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Análise dos Times

Ponte Preta

Principal

Motivo: Tom crítico: destaca recordes negativos, goleadas, jejum histórico e caos administrativo como causa do fracasso

Viés da Menção (Score: -0.4)

Motivo: Citado de forma neutra apenas como adversário da derrota por 2 a 0, sem elogios ou críticas ao desempenho

Viés da Menção (Score: 0.1)

Palavras-Chave

Entidades Principais

copa do brasil serie b botafogo-sp vila nova cuiaba paulistao arena pantanal ponte preta serie c londrina marco antonio eberlin luiz torrano nelsinho baptista

Conteúdo Original

Ponte Preta é rebaixada para a Série C do Brasileiro O segundo rebaixamento em 2026, com a queda na Série B do Brasileiro sacramentada neste sábado na derrota por 2 a 0 para o Cuiabá, na Arena Pantanal , faz a Ponte Preta repetir a pior temporada dos seus 126 anos de história. + ge Ponte Preta no WhatsApp; clique aqui para seguir! Afundado em uma crise financeira e administrativa sem fim, o clube já tinha caído no Paulistão, a exemplo do que ocorreu em 1995, quando amargou descensos nas mesmas competições (só que depois, em 96, jogou a Série B porque o América-SP, em razão de problemas financeiros, desistiu da participação, e a Ponte ficou com a vaga). Ponte Preta completa 126 anos em meio à maior crise de sua história No geral, os números atuais são ainda piores. Em 95, a Ponte teve oito vitórias, 10 empates e 22 derrotas em 40 jogos entre Paulistão e Série B. Agora, são apenas quatro vitórias, contra 32 derrotas e cinco empates em 41 partidas contando Paulista, Série B e Copa do Brasil, além de 81 gols sofridos e 21 marcados (70 contra 36 a favor em 1995). 1 de 2 Cuiabá x Ponte Preta, Série B — Foto: AssCom Dourado Cuiabá x Ponte Preta, Série B — Foto: AssCom Dourado Outra relação entre as temporadas está no fato de que a Ponte, em 2026, levou duas goleadas por 6 a 0, para Vila Nova e Londrina fora de casa - as maiores goleadas da atual edição da Série B. O time não perdia por um placar tão elástico justamente desde 1995 - 6 a 0 para o XV de Piracicaba, no Majestoso, pelo Paulista. Na lanterna da Série B com 13 pontos - e 21 em disputa, a Ponte não pode mais alcançar o Botafogo-SP, primeiro fora da degola, com 35, e cai com sete rodadas de antecedência. A queda no Paulistão também foi como lanterna, com apenas um ponto em oito partidas. Triste rotina Agora, são quatro rebaixamentos desde 2022, quando o atual grupo político comandado por Marco Antonio Eberlin assumiu a Ponte: dois no Paulistão e agora também dois na Série B do Brasileiro. Ex-treinador Nelsinho Baptista falou sobre crise da Ponte Preta Já no século, o clube chega a sete quedas - cinco com a participação de Eberlin, uma vez que ele também fez parte da campanha do Brasileirão de 2006, quando, como vice-presidente e diretor de futebol (mesmos cargos que ocupa agora após Luiz Torrano virar presidente), montou o elenco para o campeonato, mas saiu após a oitava rodada. Os outros rebaixamentos desde 2001 foram da Série A para a Série B em 2013 e 2017. 2 de 2 Eberlin participou de cinco dos sete rebaixamentos da Ponte no século — Foto: Oscar Herculano/ EPTV Eberlin participou de cinco dos sete rebaixamentos da Ponte no século — Foto: Oscar Herculano/ EPTV Outras quedas Ao longo da história, a Ponte caiu outras duas vezes no Paulistão: 1960 e 1987. Em 1986, a Ponte, pelo regulamento do Brasileirão, era para ter sido rebaixada para a segunda divisão do ano seguinte por ter sido última colocada do seu grupo na segunda fase, mas na sequência houve a polêmica criação da Copa União de 1987, desconsiderando as quedas. Já em 1989, o regulamento da Série B não previa rebaixamento, mas o time terminou na última colocação do seu grupo na primeira fase - e disputou a Série C de 1990, quando os integrantes foram definidos por seletivas estaduais. Crise sem fim e marcas negativas Com a queda confirmada, a Ponte iguala um recorde negativo da Série B na era dos pontos corridos: o de clube rebaixado com maior antecedência desde 2006, ao lado do Duque de Caxias, em 2011, também na 31ª rodada. + CLIQUE AQUI e leia mais sobre a Ponte O time também registrou o maior jejum da história da divisão, ficando 22 jogos consecutivos sem ganhar, entre abril e setembro. Em campo, a equipe também acumulou marcas negativas. A sequência terminou com a vitória por 1 a 0 sobre o CRB, pela 29ª rodada, e foi a maior da história da divisão. Ponte Preta quebra jejum em fim de semana marcado por SAF reprovada A campanha da Ponte em 2026 ocorre em meio à crise financeira e administrativa que acompanha o clube desde a temporada passada. Ao longo deste ano, o noticiário da Ponte foi marcado por atrasos nos pagamentos a elenco, integrantes do departamento de futebol e funcionários, além da saída de mais de 30 jogadores, paralisação das atividades em protesto às pendências (o time chegou a jogar somente com jogadores formados na base para evitar W.O. na Série B contra o América-MG) e inúmeras ações trabalhistas em capítulos que mancham a história alvinegra. O desempenho em campo foi consequência natural do caos fora das quatro linhas, principal responsável por levar a Ponte de volta à Série A2 e à Série C em 2027.