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O Vasco abre uma semana de decisões tentando equilibrar ambição e fôlego: a vitória por 3 a 2 sobre o Corinthians derrubou a estimativa de rebaixamento de 10,3% para 3,1%, mas o calendário não dá trégua. Primeiro vem o clássico contra o Flamengo; três dias depois, a semifinal da Copa do Brasil diante do Palmeiras, torneio que se tornou a principal esperança de título. Pedro Emanuel avaliará o desgaste do elenco — com Paulo Henrique ainda sentindo dores e Puma Rodríguez em boa fase — antes de escolher a equipe. Fora das quatro linhas, o clássico ganhou seu próprio capítulo: a divisão de ingressos no Nilton Santos mudou da proposta inicial de 90/10 para 50/50, após negociação mediada pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj). A escolha do estádio veio depois do desgaste em torno do Maracanã; São Januário foi vetado pelo Bepe por restrições de segurança, enquanto o parecer apontou o Maracanã como primeira opção e o Nilton Santos como alternativa viável. O susto mais agudo do dia veio com Robert Renan: o carro do zagueiro capotou e ficou destruído, mas ele saiu ileso, foi ao centro de treinamento e chamou o episódio de “livramento”. A notícia inevitavelmente lembrou o acidente de Cauan Barros, também neste mês, que terminou com um corte no pé. E há ainda a memória do palco: no Nilton Santos, o Vasco soma apenas duas vitórias em 14 clássicos contra o Flamengo, contra sete derrotas e cinco empates; os triunfos vascaínos ficaram em 2012. A estatística pesa, mas a semana pede mais do que contas: administrar o corpo, sustentar a confiança e competir em duas frentes sem perder o passo.