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Só para assinantes Assine UOL Reportagem São Paulo: Justiça rejeita ação de Casares para suspender investigação Pedro Lopes Colunista do UOL 27/08/2026 17h46 Deixe seu comentário Julio Casares, ex-presidente do São Paulo, em entrevista ao UOL Imagem: UOL Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A Justiça de São Paulo rejeitou neste quinta-feira uma ação da defesa do ex-presidente do São Paulo Julio Casares que pedia a suspensão do inquérito policial que apura lavagem de dinheiro e desvios no clube. O caso foi revelado com exclusividade pelo UOL em janeiro deste ano. Foram sacados R$ 11 milhões em dinheiro vivo das contas do São Paulo. Casares, presidente na época, recebeu R$ 1,5 milhões em depósitos fracionados em espécie. Procurada pela coluna, a defesa de Casares falou em cerceamento de defesa e disse que buscará a revisão da decisão no tribunal de Justiça. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo "A defesa de Julio Casares, exercida pelos advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, vê com indignação a confirmação do cerceamento de defesa e o privilégio dado ao Ministério Público. Proibir a defesa de estar presente em ato da Autoridade Policial, no qual se fizeram presentes 02 (dois) Promotores de Justiça é inverter a lógica da paridade de armas na atuação entre acusação e defesa, demonstrando o tratamento dispare. Essa ilegalidade certamente será revista pelo Tribunal de Justiça", diz a nota. Casares entrou em abril com um mandado de segurança alegando violações ao seu direito de defesa no processo. O centro do argumento está em depoimentos de duas testemunhas, uma secretária da presidência e o diretor financeiro Sérgio Pimenta, em abril deste ano. A defesa do ex-presidente não esteve presente nos depoimentos e não teve ciência da data na qual eles aconteceriam. Eles contaram com a presença do Ministério Público, que fez diversas perguntas às testemunhas. À Justiça, a defesa de Casares afirma que a medida violou o direito de defesa, prerrogativas profissionais dos advogados e o princípio de paridade de armas, já que o órgão de acusação esteve presente. A força-tarefa que conduz a investigação se defendeu no processo, apontando que a presença de representados do investigado poderiam causar intimidação ou restrições nos relatos das testemunhas. O argumento foi acolhido. Na decisão, a juíza responsável apontou também que Casares ainda não é réu, mas sim investigado em um inquérito, e afirmou que a presença da defesa nos atos investigatórios não é absoluta. Continua após a publicidade Os depoimentos dados à força tarefa foram contundentes. As testemunhas afirmaram ao delegado Tiago Fernando Correia e aos promotores José Reinaldo Carneiro e Tomás Ramadan que Julio Casares tinha uma rotina mensal de saques de R$ 100 mil reais do clube. Atualmente, o São Paulo não consegue precisar o destino de R$ 7 milhões. A força tarefa não comenta as investigações, que correm sob segredo de Justiça. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Pedro Lopes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Médico é levado à polícia por chamar mulher para atendimento em 'cativeiro' Lula e Janja vão a SC pela 1ª vez na campanha e buscam voto feminino TSE aceita abrir ação de Flávio contra Lula por desfile no Carnaval do Rio