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Futebol Richarlison desabafa sobre processo que já acabou e marca Flávio Bolsonaro Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 01/07/2026 19h41 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Richarlison em ação durante jogo do Tottenham pelo Campeonato Inglês Imagem: Mike Egerton - PA Images/PA Images via Getty Images A briga judicial envolvendo um imóvel alvo de investimento de R$ 10 milhões, o atacante Richarlison e um amigo do senador Flávio Bolsonaro acabou, mas voltou a gerar assunto nas redes sociais. O atacante do Tottenham resolveu desabafar na publicação de uma advogada e até marcou Flávio nos stories, trazendo de volta uma discussão que começou em 2022 e teve desfecho na Justiça em 2025. "Realmente, gastei em torno de R$ 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana!!!", comentou o jogador. Josias de Souza Michelle aprisiona Flávio no interior de agenda negativa Tony Marlon Trabalho de psicóloga é trunfo do Brasil na Copa Maria Prata Copa expõe mudança no consumo de informação Alicia Klein Kane impede o futebol de fazer justiça histórica Esse "lá" é a mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), que virou alvo de disputa e, ao fim das contas, está sob posse da WT Administração de Imóveis, do advogado Willer Tomaz. Pelo jogador, as partes do caso eram a Sport 70 Intermediação de negócios, empresa cujos sócios são Renato Velasco, ex-empresário do atacante, e uma outra empresa, a RR7011 Brasil Participações e Empreendimentos, de Richarlison e seu pai, Antonio Andrade. O caso tramitou na Justiça do Rio (TJ-RJ) por cerca de três anos e chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Assine UOL e ganhe acesso a conteúdos exclusivos + uma camiseta da loja de UOL Esporte para torcer na Copa. Depois de uma sentença favorável em março de 2025 e tentativa de recursos sem sucesso, a Sport 70 e Renato Velasco apresentaram em agosto de 2025 a desistência do processo. Mas o que Flávio teria a ver com isso? Flávio Bolsonaro não é parte do processo. Em 2022, o senador já tinha negado envolvimento no caso. Continua após a publicidade "A defesa dele me arrolou como testemunha numa disputa de imóvel no RJ, sem eu ter absolutamente nada a ver com o tema. Parabéns ao craque Richarlison pelo golaço e pela 1ª vitória do Brasil na Copa do Mundo", publicou Flávio em novembro de 2022, quando o caso veio à tona. Em 2021, Flávio chegou a visitar a mansão com Willer Tomaz, e naquela ocasião o advogado teria sido informado de que a propriedade tinha sido vendida à empresa de Richarlison. Procurada pelo UOL , a assessoria do senador disse que ele "não comprou, vendeu, intermediou e nem possui qualquer vínculo com o imóvel em questão, tentar associá-lo é factualmente infundado e eleitoralmente motivado". O estafe acrescentou que Flávio "foi arrolado apenas como testemunha pela empresa do atleta que chegou a ter posse do imóvel. O processo entre proprietário e possuidor foi encerrado na Justiça e, nesse caso, cabe aos respectivos envolvidos qualquer manifestação". Pessoas ligadas à WT dizem que Flávio nem chegou a dar depoimento, pois não houve audiência de instrução para isso. A desistência No documento assinado por Renato, as partes originalmente ligadas a Richarlison "renunciam a qualquer prazo recursal e reconhecem, para todos os fins de direito, o acerto da sentença de procedência da ação de origem, declarando e confirmando que a parte recorrida WT Administração de Imóveis e Bens S/A é a única titular de direitos de ocupação e posse sobre o referido bem, conforme consta dos registros públicos imobiliários e patrimoniais da União". Continua após a publicidade Depois disso, o caso transitou em julgado e foi arquivado. O timing para isso também se dá já depois da ruptura entre Renato Velasco e Richarlison. O jogador trocou de representante após perder a confiança nele, em episódios descritos pelo UOL em 2024. Qual era a controvérsia, afinal? O debate envolve a origem da compra e quem, de fato, tinha direito à posse do imóvel. O local tem heliponto, praia particular, acesso a cachoeira e 11 suítes. A WT apontou que comprou a propriedade da M Locadora de Veículos e Transportes Turísticos. A empresa sabia que tinha gente morando lá, mas estava disposta a entrar em uma disputa judicial para recuperar a posse. "Como o imóvel não é um bem comum particular, mas, sim, um bem imóvel de domínio da União, não é passível de usucapião ou de posse justa por quaisquer pessoas que não estejam autorizadas", afirmou a WT na petição inicial de uma ação aberta em 2022. Richarlison, Renato Velasco e os seus estavam ocupando o local por terem feito uma transação em 2020. A linha do tempo traçada por eles apontava uma cadeia de posse completamente distinta. E foi a M Locadora quem primeiro abriu processo contra a empresa de Richarlison e Renato Velasco. Continua após a publicidade "O imóvel objeto da presente demanda foi abandonado pelo demandante (M Locadora), sendo certo que, quando do ajuizamento este não se encontrava na posse há pelo menos 11 anos. Tal afirmação é comprovada com vasto e robusto acervo documental capaz de demonstrar que demandado (Sport 70, Renato) adquiriu a posse do imóvel de quem já mantinha a posse do imóvel há muitos anos", chegou a alegar o lado de Richarlison em um dos processos. Mas quem vendeu para o jogador? Em outro trecho de uma petição de 2022, a defesa da Sport 70 chegou a dizer que "em 18/01/2011, o senhor Celso de Souza Silva, por intermédio de seu procurador Antônio Marcos Pereira da Silva, adquiriu em conjunto com Renato Pinto Cunha, a posse do imóvel do Sr. Maurício Figueiredo que além de se encontrar na posse do imóvel, por ocasião da cessão onerosa afirmou ter adquirido da M. Locadora de Veículos LTDA., há muitos anos". Em paralelo, a briga judicial chegou a envolver capítulos diretos de conflito entre a WT e a M Locadora. Nos autos, os responsáveis pela M Locadora chegaram a duelar entre si, tentando anular a venda para a WT, já depois de um primeiro pagamento de R$ 300 mil ter sido feito. Mas ao final das contas, em uma discussão que já extrapolava e não envolvia a Sport 70, a Justiça validou a posse para a WT. O UOL procurou as assessorias de Richarlison e WT, mas elas não se manifestaram oficialmente. Continua após a publicidade Vídeo foi apagado A advogada que publicou o vídeo, Ana Paula Zantut, apagou a publicação que teve comentário de Richarlison. Ela explicou a decisão em uma nota: "Após exame mais aprofundado e ciente de que existe documentação processual muito além do quanto antes veiculado pela mídia, verifiquei que a comunicação inicialmente realizada continha imprecisões relevantes sobre aspectos fáticos e jurídicos essenciais do caso, inclusive em relação a partes envolvidas, desenvolvimento de acontecimentos, direitos envolvidos e natureza jurídica das controvérsias, todas essas circunstâncias que recomendam imediata correção e retificação. Por essa razão, esclareço desde logo que os vídeos foram apagados e ficam integralmente sem efeito e devem ser desconsideradas todas as afirmações, interpretações, conclusões ou explicações constantes da publicação anteriormente divulgada, as quais não mais refletem minha compreensão atual dos fatos, que será melhor aprofundada e apresentada em novos conteúdos detalhados e fundamentos, que já estou preparando". Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Artilheiros da Copa do Mundo 2026: veja lista atualizada do Mundial agora Professora diz que aluno pôs vidro dentro do seu copo; jovens são suspensos Vorcaro monitorou vida de Malu Gaspar, mostram conversas obtidas por site PGR defende manutenção de prisão domiciliar de Bolsonaro Damares diz ser atacada após crise Michelle x Flávio: 'Chamam de vagabunda'