técnico do Egito comemora classificação para as oitavas de final com bandeira da Palestina — Foto: REUTERS/Hannah Mckay Técnico do Egito comemora classificação para as oitavas de final com bandeira da Palestina — Foto: REUTERS/Hannah Mckay - Ter um teto, ar condicionado. Isso não vale para o povo palestino. Para as crianças. Temos que sentir essa empatia. Sejam cristão, mulçumano. Quando choveu aqui, buscamos refúgio. Lá, não há refúgio. Deveríamos nos envergonhar como humanidade. Todos somos iguais. Temos a mesma cara, os mesmos traços. Todo mundo faz vista grossa. Se distraem com outras coisas - prosseguiu. + Como Salah, ídolo do Egito, usa a paixão pelo xadrez para aliviar a pressão causada pelo futebol + Messi x Salah: jogo das oitavas pode encerrar trajetória de um dos craques em Copas do Mundo Vale destacar que historicamente as autoridades egípcias são solidárias à causa palestina. Além de compartilhar uma fronteira com a Faixa de Gaza, o Egito desempenha, há décadas, um papel relevante nas negociações envolvendo o conflito israelo-palestino e frequentemente manifesta apoio aos direitos dos palestinos. Técnico do Egito interage com torcedores palestino depois de classificação na Copa Por outro lado, os Estados Unidos, um dos países sedes da Copa do Mundo, são um dos principais aliados de Israel, tanto no âmbito militar quanto diplomático. - Minha mensagem é usar o futebol. Deixar e dar uma vida própria ao povo palestino. Levamos o logo da Fifa por respeito, queremos respeitar o ser humano. Queremos jogo limpo na vida - encerrou Hossam Hassan.