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Esporte Futebol Copa do Mundo Mattos sobre congoleses: 'Atleta pensa na origem, mas também onde jogará' Do UOL, em São Paulo 01/07/2026 17h02 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A escolha de jogadores nascidos fora do país por seleções ligadas à origem familiar mistura identidade e oportunidade esportiva, avaliou Rodrigo Mattos no Fim de Papo , do Canal UOL. O tema apareceu ao discutir a 'Copa da diáspora' na Copa do Mundo de 2026, com exemplos de atletas que cresceram na Europa e optaram por defender a nacionalidade dos pais ou avós, como ocorre em seleções africanas. O comentário veio depois da partida entre RD Congo e Inglaterra. Entre os congoleses, vários jogadores nasceram em outros países. M'Pasi e Masuaku nasceram na França, além de outros atletas que nasceram na Bélgica. Rafael Reis Há 13 jogos, parar Haaland é uma missão impossível PVC Como Ancelotti freou Haaland no passado Maria Prata Copa expõe mudança no consumo de informação Casagrande Inglaterra sofre até Kane tirar 2 coelhos da cartola Eu acho curioso dessa diáspora é que o jogador tem tudo isso, que ele pensa na origem e tal, mas ele pensa também assim, nesse time aqui eu vou jogar, no outro eu não vou. E o Bouaddi, por exemplo, que tá jogando muito bem o volante de Marrocos, ele era da divisão de base da França. E chegou um determinado momento que ficou ali, como a França tem muito jogador, ele ficou ali, olha, vou, não vou, vou, não vou, não vou, e o Marrocos chamou ele e falou assim: ó, se você vier aqui tem Copa pra você. Rodrigo Mattos Na sequência, Mattos sustentou que a decisão raramente tem um único motivo. Para ele, a origem pesa, mas o cálculo de carreira entra forte quando a concorrência em seleções tradicionais fecha portas. Esses jogadores têm nacionalidades divididas, a identidade deles é dividida, né? Eles cresceram num país, tem um pai de outro. [...] Tem todas essas circunstâncias nessa identidade esportiva que o Lázaro comentou, que hoje tem uma mistureba de motivos pelos quais eles vão tomar uma decisão para ir para uma seleção ou outra. Rodrigo Mattos Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Paulo Massini levou a discussão para o efeito dentro de campo. Na leitura dele, o ganho não é só de elenco, mas de qualidade de jogo, porque muitos desses atletas recebem formação e estrutura de alto nível nos países onde nasceram. Eu acho legal a gente ressaltar qual é o impacto disso na qualidade do jogo, que aí é que tem um impacto. [...] Esses jogadores recebem formação. A formação deles é ótima. Então na base, nos países onde eles nasceram, na Bélgica, na Inglaterra, na Holanda, eles recebem o que há de melhor em termos de estrutura de treinamento, formação, horas de treino. Então é isso que leva ao jogador se desenvolver também e chegar na Copa do Mundo e jogar um bom futebol. Paulo Massini Fábio Lázaro concordou que a 'diáspora' amplia o nível competitivo e apontou que seleções como Marrocos já fazem esse movimento há mais tempo, com contato ativo com atletas de segunda geração e familiares no país de origem. Continua após a publicidade Relacionadas Mattos: 'Tuchel criou as condições para o Kane decidir para a Inglaterra' Inglaterra ou México: qual é mais difícil para o Brasil? Colunistas debatem Fábio Lázaro: 'Quem tem Harry Kane tem muita coisa a comemorar' Marrocos que chegou longe e tem chegado longe também nessa. Já eliminou uma seleção de camisa como Holanda. Fez todo um trabalho de entrar em contato com esses jogadores que não nasceram de fato no Marrocos, mas que tinham alguma ligação familiar. Tinha um pai, uma mãe, ou uma segunda geração, um avô, avó, e tinha uma ligação, ainda que não tenha nascido no país. Fábio Lázaro O comentarista também citou casos em que a escolha pela seleção 'alternativa' abre espaço que dificilmente existiria em um elenco mais concorrido, como o de jogadores com dupla nacionalidade ligados ao Brasil. O exemplo que eu ia dizer é o Maurício, né? [...] Paraguai. Fatalmente não teria espaço na seleção brasileira. Mas aí o pai dele é paraguaio, ele foi jogar na seleção paraguaia, teve espaço, jogou contra a Alemanha, bateu pênalti contra a Alemanha, tá jogando na Copa do Mundo. Fatalmente ele não teria espaço na seleção brasileira. Fábio Lázaro Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora MG4 Urban chega com produção nacional mirando elétricos chineses 'baratos' Samsung por R$ 749 e dobrável da Motorola a R$ 2.897: celulares têm 54% off Congoleses fora da Copa: Kane impede o futebol de fazer justiça histórica Harry Kane brilha, Inglaterra vira contra RD Congo e vai às oitavas da Copa Inglaterra 2 x 1 RD Congo | Melhores Momentos | Copa 2026