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Inter empata com o Santos em casa e segue com risco de queda Principal alvo de críticas após o empate do Inter com o Santos , no Beira-Rio, Rafael Borré vive temporada conturbada. Contratado em 2024 com status de estrela, viu seus números caírem em 2025, perdeu a confiança da torcida e se tornou a cara da crise que vive o clube. + O ge está no WhatsApp! Siga o canal ge Inter O atacante de 30 anos chegou em Porto Alegre sob altas expectativas, recebido com festa no aeroporto . Antigo sonho da gestão de Alessandro Barcellos, desembarcou no Beira-Rio com o custo de R$ 33,26 milhões, segundo maior investimento da história do clube . No ano passado, em 29 jogos, marcou 11 gols e deu cinco assistências . Virou peça-chave pelo poder de decisão e entrega tática. Mas 2025 mudou tudo. Em 45 partidas, marcou apenas oito vezes (e quatro assistências) e amargou alguns períodos sem balançar as redes. Borré pelo Inter 2024 2025 29 jogos 45 jogos 11 gols 8 gols 5 assistências 4 assistências 0,37 gol por jogo 0,18 gol por jogo deslize para ver o conteúdo Leia também: + Ramón Díaz pede calma: "Inter está vivo, não está morto" + Inter erra da música ao campo e segue com risco de queda + Maurício Saraiva: Um triste Inter empatou no Beira-Rio O início da queda Atacante de Seleção, Borré começou a perder espaço ainda sob o comando de Roger Machado no início da temporada, após a conquista do Gauchão. No Brasileirão, o time não conseguiu repetir o desempenho. Entre os poucos gols, o mais importante foi contra o Bahia, na última rodada da fase de grupos da Libertadores, em maio. O Inter venceu por 2 a 1, de virada, e carimbou a classificação em primeiro lugar . 1 de 3
Inter x Bahia Beira-Rio Libertadores Borré gol — Foto: Ricardo Duarte / Internacional Inter x Bahia Beira-Rio Libertadores Borré gol — Foto: Ricardo Duarte / Internacional Mas os jejuns fizeram parte da temporada do colombiano, assim como as atuações irregulares. Nos 12 jogos seguintes, fez apenas dois gols . Para completar, as eliminações traumáticas apareceram. Nas oitavas de final da Copa do Brasil, Borré foi duramente criticado, pois teve chance entre os titulares nas duas partidas contra o Fluminense, e desperdiçou boas oportunidades em campo. Nas oitavas da Libertadores, também desperdiçou chances claras contra o Flamengo. Foi banco nos dois jogos, acionado na segunda etapa e, na partida da volta, ainda acertou a trave em lance decisivo e ficou marcado pelas oportunidades desperdiçadas. Borré ainda gera desconfiança? Podcast ge Inter comenta atuação do colombiano Fator Valencia O então parceiro Enner Valencia também contribuiu para o momento atual de Borré. O colombiano iniciou a temporada como titular, mas foi perdendo espaço com o bom momento do equatoriano, que foi artilheiro do Inter no Gauchão, ao lado de Vitinho, com cinco gols. Já na metade do Brasileiro, a dupla começou a perder destaque, com os dois sendo preteridos para o jovem Ricardo Mathias . – Passam por bons e maus momentos. Estávamos festejando até bem pouco tempo a titularidade do Valencia pelo que vinha produzindo, e não muito longe o bom momento do Borré. Centroavantes que estão frente ao goleiro correm o risco de não conseguir converter – declarou certa vez o então técnico Roger Machado. Até setembro, as críticas se dividiam sob a dupla de selecionáveis. Porém, com a saída de Valencia para o México, Borré virou alvo principal . 2 de 3
Enner Valencia e Rafael Borré antes de treino do Inter — Foto: Ricardo Duarte/Inter Enner Valencia e Rafael Borré antes de treino do Inter — Foto: Ricardo Duarte/Inter Novo técnico, nova chance A troca no comando trouxa perspectiva de melhora para o camisa 19 no Beira-Rio. Ramón e Emiliano Díaz, entusiastas do centroavante de outras épocas, tentaram dar confiança e recuperar o jogador. – É um cara internacional . Em todo o time que estivemos o tentamos levar. Às vezes, o goleador passa por fases. (...) Acreditamos muito na qualidade dele. O goleador quando não marca, baixa um pouco o anímico. Quando fizer, melhorará muito. Confiamos muito nele – afirmou Emiliano Díaz recentemente. Os argentinos apostaram nele na reta final do Brasileirão, mas a resposta esperada ainda não veio. O último gol foi vitória contra Sport, dia 19 de outubro. Já são oito partidas seguidas em branco. 3 de 3
Borré Inter x Santos — Foto: Luiz Erbes/AGIF Borré Inter x Santos — Foto: Luiz Erbes/AGIF Contra o Santos, teve duas finalizações certas e uma assistência , para o gol de Alan Patrick. Não foi suficiente para aliviar a pressão. Substituído logo após o gol de empate, de Barreal, foi bastante vaiado pela torcida. Ainda assim, mais uma vez foi respaldado pela comissão. – Não contamos o jogo passado, mas Borré veio de um viagem, chegou às 11 da manhã do dia do jogo. E a situação estava tensa, porque era um jogo que era vida ou morte. E é uma questão de ter respeito pelas pessoas que botam a cara em momentos ruins. Ele pode errar, claro. Errou, mas lá no grupo ele demonstra que está comprometido. Às vezes, em algum momento a barreira tem que romper – explicou Emiliano. Hoje, Borré simboliza a crise colorada. Contratado para ser protagonista, caminha para o fim de temporada como personagem de frustração. Uma nova chance de redenção será na sexta-feira, quando o Colorado enfrenta o Vasco, às 19h, em São Januário. 🎧 Ouça o podcast ge Inter 🎧 + Assista: tudo sobre o Inter no ge e na TV 50 vídeos