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Só para assinantes Assine UOL Opinião Como segurar Palmeiras e Flamengo? Juca Kfouri Colunista do UOL 23/07/2026 13h03 Deixe seu comentário Resumo Ouvir na voz do colunista 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Palmeiras x Flamengo (Imagem: Lance!) Imagem: Reprodução / Internet Terminado o primeiro turno do Campeonato Brasileiro as diferenças de qualidade técnica e potencial dos elencos de Palmeiras e Flamengo gritam de maneira ensurdecedora nos ouvidos dos demais 18 participantes do torneio, concorrentes apenas às vagas na Libertadores e Copa Sul-Americana ou à fuga do rebaixamento. A vantagem alviverde paulista sobre o rubro-negro carioca deve ser de quatro pontos quando o Flamengo cumprir o jogo que resta diante do Mirassol, no Maracanã. Com o que temos o Palmeiras nada menos de 11 pontos à frente do Athletico Paranaense, o terceiro colocado. Mônica Bergamo Mendonça causa incômodo na PF no caso INSS Wálter Maierovitch Nunes Marques fraqueja, e Flávio sai no lucro Sakamoto Flávio toca o berrante do golpe para reunir rebanho Tatiana Farah Renan Santos já anda com escolta da Polícia Federal Note que o Furacão está 13 pontos adiante do Vasco, o primeiro dos quatro últimos. O que se viu na volta do Brasileirão parece não deixar dúvidas, tamanha a facilidade com que tanto o líder quanto o vice-líder venceram Coritiba e Chapecoense fora de casa e sob condições ambientais inóspitas. Aí torcedores do Atlético Mineiro e do São Paulo consultam a tabela e botam as mãos nas cabeças desesperançosos porque, no domingo, os mineiros enfrentarão o Palmeiras na casa verde e os paulistas irão ao Maracanã. De antemão se contentariam com empates, coisa que os dois ponteiros na tabela nem cogitam. Por mais que tenham camisas pesadas, o Galo e o Soberano não disputam a mesma competição disputada pelos líderes. E não só eles. Todos! Continua após a publicidade E a culpa é deles, se não de todos, porque se Bragantino, Coritiba, Vitória, Mirassol, Remo e Chapecoense não podem mesmo aspirar o topo, os demais 12 deveriam poder — e a não ser por acidente, ou por práticas não-sustentáveis, também não podem. Está mais que na hora de os torcedores do pelotão que deveria ter condições de competir de igual para igual, exigirem de seus cartolas o fim de tal estado de coisas. E não será na perseguição a jogadores ou na pressão por queda de treinadores. Clubes com massas torcedoras do tamanho que o Brasil proporciona não têm justificativas para tamanha humilhação. O Corinthians tem muito mais potencial que o Atlético de Madrid, o São Paulo não é o Athletico Bilbao, o Vasco é muito maior que o Villarreal e assim por diante quando se fala em espanholização do futebol brasileiro. Aliás, se, de fato, fosse mesmo verdade, a Seleção Brasileira, ao menos, não teria sido relegada ao papel de figurante nas Copas do Mundo, ou seja, algum benefício teríamos com tamanha concentração de poderio. Continua após a publicidade O que falta ao nosso futebol é uma política nacional de indução que valorize a base, a formação da liga de clubes e a mudança de modelo de gestão, com o fim do associativismo nos clubes que vivem endividados enquanto enriquecem seus cartolas, noves fora as exceções de praxe. É isso ou restará buscar títulos em mata-matas e armar jogadores com laços, arco e flechas para tentar derrotar Palmeiras e Flamengo. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Gabriel Pec sofre fratura em estreia pelo Cruzeiro e passará por cirurgia Passageiros levam mais de 4h para chegar ao trabalho após incêndio em trem Chuva no RS afeta 169 cidades, destrói ponte e tira mais de 1.000 de casa EUA repetem hoje na Arábia Saudita o erro atômico cometido no Irã de 1957 Samsung quer que seus relógios ajudem você a prevenir problemas de saúde