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Futebol Corinthians: MP manda setor técnico refazer cálculo da dívida da Arena Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo (SP) 09/09/2026 16h28 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Neo Química Arena antes de Corinthians e Chapecoense, pelo Brasileirão Imagem: Anderson Romão/AGIF O Ministério Público de São Paulo enviou ao CAEX-Crim a análise sobre a dívida da Neo Química Arena. O setor técnico vai refazer as contas do financiamento para verificar se existe base matemática para a diferença de R$ 255,7 milhões apontada em uma perícia entregue ao órgão nas últimas semanas. Nas mãos dos técnicos O encaminhamento foi feito pelo promotor Cassio Roberto Conserino em despacho de 6 de setembro. O UOL teve acesso ao documento, que define os pontos que deverão ser analisados. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo A Caixa Econômica Federal cobrou R$ 536.092.853,27 do Corinthians em ação aberta em agosto de 2019. A perícia apresentada ao MP afirma que o saldo seria de R$ 280.340.126,83, uma diferença de R$ 255.752.726,44. O envio ao CAEX-Crim não significa que o MP reconheceu erro na cobrança ou definiu o valor correto. Os técnicos terão de confirmar ou não os cálculos. A dívida será reconstruída desde 29 de novembro de 2013, quando foi assinado o financiamento de R$ 400 milhões , seguindo as regras do contrato e dos aditivos, principalmente a TJLP mais 3,4% ao ano. As contas serão atualizadas até 22 de agosto de 2019, quando a Caixa entrou com a açã o, considerando pagamentos feitos pelo Corinthians e descontos aplicados nas respectivas datas. O MP também pediu uma memória de cálculo detalhada e em ordem cronológica, com o saldo encontrado e a comparação com os R$ 536,09 milhões cobrados pela Caixa. Se houver diferença, o valor deverá ser atualizado até agosto de 2026. Os técnicos ainda vão verificar se os documentos da Caixa explicam a formação do débito e separar saldo, parcelas atrasadas, encargos e multas. Continua após a publicidade O Corinthians fez nesta semana uma nova reunião com o perito Anísio Costa Castelo Branco e decidiu esperar os registros oficiais dos pagamentos feitos até 2019. Conforme apurou o UOL , a Caixa enviará os documentos para comparação com os registros do clube e o levantamento do perito. Multas e outras cobranças O CAEX-Crim também vai revisar a multa de 10% cobrada pela Caixa. O banco aplicou o percentual sobre R$ 487.357.139,34, chegando a R$ 48.735.713,93. O MP quer saber se a multa incidiu apenas sobre parcelas atrasadas ou também sobre valores ainda não vencidos. Segundo a perícia, as parcelas atrasadas somavam R$ 37.865.968,46, o que resultaria em multa de R$ 3.786.596,85. Os técnicos deverão calcular e atualizar a diferença. Também verificarão eventual direito à devolução simples ou em dobro de valores pagos a mais, caso exista base jurídica. Isso não significa que o MP tenha determinado qualquer devolução. Também serão analisadas cobranças de R$ 1.025.698,99 por atraso e R$ 3.042.324,30 descritos como "pena" , para verificar os critérios e regras contratuais usados. Continua após a publicidade A apuração começou após o MP receber uma representação acompanhada do estudo de Anísio. O UOL mostrou em 2 de setembro que a perícia questiona os critérios usados para calcular a dívida e aponta falta de registros que expliquem como o débito chegou aos R$ 536 milhões cobrados em 2019. Acordo de 2022 também será analisado O MP também vai analisar a ata da reunião do Conselho Deliberativo que aprovou, em junho de 2022, o acordo entre Corinthians e Caixa . O documento registra questionamentos sobre valores, encargos e evolução da dívida. Conforme apurou o UOL, também houve discussão sobre a troca do índice de atualização. O conselheiro Rozallah Santoro demonstrou preocupação com os efeitos da mudança no saldo futuro, enquanto Roberto Gavioli, então diretor financeiro, defendeu o modelo negociado. O estudo entregue ao MP usa a TJLP até a formalização do novo acordo. Depois da renegociação, a dívida passou a ser atualizada pelo CDI. O CAEX-Crim também deverá verificar argumentos apresentados pelo Corinthians no processo de cobrança, como juros cobrados durante o contrato, juros sobre juros e a aplicação da multa sobre o saldo restante. Continua após a publicidade Campanha da Arena entra na análise O MP pediu que os técnicos verifiquem um possível "efeito matemático cascata": se uma eventual redução da dívida também alteraria os cerca de R$ 720 milhões usados como referência na campanha para quitar a Arena. Lançada pela Gaviões da Fiel em novembro de 2024, a campanha teve meta de cerca de R$ 700 milhões para a quitação do estádio com a Caixa. O despacho não afirma que esse valor estava errado. Eventual mudança dependerá da confirmação das diferenças e de seus efeitos sobre a dívida. A dívida da Arena está hoje em torno de R$ 700 milhões. O estudo inicial parou em 2019 e ainda precisará considerar o período posterior, incluindo as regras do acordo de 2022. O resultado será encaminhado ao inquérito civil comandado pelo promotor Luiz Ambra Neto, que avalia a possibilidade de intervenção judicial no Corinthians. Se forem confirmadas diferenças relevantes, o resultado poderá ajudar na apuração de uma possível gestão temerária no clube. O despacho não aponta responsabilidade individual de dirigentes. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro'