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Futebol Corinthians diverge de perito, não vê arena paga, mas une forças por estudo Fábio Lázaro e Guilherme Padin Do UOL, em São Paulo (SP) 03/09/2026 12h00 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Convite a Anísio foi feito pelo presidente Osmar Stabile Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF O Corinthians calcula que a dívida da Neo Química Arena com a Caixa Econômica Federal seja menor do que aponta o perito Anísio Castelo Branco . Mesmo assim, o clube decidiu convidá-lo para ajudar na revisão dos números. O que aconteceu O UOL apurou que a diretoria estima que a dívida, hoje na faixa de R$ 650 milhões, possa cair entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões. Assim, o saldo ficaria entre R$ 450 milhões e R$ 500 milhões. O valor é menor do que o apontado por Anísio. Pelos cálculos do perito, a diferença, atualizada até 2026, poderia chegar a cerca de R$ 460 milhões. Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo De acordo com a apuração do UOL, a diferença entre as contas ocorre porque elas usam períodos e documentos diferentes. O estudo de Anísio considera documentos públicos disponíveis até 2019. O Corinthians, por sua vez, inclui contratos, juros e renegociações feitos depois desse período. Por isso, o clube entende que o cálculo do perito não considera todos os contratos e custos que vieram após a última negociação, em 2022, durante a gestão do ex-presidente Duílio Monteiro Alves. Na avaliação corintiana, essas informações mudam a evolução da dívida e impedem que o valor do estudo seja aplicado diretamente ao saldo atual. Quando houve a renegociação mais recente, há quatro anos, a dívida era de cerca de R$ 611 milhões. O acordo definiu prazo de 20 anos, pagamentos a cada três meses com receitas da Arena e uma nova forma de quitar o financiamento. A partir da renegociação, a dívida passou a ser corrigida pelo CDI mais 2%. Para o Corinthians, essa cobrança, somada ao período em que os pagamentos ficaram suspensos durante as negociações, gerou novos encargos. O clube entende que os juros acumulados desde 2019 mudam o resultado da análise. Por isso, avalia que os problemas apontados por Anísio podem reduzir a dívida, mas não significam necessariamente que o financiamento esteja quitado. Aproximação Anísio Castelo Branco em entrevista ao UOL Imagem: Reprodução/UOL Continua após a publicidade Apesar da diferença nos cálculos, Corinthians e Anísio decidiram trabalhar juntos. Durante reunião com o presidente Osmar Stábile, no Parque São Jorge, nesta quarta-feira (2), o perito foi convidado a colaborar com o grupo que vai revisar a dívida. A ideia do Corinthians é usar a diferença entre os cálculos como ponto de partida para uma nova rodada de conversas com a Caixa. O clube pediu a intermediação da Advocacia-Geral da União (AGU) em ofício encaminhado nesta terça-feira (1º). O clube mantém uma equipe dedicada ao financiamento da Arena e tem documentos que não foram usados no estudo enviado ao Ministério Público de São Paulo. Na reunião com Stabile, Anísio explicou como chegou aos números. Ele apresentou os documentos usados no estudo, mostrou os problemas que identificou e ouviu os representantes do Corinthians sobre os contratos assinados depois de 2019. O clube considera que o estudo tem pontos que precisam ser analisados, mas ainda não adotou os números de Anísio como posição oficial. Por isso, convidou o perito para participar da revisão. A ideia é dar a ele acesso às informações posteriores a 2019 e comparar as duas contas. Continua após a publicidade Caixa precisa autorizar acesso a documentos O Corinthians quer entregar a Anísio os dados financeiros e os contratos mais recentes, mas precisa consultar a Caixa antes. Parte desses documentos tem informações que não podem ser compartilhadas livremente. O clube vai pedir autorização ao banco antes de oficializar a participação do perito e liberar o acesso ao material. Se a Caixa autorizar, Anísio ajudará a revisar contratos, pagamentos, juros e renegociações. O objetivo é chegar a um novo cálculo que considere tanto os problemas apontados no estudo quanto o que aconteceu com a dívida depois de 2019. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Empresário é condenado por agredir ex-Miss Rio Branco; defesa vai recorrer Lula diz que quer ganhar eleições para manter Jair Bolsonaro preso Qual exercício ajuda a aliviar gases e 'destravar' o intestino mais rápido? Cleitinho diz se arrepender de foto com Virginia na CPI: 'Não era momento' Carol Peixinho e Thiaguinho celebram um ano do filho: 'Tudo para mim'