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Ontem, sob a atmosfera da Vila Belmiro, o Santos abriu o dia com ares de brasileiro: Neymar abriu o placar aos 3 minutos, aproveitando um lançamento preciso de Lautaro Díaz e entrando para uma sequência de 105 dias sem gols que finalmente ganhou contorno de festa no início do jogo. A celebração foi ampla, com a presença da família e a alegria contida na imprensa; o gol foi descrito como um retorno emocionante do camisa 10, que ainda citou Romário na entrevista de intervalo, um momento que ficou marcado na memória da torcida. [ ] Mas, como toda novela, o segundo tempo trouxe o lado vilão: Neymar foi protagonista de um pênalti que deu o empate ao Mirassol, em lance revisado pelo VAR, e o Santos acabou cedendo o 1 a 1. O time manteve um fio de esperança, mas o episódio consolidou uma noite de altos e baixos para o Peixe. [ ] Na área administrativa da equipe, o técnico Juan Pablo Vojvoda mereceu o juízo direto ao irritar-se com uma pergunta sobre a atuação de Neymar após o empate; o treinador preferiu falar da coletividade e enaltecer o desempenho do time, deixando claro que a discussão sobre o camisa 10 ainda mexe com o clima do vestiário. [ ] A leitura da tabela não foi menos dramática: o Santos segue na beira da zona de rebaixamento, em 16º lugar com 37 pontos, e o próximo desafio é o Internacional, no Beira-Rio, em Porto Alegre, numa rodada que se anuncia como crucial para o desfecho do Brasileirão. [ ] Entre as respostas, o episódio ganhou desfecho com Neymar pedindo desculpas pelo pênalti, reconhecendo o erro e reforçando a confiança na reação do Santos para os minutos finais da competição; a reflexão foi publicada após o jogo e carrega o peso de uma temporada que ainda pode reservar dias melhores. [ ] Para quem analisa o custo da estrela, o comentário de Rodrigo Mattos com tom crítico ecoou: “Neymar não vale 80 milhões no semestre”, lembrando que os brilhos não garantem retorno financeiro diante da realidade do time. A discussão sobre o valor da contratação segue em pauta. [ ] Do outro lado, Robinho Júnior, promessa da base, entrou aos 17 minutos do segundo tempo com o time buscando acender a partida, enquanto o técnico afirmava a estratégia de usar a base de forma progressiva para não desgastar os titulares. [ ] No conjunto da obra, a narrativa do dia ficou marcada pela oscilação de Neymar: herói no primeiro tempo, vilão no segundo, um roteiro que manteve a torcida atenta, com a esperança de que dias melhores cheguem para o Santos. [ ]