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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Dinizistas acham que só eles entendem Diniz e que os críticos são limitados Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 03/08/2026 12h49 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Fernando Diniz comandou o Corinthians contra o Inter, no Beira Rio Imagem: Maxi Franzoi/AGIF Quando o "dinizismo" funciona, os(as) "dinizistas" o chamam de gênio. Mas quando o "dinizismo" não funciona, os(as) "dinizistas" dizem que a culpa é dos jogadores. Contra o Internacional, suas mudanças fizeram o time ficar vulnerável e, com isso, sofrer os dois gols e perder a partida. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo Todas as alterações feitas por Diniz, que os(as) "dinizistas" chamam de ousadia, na realidade desequilibram um time e colocam em risco uma classificação, porque ainda há o segundo jogo em casa. Tirar zagueiros e colocar volantes, tirar volantes e colocar atacantes é ousadia no segundo jogo e caso o time precise fazer gols, e não no primeiro jogo, e ainda fora de casa. Quem sai para distorcer a realidade e criar uma narrativa falsa de que a ousadia dele encanta nunca competiu na vida. Os atletas de alto rendimento, independentemente do esporte, competem para vencer. O treinador tem que mexer no time de acordo com o jogo, e não com sua ideologia. Estar empatando com o Internacional no Beira-Rio, com o segundo jogo na Neo Química Arena, não exigia tirar um volante e colocar um atacante. Continua após a publicidade Era preciso continuar tentando vencer a partida com o esquema que está funcionando e não se aventurar sem responsabilidade alguma e perder o jogo por 2 a 0. A culpa dos jogadores entra porque jogaram mal. Quem entrou em campo não fez aquilo que Fernando Diniz esperava, mas não havia nenhuma necessidade de as alterações serem daquele jeito. Rodrigo Garro não está jogando nada, além de exagerar nas simulações, mas, se o "dinizismo" não está funcionando, não é culpa dele, e sim da insistência de um modo de jogar único que Fernando Diniz tem. Para os(as) "dinizistas", a culpa sempre é de alguém ou do ambiente, nunca de Diniz. Ele era treinador do Vasco com o time sem conseguir reagir e a culpa era dos jogadores; no Athletico-PR foi culpa dos jogadores; no Santos, no São Paulo, no Cruzeiro e em todos os outros clubes foi culpa dos jogadores, e não de Diniz. Na seleção brasileira, ele também não teve responsabilidade alguma pelo pior ano da história da seleção brasileira. Continua após a publicidade O único trabalho real e incrível foi no Fluminense, quando venceu a Libertadores, mas, no ano seguinte, foi demitido, como sempre, porque o time não reagia. Os(as) "dinizistas" e os(as) "neymarzetes" possuem o mesmo tipo de comportamento. Omitem seus erros, culpam os outros por seu desempenho ruim e criam narrativas alternativas para a realidade. Vejam: Os(as) "neymarzetes" dizem que Neymar nunca chegou a uma final de Copa porque os outros jogadores eram ruins em quatro Copas do Mundo. Os(as) "dinizistas" dizem que, quando ele escala mal, quando mexe mal no time ou quando é demitido — o que é uma situação frequente —, a culpa é dos jogadores. Continua após a publicidade Claro, proteger seu "mito" a todo custo, ainda que seja criando falsas narrativas. Muitas vezes, a arrogância e a prepotência são classificadas como ousadia. Contra o Internacional, a responsabilidade da derrota cai nas mãos de Fernando Diniz, sim, apesar de que quem entrou não fez nada, principalmente Pedro Raul. Para os(as) "dinizistas", ele é um gênio quando vence e um incompreendido quando perde. Os(as) "dinizistas" também se comportam com arrogância quando dão a entender que só eles entendem Diniz, e quem o critica é limitado. Fernando Diniz é um bom treinador, mas não apresenta nenhum esquema alternativo, e sempre chega um momento, em todos os clubes que dirige, em que as coisas param de funcionar, exatamente quando o time precisa de uma alternativa de jogo. Continua após a publicidade Acredito que o Corinthians pode, sim, se classificar vencendo o Internacional na Neo Química Arena por dois gols de diferença — e vencendo nos pênaltis — ou por três gols ou mais, porque já conseguiu esse feito com diversos treinadores diferentes em sua história. O time já teve viradas históricas desde sempre em sua existência. Nos últimos anos, virou um 2 a 0 várias vezes com Silvinho, Vitor Pereira, Luxemburgo. Então, se Fernando Diniz conseguir essa virada, também entrará para a história como todos os outros, apesar de que os(as) "dinizistas" tentarão fazer com que esse feito seja único por ser ele o treinador. Critica-se muito o técnico Abel Ferreira e tantos outros treinadores que exageram no comportamento no banco, mas, sobre Fernando Diniz, muitos se calam. Ele já desmoralizou vários jogadores publicamente, com o estádio todo e a imprensa vendo. Inclusive, chegou ao cúmulo na transmissão ao vivo na TV, no jogo entre Bragantino e São Paulo, quando foi desrespeitoso com Tchê Tchê. Continua após a publicidade Esse fato foi o mais pesado que vi entre um treinador e um jogador e causou a perda do título do Campeonato Brasileiro pelo São Paulo naquele ano, porque rachou o grupo. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Cúpula do Master citou advogada que recebeu R$ 33 mi como 'sócia' de Gilmar Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim' Eleição já sofre cerco dos EUA. Resta saber alcance da mão peluda de Trump Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Ídolo na Ítalia, Sandro Mazzola morre aos 83 anos