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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Congoleses fora da Copa: Kane impede o futebol de fazer justiça histórica Alicia Klein Colunista do UOL 01/07/2026 15h06 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A Inglaterra se classificou para as oitavas, mantendo vivo o sonho de deixar de ser o time que joga como nunca e perde como sempre. A República Democrática do Congo volta para casa, de cabeça erguida, como um dos grandes destaques dessa Copa. Depois de empatar com Portugal na estreia, Mpasi, Wissa e companhia iam segurando brilhantemente a vitória sobre a equipe de Tuchel até os 30 minutos do segundo tempo, quando Harry Kane apareceu para justificar a expectativa em torno de seu nome e resolver o certame. Segundo maior país da África em território e um dos maiores em população, com 100 milhões de habitantes, a RDC passou 52 anos fora da Copa do Mundo. Não participava desde 1974, quando ainda se chamava Zaire. As frequentes mudanças de nome, aliás, tem ligação com a brutal colonização belga que deixou todos os tipos de cicatrizes para trás. Poucas nações foram submetidas à tamanha violência. Só os congoleses pagaram a conta dos crimes cometidos. PVC Como Ancelotti freou Haaland no passado Julio Gomes Inglaterra depende mais do brilhantismo de Kane Josias de Souza PF associa pastor Sóstenes ao 8º pecado capital Sakamoto Flávio vira cúmplice do linchamento a Michelle Hoje, pouco antes de a Bélgica lutar por sua sobrevivência no Mundial, os Leopardos viveram o sonho de derrubar um campeão mundial. Foi por pouco. Foi por um Harry Kane. Há quem acredite que futebol e política não se misturam. O fato é que futebol e política não se separam. Não só no campo ideológico. A diáspora africana, com tanto destaque nesta edição, não aconteceu por acaso. Os europeus violentaram continentes, pilhando suas riquezas e herdando, por muito tempo, também o seu talento. A história está mudando. Vinte dos 25 jogadores convocados para a seleção congolesa nasceram fora do país. Eles escolheram representar o país de sua família, de seus ancestrais, abrindo mão de vestir camisas mais "prestigiadas" para honrar muitos daqueles que precisaram fugir para sobreviver. A Inglaterra, que ainda colhe os frutos da riqueza acumulada em séculos de exploração, segue na competição. Não foi hoje que o futebol vingou os colonizados. Ainda. Senegal e Bélgica duelam logo mais, e a Inglaterra enfrentará o México, no mágico Azteca. Assista aos jogos da Copa ao vivo no SBT pelo UOL Play. Assine agora a partir de R$ 14,90/mês Siga Alicia Klein no Instagram Se inscreva no canal de Alicia Klein e Milly Lacombe no YouTube Assine a newsletter da Alicia Klein Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Alicia Klein por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Flávio diz repudiar fala de Paulo Figueiredo sobre mulheres: 'Equivocado' João Fonseca domina holandês, vence e avança à 3ª rodada de Wimbledon Por que existem dois Congos na África? Entenda a origem dos países 'O que falo é problema meu', diz Figueiredo após Flávio repudiar vídeo Dinheiro de Sóstenes saiu de grupo com saques de R$ 15 mi em espécie