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Em uma entrevista concedida ao tradicional jornal espanhol AS , o dirigente do Flamengo , José Boto , deu declarações esclarecedoras sobre o planejamento do clube carioca e os rumos do futebol nacional. Além de decretar a permanência do meio-campista espanhol Saúl Ñíguez , o português abordou o longo processo de recuperação médica do atleta e fez um alerta severo sobre os impactos da futura redução do limite de estrangeiros no Brasileirão até 2027.
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Boto detalhou a temporada do meio-campista Saúl Ñíguez . O dirigente lembrou que o atleta teve papel fundamental no fim de 2025, cobrindo a ausência de Eric Pulgar (lesionado no Mundial de Clubes ), mas que o ano de 2026 acabou comprometido por questões médicas.
Saúl conviveu com um quadro grave no tendão de Aquiles que o levou à mesa de cirurgia no fim de 2025. O processo de recuperação atrasou seu recondicionamento físico, gerando cobranças e oscilações.
— A verdade é que tem sido um ano difícil para ele, principalmente por motivos físicos e médicos . O Saúl teve um problema no tendão de Aquiles que levou a uma cirurgia no final de 2025, e tem sido difícil voltar à sua melhor forma . Mas acho que ele está em boa forma agora e fez algumas partidas fantásticas, no nível dele . Ele será muito útil nesta reta final de temporada — explicou Boto .
Com o surgimento de especulações no mercado da bola apontando um possível retorno de Saúl ao futebol europeu, Boto foi enfático e rechaçou qualquer hipótese de transferência imediata. O dirigente elogiou a paciência do jogador diante da forte concorrência no elenco do Flamengo .
— Não vai sair. Ele tinha consciência de que não estava jogando por causa de limitações físicas e porque temos jogadores excelentes na posição. Não é fácil conquistar uma vaga de titular no Flamengo. Mas ele teve paciência, capacidade de entender a situação e trabalhou duro. Agora, está em posição de lutar por um lugar na equipe titular — finalizou o dirigente ao jornal AS .
Questionado sobre a projeção de diminuição das vagas para estrangeiros no Brasileirão até 2027, o dirigente rubro-negro não poupou críticas à medida e explicou a dinâmica do mercado da bola sul-americano :
— Acho que isso será prejudicial para o Campeonato Brasileiro . Os jogadores brasileiros talentosos continuarão saindo muito jovens, já que os clubes brasileiros não têm capacidade para reter esses talentos . Como os clubes compensavam isso ? Buscando jogadores importantes na América do Sul — da Argentina, Colômbia, Peru, Uruguai — que elevavam o nível do campeonato .
Boto argumentou que a força recente do Brasil na Libertadores decorre diretamente dessa capacidade de atração e montagem de elencos estrelados. Para ele, o enfraquecimento dessa regra só beneficiará os rivais continentais.
— Hoje, se você olhar para os quatro semifinalistas da Libertadores, há três brasileiros e um argentino . Com essa medida, os únicos que ficarão felizes serão os argentinos, já que isso equilibrará os times . Você estará jogando com uma segunda linha de brasileiros, que não tem a qualidade daquela primeira linha de estrangeiros que temos . É uma medida que não terá nenhum efeito positivo, mas sim um efeito negativo em competições internacionais — alertou o dirigente ao diário espanhol .