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Manifestantes iranianos citam regime e pedem exclusão da seleção da Copa do Mundo 10/06/2026 20h38 Deixe seu comentário Manifestantes iranianos pediram a exclusão da seleção do país da Copa do Mundo Imagem: REUTERS/Mike Blake Em vez de orgulho, muitos iranianos-americanos sentem vergonha pela participação da seleção iraniana na Copa do Mundo e estão cobrando que a Fifa expulse o país da competição, disseram manifestantes nesta quarta-feira. A presença da seleção é motivo de indignação para muitos que veem o governo iraniano usando a competição como uma forma de lavar a imagem do assassinato de dezenas de milhares de dissidentes desde a Revolução Islâmica de 1979, com milhares mortos ainda em janeiro durante protestos generalizados. Essas mortes incluíram centenas de atletas, segundo os manifestantes. "Trazê-los para cá e fazê-los jogar basicamente apresenta uma imagem de calma para o mundo, quando, na verdade, no país não há calma, há apenas execuções e sofrimento causados pelo regime", disse Ryan Salami, de 21 anos, nascido nos Estados Unidos e cujos pais fugiram do Irã, em entrevista durante um protesto em frente à Prefeitura de Los Angeles. Juca Kfouri Não será 1ª vez que Brasil estreará sem time pronto Julio Gomes Veja como está o Azteca para a abertura da Copa Tatiana Farah A boa e a má notícia da Quaest para Flávio José Fucs A guinada woke da Justiça vai além do caso Borel Muitos manifestantes apoiaram o apelo do Conselho Nacional de Resistência do Irã para que o Irã fosse expulso do torneio. Fotografias de dezenas de atletas iranianos que morreram sob custódia do governo foram expostas em uma galeria improvisada ao ar livre em frente à Prefeitura de Los Angeles. Oradores, incluindo alguns ex-jogadores da seleção iraniana, lamentaram a morte de atletas que, segundo eles, morreram após se oporem ao governo e serem detidos. "Esta é a equipe dos aiatolás", afirmou Asghar Adibi, membro da seleção iraniana em 1970, à multidão. Ele disse que a equipe é controlada pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e que é errado permitir que uma organização que mata pessoas, que tortura pessoas, tenha uma equipe representando-a. Os manifestantes tinham opiniões diversas sobre se os próprios jogadores iranianos deveriam ser vistos como parte do regime. Salami disse que simpatiza com jogadores que talvez sejam apenas atletas que precisam permanecer em silêncio e obedientes para evitar o destino de jogadores anteriores que se rebelaram. Outra manifestante disse à Reuters que a Guarda permitiria apenas a entrada de seguidores leais na equipe porque, em sua opinião, não quer correr nenhum risco de deserções. Portanto, os jogadores deveriam ser vistos como pouco melhores que colaboradores. Outra afirmou que os jogadores estão sendo usados como ferramentas para ajudar o governo iraniano a ter uma boa imagem no cenário mundial e que merecem pouca compaixão. "Todos eles estão ligados ao regime de alguma forma", disse Peymaneh Shafi, que afirmou ter se tornado uma opositora do governo iraniano depois que homens armados atiraram em seu professor na sua frente. "Esses são os verdadeiros atletas", disse, apontando para as fotografias de atletas perseguidos pelo governo iraniano. Continua após a publicidade Relacionadas Fifa credencia jornalista preso há dois anos por acusação de terrorismo 'Não é mais problema', diz meio-campista da Inglaterra sobre calor dos EUA Técnico da África do Sul minimiza pressão da torcida mexicana: 'Não jogam' Após o protesto, que incluiu discursos e apelos por uma mudança de regime em Teerã, os manifestantes marcharam no parque ao lado da prefeitura. A Fifa e a seleção iraniana não responderam ao pedido de comentário da Reuters em um primeiro momento. A seleção iraniana afirmou que deixará de jogar se bandeiras proibidas ou slogans críticos aparecerem nas partidas. Será que os iranianos-americanos tentarão levar escondida a bandeira iraniana pré-revolucionária com o leão e o Sol para o estádio SoFi e desdobrá-la quando a seleção iraniana jogar? "100%", disse Nasrin Saifi, que chegou aos EUA um ano antes da revolução islâmica, quando tinha 17 anos. Em 1998, ela contrabandeou uma camiseta com a imagem da bandeira proibida quando os EUA jogaram contra o Irã em Lyon, na França, durante a Copa do Mundo. Ela tem um ingresso para a primeira partida do Irã, na segunda-feira, em Los Angeles, mas não tem certeza se irá. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Condenado por massacre no Morumbi Shopping lança livro sobre o caso Moraes autoriza visita de familiares de Bolsonaro antes de jogo do Brasil Cristiano Ronaldo tem noite para se esquecer, mas Portugal vence Nigéria Diferença entre Sánchez e Keiko fica abaixo de 7 mil votos na reta final Sem citar nomes, Paolla Oliveira brinca sobre ter 'dado chance a um feio'