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Futebol Falta de atacantes faz Diniz mudar estilo e buscar novo DNA ao Corinthians Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo (SP) 13/08/2026 12h00 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Fernando Dinz comandou treinamento do Corinthians em Rosario Imagem: Rodrigo Coca/Agência Corinthians A falta de atacantes fez Fernando Diniz mudar características de trabalho e buscar um novo DNA para o Corinthians. iante da redução das opções ofensivas, o treinador passou a priorizar a solidez defensiva, diminuir a posse de bola e utilizar mais ligações diretas para o ataque. Poucos atacantes O Corinthians chega aos jogos decisivos contra o Rosario Central, pelas oitavas de final da Libertadores, com apenas cinco opções ofensivas: Dieguinho, Gui Negão, Jesse Lingard, Kaio César e Pedro Raul. Kaio, inclusive, apresentou índices elevados de desgaste nos últimos dias e foi preservado do treino de terça-feira para estar em condições de atuar nesta quinta, na Argentina. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Segundo fontes ligadas à comissão técnica, desde que chegou ao clube, no início de abril, Diniz já considerava o elenco carente de peças de ataque, principalmente jogadores com capacidade de dar amplitude pelos lados do campo. Essa também era uma percepção de Dorival Júnior, antecessor do treinador. O problema se agravou com a perda de alternativas encontradas pelo próprio Diniz no elenco. Kayke, titular nas cinco primeiras partidas da equipe sob seu comando e que vinha recebendo oportunidades após ficar fora dos planos anteriormente, sofreu uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo em abril. Três meses depois, Zakaria Labyad, outro jogador encontrado pelo treinador no elenco, sofreu a mesma lesão durante a partida contra o Athletico-PR, pelo Campeonato Brasileiro. O marroquino está fora da temporada. Perda de titulares Yuri Alberto se machucou antes de sequència decisiva do Corinthians, e Memphis não teve contrato renovado Imagem: JHONY INACIO/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO Diniz também perdeu os dois titulares do ataque no período de jogos mais importantes do ano. Yuri Alberto sofreu uma lesão de grau dois na parte posterior da coxa direita contra o Athletico-PR, ficou fora dos dois jogos contra o Internacional, pela Copa do Brasil, e não viajou para enfrentar o Rosario Central na Argentina. Continua após a publicidade Memphis Depay deixou de ser opção após o Corinthians decidir não renovar seu contrato . O holandês teve apenas 80 minutos em campo com Diniz, que defendia a continuidade do atacante. O contrato de Memphis terminou em 31 de julho. O jogador voltou ao Brasil depois de disputar a Copa do Mundo pela Holanda e passar 25 dias de férias, realizou exames médicos e buscou a extensão do vínculo, mas não teve a permanência assinada pelo presidente Osmar Stabile. Segundo apuração do UOL, havia um acordo verbal entre o estafe do jogador e os departamentos de futebol, marketing e financeiro do Corinthians desde o fim de julho. Memphis se considerava apto a atuar alguns minutos contra o Internacional e a disputar os 180 minutos diante do Rosario , mas a diretoria decidiu pela não permanência. Vitinho foi outra baixa no setor ofensivo. Embora estivesse entre as últimas opções de Diniz por não apresentar as características buscadas pelo treinador, o atacante não ficou à disposição desde a chegada da comissão técnica: primeiro, por uma lesão no quadril sofrida em abril; depois, por um problema no joelho esquerdo, que exigiu cirurgia . Defesa como compensação Com a redução das alternativas ofensivas, a comissão técnica passou a trabalhar cada vez mais a solidez defensiva. Na avaliação de Diniz, o Corinthians já apresentava boas características no setor desde sua chegada, como herança do trabalho de Dorival Júnior. Continua após a publicidade A comissão passou a aprimorar esse aspecto para compensar os problemas no ataque. O auxiliar Léo Porto tem papel importante nesse processo e, segundo fontes ligadas à comissão, comanda a maior parte dos treinamentos defensivos desde o início do trabalho no clube. Léo também trabalha com a equipe de análise de desempenho na produção de vídeos para correção de movimentos defensivos e estudo dos adversários. Antes das partidas, costuma reunir zagueiros, laterais e volantes para fazer essas correções e análises. Em campo, o auxiliar conduz os treinamentos de defesa nas atividades em que o elenco é dividido por setores. O trabalho acompanha a mudança promovida por Diniz para adaptar o time às limitações ofensivas. Diniz passou a priorizar um Corinthians mais forte defensivamente, com menos posse e mais ligações para o ataque. A estratégia também aproveita a sustentação de Pedro Raul, que ganhou a vaga de titular durante a ausência de Yuri Alberto. O treinador chegou a testar Jesse Lingard como referência no setor, mas concluiu, segundo apuração do UOL, que o inglês é mais frágil para atuar nessa função. Por isso, a tendência é utilizá-lo como alternativa para dar amplitude pelos lados do campo. Gui Negão possui, na visão de Diniz, características mais próximas das de Yuri Alberto, principalmente pelo ataque aos espaços. O atacante, porém, vive um momento de baixa e perdeu espaço com o treinador corintiano. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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