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Ontem, o Brasil acordou com a sensação de que a Copa pode caber no bolso, desde que a convocação seja feita com nomes que já provaram seu peso e outros que ainda lutam para se firmar em amistosos que valem vaga no Mundial. A cobertura de hoje rememora caminhos de 2002, quando Kleberson deixou de ser figura periférica para se tornar peça fundamental na caminhada rumo ao pentacampeonato. [ ] Entre os nomes testados, Gilberto Silva surge como exemplo de paciência que recompensa: convocado pela primeira vez em 2001, não saiu mais do time e foi peça-chave na conquista. Kaká e Anderson Polga também figuram entre aqueles que receberam o impulso do técnico, enquanto menções a Neymar, Endrick, Igor Thiago e Gabriel Sara sinalizam o debate sobre o futuro da Copa já chegando aos corredores da imprensa. [ ] No registro daquele período, o técnico Luiz Felipe Scolari pediu amistosos fora das Datas Fifa para testar nomes que atuavam no Brasil e na Europa, tentando moldar um grupo que pudesse encarar o cenário da competição com consistência. A reportagem reforça a ideia de que a chance chega na reta final, e cabe manter o foco no clube para não perder o fio da tosquia da seleção. [ ] A relação com 1994 também aparece na linha do tempo, quando um amistoso contra o PSG foi decisivo para definir as últimas vagas. Paulo Sérgio disputou posição com Rivaldo, e Viola e Ronaldo tiveram seus momentos para carimbar a passagem ao grupo que disputaria o Mundial. [ ] Os relatos falam ainda dos amistosos que ajudaram a forjar o senso de quem mereceria o lugar: Bolívia (6 x 0), Arábia Saudita (1 x 0) e Islândia (6 x 1). A convocação da lista final com os 26 nomes para a Copa do Mundo estava prevista para o dia 19 de maio, conforme o histórico citado. [ ] Entre as lições da matéria fica a certeza de que tempo é curto e que o desempenho conta menos que a forma como se trabalha no clube, lido com o grupo e se comporta diante dos companheiros. Evêrcio repetido por Gilberto Silva ganha fôlego quando a voz da experiência lembra que, para chegar à seleção, não basta talento: é preciso ser referência positiva no dia a dia do clube. [ ]