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Análise dos Times

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Hamilton vence o GP da Catalunha Antes do GP de Mônaco da F1 2026, disputado no dia 7 deste mês, a expectativa era de que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgasse publicamente os resultados do primeiro período de verificação do motor de combustão interna , para decidir quais equipes têm direito às Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualizações, o chamado ADUO (sigla para Additional Development and Upgrade Opportunities , em inglês). No entanto, os resultados foram comunicados apenas para as equipes no paddock da prova de Monte Carlo, sem divulgação oficial. O motivo para o adiamento, de acordo com o " Motorsport ", é a escolha da Red Bull como a equipe com o melhor motor de combustão interna da F1 , informação também publicada por outros veículos da mídia internacional. A decisão surpreendeu as escuderias – pensava-se que a Mercedes, vencedora de seis das sete provas da temporada, seria a eleita. Acesse o canal de automobilismo do ge no WhatsApp 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google FIA analisará se cabe revisão ao pódio de Gasly em Mônaco 1 de 4 Max Verstappen na classificação para o GP de Mônaco de F1 2026 — Foto: Manon Cruz/Reuters Max Verstappen na classificação para o GP de Mônaco de F1 2026 — Foto: Manon Cruz/Reuters Por ser a melhor equipe neste quesito, a Red Bull (junto com a Racing Bulls , que também usa motores Red Bull-Ford) não terá direito às atualizações e oportunidades de desenvolvimento em um primeiro momento. O resultado da análise teria preocupado a equipe austríaca - a publicação afirma que o time pediu à FIA que faça checagens adicionais nos métodos utilizados para a medição. Chefe de equipe da Red Bull, Laurent Mekies afirmou que os dados coletados pelo time não mostram vantagem em relação à Mercedes. – Nós certamente gostaríamos de ter uma conversa mais profunda (com a FIA), porque nós não vemos um único conjunto de dados que indique que teríamos vantagem sobre nossos colegas da Mercedes – disse o francês. Caso a FIA confirme publicamente que os motores da Red Bull-Ford são, de fato, os melhores da Fórmula 1, a Red Bull e a Racing Bulls devem ser os únicos times impedidos de desenvolver o motor neste primeiro momento. 2 de 4 George Russell à frente de Max Verstappen no GP do Japão de F1 2026 — Foto: Wan Mikhail Roslan/NurPhoto via Getty Images George Russell à frente de Max Verstappen no GP do Japão de F1 2026 — Foto: Wan Mikhail Roslan/NurPhoto via Getty Images De acordo com a imprensa internacional, o motor Mercedes (também usado por Alpine, McLaren e Williams) recebe uma oportunidade de atualização adicional em 2026, enquanto Ferrari (também com Cadillac e Haas), Audi e Honda (na Aston Martin) ganham duas oportunidades cada. A medição de desempenho leva em conta apenas o motor de combustão interna do carro (ICE). Desde 2014, a Fórmula 1 chama os motores de "unidade de potência", devido à composição híbrida: além do ICE, eles também têm uma parte elétrica, mas ela não é considerada na verificação da FIA. Esta, no entanto, não é uma preocupação da Red Bull, que aceitou as condições antes da temporada. Não ter a oportunidade de desenvolver o motor pode ser um baque ainda maior para a equipe, atualmente com o status de quarta força da categoria. Por causa disso, Laurent Mekies quer se assegurar de que a entidade que rege o esporte a motor tem certeza de que todos os procedimentos foram seguidos à risca. – Certamente, seria necessário ter extrema certeza na forma como se avalia a hierarquia dos motores de combustão interna para ter a confiança necessária para conceder a vitória à equipe dominante, e não à equipe que está perseguindo a dominante. Especialmente quando se observam variações relativas de desempenho de um traçado de pista para outro, que são perfeitamente consistentes com a sensibilidade da potência do ICE – disse, acrescentando: – No Canadá, com alta sensibilidade da potência do ICE, nos classificamos em sexto. Em Mônaco, com baixa sensibilidade da potência do ICE, ficamos a 0s04 da pole. Em Barcelona, de novo alta sensibilidade da potência do ICE, nos classificamos em sexto de novo. Não vemos um só conjunto de dados em que nos estimamos acima dos competidores, muito menos estando consistentemente acima deles – concluiu. 3 de 4 Laurent Mekies, chefe de equipe da Red Bull, no GP da China de F1 2026 — Foto: Mark Thompson/Getty Images Laurent Mekies, chefe de equipe da Red Bull, no GP da China de F1 2026 — Foto: Mark Thompson/Getty Images Entenda como funciona o ADUO Para tentar proporcionar maior equilíbrio no grid da Fórmula 1, a FIA definiu uma série de parâmetros de medição do motor de combustão interna - estes não foram divulgados, com o intuito de impedir que alguma equipe encontrasse formas de burlar essas medições e obter vantagens. A partir dessa verificação, que obedece às janelas definidas pela federação, cada fornecedora recebe um Índice de Performance . É a partir dele que a FIA determina qual motor é o mais eficaz e o qual o déficit de cada competidora. 4 de 4 Aston Martin, com motor Honda, deve ser a equipe mais beneficiada pelo ADUO — Foto: Clive Rose/Getty Images Aston Martin, com motor Honda, deve ser a equipe mais beneficiada pelo ADUO — Foto: Clive Rose/Getty Images As fornecedoras em desvantagem ganham, para além das oportunidades adicionais de atualização e desenvolvimento, mais tempo de testes e subsídios no teto de gastos. Em relação às oportunidades de atualização, o motor mais bem avaliado não ganha melhorias, assim como equipes que estejam até 2% abaixo do desempenho da fornecedora de referência. O máximo é de duas melhorias em 2026, para fornecedoras com déficit acima de 4%. Já para o tempo de testes, a quantidade de horas a mais permitidas depende da diferença para a fornecedora de referência. Recentemente, a FIA alterou essa tabela - veja a atual disposição abaixo: Índice de Delta de Desempenho dos motores da F1 2026 Índice Abaixo de 2% 2 a 4% 4 a 6% 6 a 8% 8 a 10% Acima de 10% Horas extras de teste 0h 70h 110h 150h 190h 230h deslize para ver o conteúdo Nos benefícios relacionados ao teto de gastos, uma fabricante que estiver mais de 10% atrás da marca de referência terá um subsídio de US$ 11 milhões, o equivalente a R$ 57 milhões, na atual cotação - além disso, ela poderá antecipar mais US$ 8 milhões (R$ 41,5 milhões) de orçamentos futuros. Veja a tabela: Desconto no teto de gastos sob o ADUO Índice de disparidade Benefício no teto de gastos Menos de 2% US$ 0 De 2 a 4% US$ 3 milhões De 4 a 6% US$ 4,65 milhões De 6 a 8% US$ 6,35 milhões De 8 a 10% US$ 8 milhões Acima de 10% US$ 11 milhões deslize para ver o conteúdo A FIA ainda não divulgou quais são as melhorias que cada fornecedora terá em relação a testes e ao teto de gastos. Para esta temporada, a federação que regula o esporte a motor previu três janelas de verificação do ADUO. São elas: Período 1: corridas 1 a 5 (Austrália até Canadá) Período 2: corridas 6 a 11 (Mônaco até Hungria) Período 3: corridas 12 a 18 (Holanda até México)