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Futebol Concacaf pressiona Infantino após recuo e diz: 'Fifa não é empresa privada' Do UOL, em São Paulo 01/08/2026 13h28 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A Concacaf, confederação responsável pelo futebol na América do Norte, Central e Caribe, apoiou a retirada de proposta da Fifa em nota divulgada neste sábado (1º). O que aconteceu A entidade disse que uma avaliação do trabalho do presidente Gianni Infantino é imprescindível. O dirigente está sendo pressionado após um processo "sem transparência". Uma proposta dessa magnitude não chega a esse estágio por acaso. Ela é um sintoma de uma liderança que deixou de colocar o futebol em primeiro lugar. Esse recente ato unilateral e flagrante de má governança e liderança segue um padrão de erros e de comportamentos semelhantes. Uma avaliação abrangente desta presidência é imprescindível. Comunicado da Concacaf Adriana Negreiros Homoerotismo e a relação entre poder e Vorcaro A Hora Teto e piso se encontram para Flávio e Lula PVC Fla segue líder? Meus palpites sobre a rodada Rodrigo Ratier Importar megaprisão de Bukele é 'perigo', diz estudo A Concacaf emitiu nota após forte posicionamento da Uefa. Também neste sábado, a entidade máxima do futebol europeu citou um "esquema secreto" da Fifa no caso e disse que perdeu confiança em Infantino. A FIFA não é uma empresa privada. É uma entidade mantida em confiança em nome do futebol e de seus membros. Aqueles nomeados para servi-la têm um dever fiduciário, um dever de servir acima do poder. Quando esse dever não é cumprido, a responsabilização não pode ser opcional. Comunicado da Concacaf Nesta sexta-feira (31), a Fifa retirou a proposta de vender uma participação ligada à Copa do Mundo após o projeto gerar divisão interna. A própria entidade divulgou um posicionamento do dirigente nesta sexta-feira. O que estava em discussão A Fifa havia confirmado na terça-feira (28) que Infantino queria criar uma subsidiária avaliada em 20 bilhões de dólares (R$ 102,3 bilhões). A empresa, que recebeu o nome de Fifa Forward Enterprise, teria até 20% de sua participação acionária vendida a terceiros, por um valor estimado de 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,4 bilhões). A proposta previa concentrar direitos comerciais e a operação de eventos — entre eles, a Copa do Mundo — na empresa controlada pela própria Fifa. A ideia era reunir mais receitas como patrocínios, direitos de transmissão e licenciamento, mantendo a organização de competições sob responsabilidade da entidade máxima do futebol, de acordo com nota divulgada nesta semana. Continua após a publicidade O plano também vinha sendo discutido sob pressão de outras instituições. A Uefa anunciou boicote a torneios da Fifa após a divulgação da proposta, e a entidade global afirmou que a criação da empresa só ocorreria se fosse aprovada pela maioria das 211 associações-membro. Leia a nota completa: A Concacaf e suas 41 associações-membro acolhem a retirada da proposta da FIFA Forward Enterprise (FFE). A Confederação também elogia suas 41 associações-membro e toda a família do futebol pela coragem e união demonstradas nesta semana. Em um momento que exigia uma liderança baseada em princípios, nossos membros permaneceram unidos em defesa dos interesses de longo prazo do futebol e dos princípios da boa governança. Essa união prevaleceu. A Concacaf também gostaria de reconhecer e elogiar o papel da imprensa por trazer essa questão das sombras para a luz. Continua após a publicidade Os acontecimentos dos últimos dias expuseram algo que agora não pode mais ser deixado de lado: o futuro da Copa do Mundo da FIFA, o maior ativo do futebol mundial, foi conduzido fora de todos os marcos de governança estabelecidos, sem transparência, consulta ou devido processo. Uma proposta dessa magnitude não chega a esse estágio por acaso. Ela é um sintoma de uma liderança que deixou de colocar o futebol em primeiro lugar. Esse recente ato unilateral e flagrante de má governança e liderança segue um padrão de erros e de comportamentos semelhantes. Uma avaliação abrangente desta presidência é imprescindível. Essa preocupação não é exclusiva da Concacaf. Ela é compartilhada por muitas confederações, associações-membro e por aqueles que servem e amam o jogo. Quando pessoas encarregadas de proteger o futebol concluem que já não podem fazê-lo de dentro da estrutura, a família do futebol tem o direito de perguntar como uma proposta desse tipo pôde avançar e quem é responsável por ela. A FIFA não é uma empresa privada. É uma entidade mantida em confiança em nome do futebol e de seus membros. Aqueles nomeados para servi-la têm um dever fiduciário, um dever de servir acima do poder. Quando esse dever não é cumprido, a responsabilização não pode ser opcional. Conforme determinado por nossas associações-membro, os membros da Concacaf no Conselho da FIFA atuarão diretamente, e também por meio do Conselho da FIFA, para garantir que as questões de governança, responsabilização e liderança sejam tratadas adequadamente por meio das instituições e dos procedimentos estabelecidos nos Estatutos da FIFA. Eles também trabalharão dentro desse mesmo marco para determinar como uma parte das vastas reservas pode ser distribuída aos nossos membros por meio do financiamento do programa FIFA Forward para o desenvolvimento do futebol em nossa região, sem comprometer nosso futuro compartilhado. Continua após a publicidade Somos todos apenas guardiões, servindo a um jogo que pertence a todos nós. A união demonstrada por nossas associações-membro nesta semana reafirmou que, quando guiado pela coragem, pela integridade e pela boa governança, o futebol permanecerá onde deve estar: nas mãos do futebol — e não de um único indivíduo. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. 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