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Esporte Futebol Copa do Mundo Como Maradona contava a vitória de 86: 'Queria tirar a Inglaterra do plano' Em colaboração para o UOL 15/07/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A "Mão de Deus" de Maradona contra a Inglaterra em 1986 Imagem: Getty Images Antes de morrer em 2020, Diego Maradona teve muitas oportunidades de contar bastidores da vitória contra a Inglaterra em 1986. O craque argentino deixou registros em seu livro 'Meu Mundial, minha verdade', escrito com o jornalista Daniel Arcucci. Nesta quarta-feira (15), 40 anos após o duelo histórico, a Argentina volta a encarar o English Team em um jogo decisivo, valendo a vaga na grande final da Copa do Mundo de 2026. Os bastidores de 86 Tínhamos uma grande equipe. Uma boa equipe que foi se armando com as partidas, pela inteligência dos jogadores. E, sim, ficou muito melhor por minha presença. Por que vou mentir? Eu reconheço isso. Mas também estou convencido de que não ganhei o Mundial sozinho Maradona, no livro 'Meu Mundial, minha verdade' Maradona foi o grande protagonista do bicampeonato mundial conquistado pela Argentina em 1986. Ao longo da competição, Diego marcou 5 gols e deu 5 assistências. Fora os números, ele entrou para a história no jogo contra a Inglaterra. José Fucs O 'choque de gestão' proposto a Flávio Bolsonaro Sakamoto Senado ignora apelo pelo fim da 6x1 e vai descansar Marco Antonio Sabino Há sindicatos que envergonham os sindicatos Tony Marlon Rio acerta com proibição de anúncio de bets O jogo ganhou clima bélico por conta da Guerra das Malvinas, em 1982, entre os dois países. A atuação argentina dentro de campo acabou se tornando uma resposta ao conflito na ilhas sul-americanas. Não joguei a partida pensando que íamos ganhar a guerra, mas que íamos honrar a memória dos mortos, dar um alívio aos familiares dos rapazes e tirar a Inglaterra do plano mundial futebolístico Se fosse pelos argentinos, tínhamos que sair com uma metralhadora cada um e matar Shilton, Stevens, Butcher, Fenwick, Sansom, Steven, Hodge, Reid, Hoddle, Beardsley, Lineker. Mas nós nos distanciamos dessa discussão. Eles eram apenas nossos rivais. O que eu sim queria era dar chapéus, canetas, chamá-los para dançar, fazer um gol com a mão e outro mais, o segundo, que foi o maior gol da história O argentino também destacou que a culpa da guerra não deve recair somente nos britânicos. No livro, ele destaca que a ditadura no país sul-americano também tem grande responsabilidade por armar um conflito com um país que era muito mais desenvolvido na época. A guerra vitimou 649 argentinos e 255 britânicos. A verdade é que os ingleses tinham matado muitos garotos, mas se os ingleses são culpados, também são os argentinos que mandaram esses garotos enfrentarem sem recursos a terceira potência mundial Maradona Maradona e Peter Shilton antes de Argentina x Inglaterra na Copa de 1986 Imagem: David Cannon/Getty Images Continua após a publicidade La Mano de Dios e o Gol do Século Aos 6 minutos do segundo tempo, a bola viajou em direção a Peter Shilton, mas o goleiro inglês acabou surpreendido por Maradona. O argentino desviou com a mão e anotou o gol que seria batizado de 'La Mano de Dios'. Maradona conta em seu livro que percebeu a indecisão da arbitragem no lance e que Shilton não sabia com quem reclamar: "Olhei ao árbitro, que não tomava nenhuma decisão. Olhei ao bandeira, o mesmo. E fui correndo comemorar. Decidi o que eles não conseguiam decidir". Ele diz ainda que ficou na expectativa que os jogadores fossem comemorar com ele, para que a arbitragem não voltasse atrás na decisão. O técnico Bilardo, no entanto, havia proibido os meias e defensores de correrem para celebrar um gol na Copa, para que não se cansassem: 'Desta vez era necessário, precisava', relatou. Sergio Batista me perguntou na comemoração se foi com a mão, eu pedi que calasse a boca e seguisse festejando Maradona Apenas 4 minutos mais tarde, Maradona arrancou do meio-campo e driblou toda a defesa (incluindo o goleiro Shilton) para marcar o que seria chamado de 'Gol do Século'. Foi na narração de Victor Hugo Morales que Diego se tornou o 'barrilete cósmico' — um termo utilizado para dizer que ele tinha vindo de outro planeta. Continua após a publicidade Esse gol para mim tem uma música. E a música é a narração de Víctor Hugo Morales... Essa narração e as palavras do meu pai, depois, foram um prêmio. Meu pai nunca foi de fazer elogios. Mas, depois da partida, ele me deu um abraço e me disse que fiz um golaço Diego Maradona Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora O 'choque de gestão' proposto por Daniella Marques a Flávio Bolsonaro 08304: o que é o 'código' estampado na faixa que Yamal usou contra a França O que é a tendência estética da 'machosfera' que está adoecendo jovens Genial/Quaest: Aprovação do governo Lula supera numericamente desaprovação Governo Lula cogita usar reciprocidade contra tarifaço de Trump