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Futebol Obsessão por Neymar, olé da vingança e Fifa atrasada: o clima de Miami Rodrigo Mattos , Paulo Vinicius Coelho (PVC) e Danilo Lavieri Do UOL, em Miami (EUA) 24/06/2026 21h01 Atualizada em 24/06/2026 21h43 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Antes do jogo entre Brasil e Escócia, no estádio de Miami, ouvia-se o grito de "No Scoland, No Party" rebatido por cantos difusos da maioria brasileira que pedia "Neymar" ou declarava "guerra". Iniciada a partida, as torcidas tomaram o ritmo de seus times. No total, houve 64.478 pessoas no estádio, praticamente lotado. A Escócia tinha a posse de bola, surpreendentemente, no primeiro tempo, e a torcida passou a gritar um "olé" em passes na defesa, com um misto de festejo e auto-ironia. Milly Lacombe O melhor do jogo passou quase sem se fazer notar Casagrande Brasil se classifica, mas agora a brincadeira acabou Mauro Cezar Vini Jr. decidiu de novo e ainda tiraram um gol dele Tatiana Farah Desabafo de Michelle complica Flávio Bolsonaro Mas essa posse era improdutiva e gerava riscos, como o assumido por Mckenna, que perdeu a bola Rayan. A bola foi em Vinicius Júnior para um drible seco e o gol. No som da Fifa, tocava a música tema escolhida pela CBF, "Bate no Peito". A pressão brasileira funcionava e Vini Jr. teve outra chance de fazer o gol em um chute para fora. Balançou os braços e foi respondido pela vibração da torcida. Hendry também perdeu a bola para Vini Jr. e seria o segundo gol. O árbitro mexicano César Ramos foi ao VAR para ver uma falta em toque leve do jogador. Os escocês festejaram, os brasileiros reagiram com hostilidade habitual ao juiz. Neymar 1/6 Neymar e gols alheios A hidratação teve um show com mistura de gaita de fole e samba de gosto duvidoso. Continua após a publicidade Outra inovação teve efeito maior na torcida. A entidade começou a mostrar o placar do jogo Marrocos x Haiti, com direito a replay do gol, uma novidade em Copas. O problema é que a Fifa estava meio sem timing. Primeiro, avisou da abertura do placar do Haiti e do empate de Marrocos. Só que aí o time caribenho já tinha feito o segundo. Aí a Fifa avisou do gol haitiano, e Marrocos já tinha empatado. Resultado: a torcida comemorava ou lamentava atrasada. O Brasil jogava bem, mas não demorou para a torcida começar a pedir Neymar. O primeiro grito ainda tímido foi aos 6 minutos do segundo tempo. A seleção fez mais um gol, com Matheus Cunha, mas isso não impediu uma nova onda de pedidos quando Ancelotti se movimentou no banco. Até o showzinho de gaita de fole, durante a hidratação, foi no ritmo do gripo de "ole, ole, olá, Neymar". Ajudou a puxar a torcida. A câmera já o filmava, e Ancelotti se rendeu e botou o atacante para aquecer. Olé sem ironia Os festejos da torcida foram como de um gol quando ele se direcionou para o lado do campo. E maiores ainda quando entrou no lugar de Matheus Cunha, aos 30 minutos do segundo tempo. Continua após a publicidade Cada toque na bola era uma animação. Não foram muitos toques, é verdade, faltava ritmo a Neymar. Parecia que só de estar em campo já tinha atendido o furor da torcida no estádio. Ao final, com 3 x 0, foi a vez dos brasileiros cantarem um "olé". Sem ironia, de vingança. Após o triunfo, a seleção brasileira terminou o grupo C na primeira colocação e agora terá pela frente o segundo colocado do grupo F, que, neste momento, é o Japão. O duelo está marcado para a próxima segunda-feira, dia 29 de junho, às 14 horas (de Brasília), em Houston, nos EUA. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Ancelotti elogia seleção e projeta mata-mata: 'Agora chega o bonito' Brasil bate Escócia na estreia de Neymar e passa em 1º após show de Vini Jr Brasil vence e classifica, mas agora a brincadeira acabou Contra quem o Brasil vai jogar o próximo jogo? Veja possíveis adversários Marrocos vira após gol histórico do Haiti e passa em 2º no grupo do Brasil